segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A ORIGEM DA VIDA

Origem da Vida
Sem dúvida, os esforços presentes científica focada na compreensão da origem da vida neste planeta em termos naturalistas constituem uma das maiores frustrações na ciência. Os estudos têm sido particularmente frustrante porque o tempo tem decorrido, eo banco de dados tem se expandido, o objetivo de compreender a origem da vida em termos naturalistas tornou-se cada vez mais elusivo. Este é o oposto do resultado esperado. Por exemplo, recentemente veio à luz que o progenitor (s) de todas as formas modernas de vida contêm o mesmo procedimento de enzimas para produção de energia em um ambiente de oxigenar. Foi anteriormente acreditavam que os primeiros organismos vivos surgiram em um ambiente anaeróbico e que a capacidade de utilizar oxigênio surgiu muito mais tarde. Esta e muitas outras observações recentes tornar ainda mais remota a possibilidade de um período da história da Terra quando o oxigénio estava ausente ou raros. É praticamente certo que o perecursors necessárias para a vida não poderia ter surgido na presença de oxigênio livre. Esta é uma área da ciência particularmente propício para algumas idéias frescas. Veja esta palestra NASA para uma atualização recente sobre o estado de origem da pesquisa Life.

Explosão Cambriana.
Dentro dos estratos Cambriano Inferior (primeiras camadas de rocha que contém os restos de animais multicelulares complexos), representantes de quase todos os filos modernos de organismos vivos são encontrados. Este fenômeno é tão marcante e inesperada no paradigma naturalista evolucionário que tem sido amplamente referido como o " explosão cambriana ". Vários autores têm utilizado adjetivos como "diversificação desenfreada" ou "aparecimento súbito e abrupto" para descrever o estado da diversidade biológica encontrados nessas rochas. Outros autores têm ido para grandes comprimentos de negar a importância ou a natureza explosiva do registro cambriano, não tendo nenhuma explicação pronta para o fenômeno. A explosão é real. As rochas pré-cambrianas subjacentes são muitas vezes tipos de rochas similares, tais como arenito ou de xisto, mas são desprovidas de fósseis de animais multicelulares. Esta mudança dramática não pode ser acomodado em qualquer modelo naturalista, porque envolve não apenas a aparência de uma multidão de formas de vida que representa quase todos os filos modernos, mas mais incisivamente, que envolve o aparecimento de praticamente todos os complexidade da biologia molecular presentes em formas modernas. Contemporânea modelos evolutivos são incapazes de explicar a origem dessa diversidade e informações sem invocar princípios fora do domínio da ciência. Evolucionistas naturalistas repetidamente reconhecer essa condição, sem oferecer uma alternativa viável. Aqui, talvez mais do que em qualquer outra área em geologia, há uma necessidade premente de pesquisas inovadoras e sugestões criativas.

Origem das outras formas de vida.
Quando categorias taxonômicas inferiores (classe, ordem, família, gênero) até o nível de espécies fazem sua aparição, onde quer que seja no registro fóssil, estas formas quase sempre aparecem de repente, sem as formas de transição intermediários necessários e preditos pela paradigma evolutivo. Nos dias de Darwin e além, os chamados "buracos" foram inferidas a ser devido a inadequação de nosso conhecimento do registro fóssil. Cento e cinquenta anos depois, este argumento não pode mais ser oferecida como uma explicação para a escassez de intermediários. Alguns grupos podem ser interpretados como formas intermediárias, como as baleias cedo com membros de volta, os fósseis do Triássico com mamíferos e répteis características, etc, no entanto, essas exceções não alterar o padrão geral de falta de intermediários entre as formas. Paleontólogos que sabia que o registro fóssil e suas insuficiências bem propôs a teoria do equilíbrio pontuado como uma alternativa para a evolução gradualista de espécies. A teoria reconhece e procura capitalizar sobre duas características do registro fóssil: a ausência de fósseis intermediários ou de transição entre as espécies (ou seja, eles aparecem "de repente"), ea estase aparente das espécies, uma vez que fazem o seu aparecimento (ou seja, uma vez que eles aparecem, eles não mudam). Embora a teoria é boa em descrever o que é visto no registro fóssil, ela não oferece nenhuma explicação legítima para as observações. Há uma necessidade crítica de uma teoria coerente que não só irá descrever o que é observado, mas trará explicações lógicas e coerentes para os dados.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE OS DINOSSAUROS?

Oferecem a Bíblia e os escritos de Ellen G. White alguma base para a crença na existência desses estranhos animais?
Anos atrás, depois de terminar uma palestra para universitários e profissionais liberais, fui abordado por um pastor. Ele me pediu que tentasse convencer a esposa dele sobre a existência dos dinossauros. Ela era professora e se recusava a ensinar os alunos sobre esse tema. Compreendi que atrás daquela negativa havia uma luta para compreender o mistério que deixa perplexas algumas pessoas e fascina outras: Como explicar a passada existência (e extinção) dos dinossauros, num contexto bíblico?
A negação da existência dos dinossauros tem se tornado mais difundida do que gostaríamos de admitir, mesmo considerando nossa sociedade científica com pesquisas altamente avançadas em todas as áreas, incluindo geologia e paleontologia. Essas ciências parecem fora de lugar em nossas instituições educacionais e raramente são consideradas por nossos jovens na escolha de sua carreira profissional. Como cristão e paleontólogo, tenho que enfrentar diariamente a noção de uma evolução biológica envolvendo milhões de anos e posso compreender que algumas pessoas temem ser envolvidas por uma filosofia contraditória às Escrituras.
Entretanto, é possível estudar fósseis, rochas e evolução, sem renunciar à fé. Nossa apreciação da beleza e do mistério da criação da Terra e sua história subsequente depende em grande parte de como e o que professores e pastores estão ensinando nas igrejas e escolas.
No museu e na TV
Se você já visitou um museu de história natural, provavelmente viu grandes esqueletos de dinossauros. Também pode ter visto reproduções animadas em que, no caso de documentários da televisão, eles parecem vivos e reais. Ao assistir a tais animações, o espectador deve considerar alguns detalhes. Primeiramente, devemos aceitar que os dinossauros existiram por um período de tempo na Terra e que, em certos lugares, eles pareciam numerosos. Paleontólogos têm encontrado evidências de sua existência em todos os continentes, incluindo Antártica. Essas evidências incluem ossos, ovos, tocas e pegadas. Rastros e pegadas são abundantes e não podem ser associados a nenhuma outra criatura fora do que conhecemos como dinossauros.
Em segundo lugar, devemos saber que os esqueletos encontrados em museus não são tipicamente reais, mas réplicas. Os ossos originais são muito valiosos e delicados para ser expostos ao público; portanto, são armazenados em lugares mais seguros. Além disso, os esqueletos dos museus são ajuntamentos de réplicas de ossos de várias espécies oriundas de lugares distantes. Os paleontólogos são capazes de compor a arquitetura do corpo dos dinossauros, embora não possam ter todos os elementos da mesma criatura. Assim, as réplicas encontradas nos museus são razoavelmente confiáveis. Entretanto, animações vistas na TV são mais especulativas, especialmente no que tange à cor, fisiologia, comportamento e assim por diante.
Desaparecimento
Na coluna geológica, vestígios de dinossauros aparecem em camadas de rochas que os paleontólogos chamam de Triássico, Jurássico e Cretáceo. Essas camadas sedimentadas, amontoadas uma sobre a outra, mostram características específicas, incluindo as de certas espécies fósseis como moluscos, répteis, peixes, dinossauros e organismos microscópicos (diatomácea, algas) que habitaram os oceanos. Alguns paleontólogos creem que os dinossauros, bem como outros grupos de animais e plantas, desapareceram subitamente em consequência do impacto de um meteorito gigante 65 milhões de anos atrás. Outros duvidam disso, por várias razões.
Muitos cientistas criacionistas acreditam que os dinossauros desapareceram junto com outras espécies, durante o dilúvio universal descrito em Gênesis. Esse cenário poderia incluir atividade de um meteorito resultando em tsunamis, atividade vulcânica e emissão de dióxido de carbono, sulfeto e outros elementos químicos prejudiciais a plantas e animais. Portanto, a ideia de um meteorito impactando a Terra não é necessariamente incompatível com o modelo bíblico do dilúvio.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

1/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

2/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

3/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

4/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

5/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

6/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

7/7 - Teoria da Evolução Provada Falsa! Darwin Caiu! (BBC, Discovery)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O DILÚVIO A CHAVE PARA INTERPRETAR O PASSADO

No ano 600 da vida de Noé, no dia 17 do segundo mês, nesse dia, todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram (Gn 7:11).
Durante séculos, o Dilúvio bíblico descrito nos capítulos 6-8 do livro de Génesis foi considerado global, cataclismo e histórico. Desde o final do século 18, no entanto, a historicidade do dilúvio esteve sob os ataques constantes, e é agora rejeitado como uma fábula pela maioria das pessoas nas sociedades ocidentais. Até mesmo alguns nas igreja racionalizam as chamadas "evidências" contra o Dilúvio, tentando reinterpretá-las como um evento local. Este é o mais infeliz argumento, porque o dilúvio de Noé é um dos eventos mais significativos na história do mundo, interpretações que têm criado grande impacto nas ciências físicas, história, arqueologia e estudos bíblicos. O meu propósito aqui é fazer uma breve revisão das implicações em algumas dessas áreas d0 estudo.
1) Geologia. 1 Claramente, se o Dilúvio dos dias de Noé foi um evento recente e em todo o mundo, teria afectado drasticamente a topografia e a geologia de todo o planeta. As principais estruturas geológicas e a topografia são muito melhorexplicadas por catastrofismo recente, e não por processos lentos durante eras de tempo. Formação das montanhas, a topografia das profundidades, as placas tectónicas, vales de rios, o vulcanismo, a formação do canyon, a formação dos depósitos de carvão, lagos e uma infinidade de outras características geológicas são dramaticamente afetados pela realidade de um dilúvio, recente

sábado, 3 de setembro de 2011

DINOSSAUROS: CRIAÇÃO DE DEUS OU DO DIABO?


INTRODUÇÃO
O criacionismo, até hoje, é o maior opositor do evolucionismo. Não surgiu ainda uma hipótese que pudesse criar uma terceira teoria. Portanto neste ringue genealógico, onde dois opostos radicais jogam cartas, contendo argumentos que visam desmoronar a estrutura do rival, surge a pergunta que o evolucionismo tenta explicar com paliativas propostas e o criacionismo, parece que não se atreve a atravessar o campo da especulação: Como surgiram os dinossauros?

É bom dezer que este post não se propõe analisar a teoria da evolução, conhecida, debatida e combatida.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BILIÕES DE ANOS…CRIAÇÃO!!!

Quando iniciei o meu ministério gostava do confronto com os chamados “evolucionistas”, no entanto ficava pasmado com o à vontade com que afirmavam que o homem é resultado de uma evolução e, esta resultante de uma explosão cósmica ou qualquer coisa parecida. Gosto de entrar numa livraria ou papelaria e folhear as Revistas chamadas “científicas” e que tentam de mil e uma maneira contradizer a Criação tal como é apresentada na Bíblia. Normalmente, esses artigos vem com uma panóplia de citações dos chamados “sábios” e inteligentes catedráticos que não acreditam na Criação de Deus. E invariávelmente começam assim “supôem-se”, “admite-se”, “biliões e anos…” Será que a ciência

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COMO É QUE ELE SABIA?

A missão Juno começa hoje uma viagem de cinco anos até Júpiter, o maior planeta do sistema solar. Quando atingir a órbita do gigante gasoso, em Junho de 2016, a NASA assinala o regresso ao planeta após 14 anos da missão Galileo.
"Além de estudar os gases da atmosfera, o principal objectivo de Juno é dar respostas quanto à formação dos planetas gasosos", afirmou ao CM o astrónomo José Augusto Matos, explicando a missão: "Se Júpiter tiver um núcleo rochoso, então formou-se da mesma forma que a Terra, Marte e os outros planetas rochosos. Se não tiver, então estamos perante algo novo no sistema solar".
A sonda Juno é alimentada por energia solar. Para isso transporta painéis solares com cerca de 9 metros de comprimento. "É uma tecnologia já muito desenvolvida. Nunca se utilizou painéis solares a uma distância tão grande do Sol", acrescentou o astrónomo.
Pela primeira vez, a NASA vai ter uma sonda com uma órbita polar sobre Júpiter. Isto significa que a sua viagem de um ano, entre 2016 e 2017, permitirá observar fenómenos como as mais brilhantes auroras boreais do sistema solar. "Em Júpiter têm uma origem diferente das da Terra. Conhecendo estas, teremos uma melhor noção das nossas", referiu Scott Bolton, investigar principal da missão Juno.
A sonda chega a Júpiter em 2016, passa um ano a estudar o planeta e despenha-se na sua atmosfera em 2017.
JÚPITER
- Diâmetro: 142 000 km (11 vezes o da Terra)
- Volume: 1320 Terras podem caber dentro de Júpiter
- Distância do sol: 780 000 000 KM
- Órbita: 12 anos para orbitar o Sol
- Duração de um dia: 10 horas terrestres
- Temperatura média: -145ºc no topo das nuvens
- Composição: Hidrogénio 90%, hélio 10%
- Luas: 64
"Se Júpiter tiver um núcleo rochoso, então formou-se da mesma forma que a Terra, Marte e os outros planetas rochosos. Se não tiver, então estamos perante algo novo no sistema solar".
Eu não sou cientista, creio em Deus, o Cientista. Por aquilo que diz a Sua Palavra “No princípio, Criou Deus os céus e a terra.” Sem correr risco, afirmo: Júpiter tem núcleo rochoso. Se quando for descoberto, alguém estiver por aí, dirá: Como é que ele sabia?

OS SINAIS DO IMUTÁVEL DEUS

No jardim do Éden, a existência de Deus foi demonstrada na natureza. As coisas invisíveis de Deus eram vistas claramente, sendo compreendidas por meio das coisas que foram feitas, mesmo o Seu sempiterno poder e Divindade. . . .As coisas da natureza as quais olhamos hoje dão-nos, uma concepção débil da beleza e glória do Éden, todavia, o mundo natural, com voz inconfundível, proclama a glória de Deus. Nas coisas da natureza, marcadas como o são pela praga do pecado, muito do que é belo ainda permanece. Um Omnipotente no poder, grande em bondade, em misericórdia e amor,

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A CIÊNCIA ENTRE O HOMEM E DEUS

■"Se não fosse a Ciência não teríamos um argumento certo para dizer que somos filhos de uma lógica rigorosa. A cultura ateia mantêm a posição de que somos filhos do caos... mas isso não é científico!
O que significa o termo "Ciência"?—Significa descobrir a lógica da natureza!
Se existe uma lógica que suporte o mundo, da mais pequena estrutura até ao limite do cosmos, então também tem que existir um autor..
A cultura ateia defende que não há autor, mas isso não é razoável." *Antonino Zichichi (Vatican Pontifical Academy of Science)
Traduzido por Tiago Lopes.

domingo, 31 de julho de 2011

CRIOU DEUS TUDO?

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade ...de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”
Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
-Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor indagou:

A ARCA DE NOÉ: A Idade das Trevas (700 dC a 1200 dC)

História depois do século 7 dC viu-se o surgimento do Islão no Oriente Médio e na Idade das Trevas na Europa. Os registos seguinte na progressão histórica são todos de escritores muçulmanos. Eles usam "Jebel Judi" em vez de "Ararat" para a localização da arca porque esse é o nome usado no Corão para descrever o local do desembarque da arca de Noé. Al-Mas'udi (956 AD) dissertando sobre a versão do dilúvio o Corão diz:

" El-Judi é uma montanha no país de Masur, e estende-se até Jezirah Omar Ibn 'que pertence ao território de el-Mausil. Esta montanha é de oito farsangs [cerca de 32 milhas] do Tigre. O lugar onde o navio parou , que está no topo desta montanha, ainda está para ser visto. " (Montgomery (1972).

Ibn Haukal, na última metade do século 10, Al-Judi lugares perto da cidade de Nesbin. Lembre-mo-nos que esta é a montanha que foi nomeada por Faustus 700 anos antes como a cidade em que o bispo começou a sua jornada para ver a arca. Ibn Haukal também declara que Noé construiu uma aldeia no sopé da montanha, que ele chamou Themanin.

O último dos comentadores muçulmanos da Idade das Trevas foi George Elmacin (ou Al-Makin ou Ibn Al-'Amid, 1223-1274 AD). Ele descreve o desejo de um imperador de Bizâncio para escalar Al-Judi no início do século 7. Ou ele não cumpriu o seu objetivo ou é desconhecido.

sábado, 23 de julho de 2011

EM BUSCA DA Arca de Noé: A Renascença (1250 AD até ao presente)

Ao mesmo tempo em que George Elmacin escrevia, William de Rubruck escreveu The Journey of William Rubruck para a parte oriental do Mundo (1253-1255). Ele não viu a arca a pessoalmente, mas descreve uma tradição arménia que coloca a arca no topo Mt. Masis perto do rio Araxes. Ele relata a história de um monge que tentava escalar a montanha, mas foi incapaz de terminar. Um anjo do Senhor trouxe-lhe um pedaço da arca e disse para desistir. Esta história do monge é muito semelhante à história escrita por Fausto de Bizâncio no século 4, 900 anos antes, mas foi ele que colocou o incidente mais ao sul nas montanhas Gordyaean. Este relato do século 13 parece ser o primeiro de referência para colocar a arca no monte que hoje é chamado Mt''. Ararat ". Todas as histórias colocavam a arca mais ao sul.

domingo, 10 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

AFIRMAÇÕES MODERNAS DE AVISTAMENTO DA ARCA DE NOÉ

Réplica da arca de Noé.
Os relatórios anteriores apresentados, acima de tudo representam diversas tradições ou folclore. Há também vários relatos que afirmam vir de primeira mão de observação da arca, ao invés de relatórios das tradições locais. Ao nosso conhecimento, no entanto, apenas dois desses relatórios (Hagopian e Reshit, abaixo) são a partir de entrevistas diretas com a pessoa que afirma ter visto a arca, e nenhum dos que afirmam ter visto a arca ainda está vivo. Portanto, não temos sido capazes de entrevistar qualquer destas fontes nós mesmos. Suas histórias são citados aqui em maior detalhe do que aqueles da secção anterior, uma vez que temos a intenção de compará-los em detalhe a sua coerência interna, bem como para obter informações para ajudar a localizar a arca. Salvo indicação em contrário, essas histórias são de Cummings, 1987.
A história de Haji Yearam é a primeira pessoa a afirmar ter visto a arca. Ele nasceu em 1832 na Arménia, mudou-se em algum momento de Oakland, Califórnia, onde viveu até à sua morte em 1920. Ele relatou a seguinte história às pessoas que cuidavam dele pouco antes de morrer. Esta história foi relacionada a partir da memória do povo que cuidou de Haji, ao Sr. Cummings, 32 anos depois.
"Haji Yearam 's pais e família moravam ao pé da Grande Monte Ararat, na Arménia. De acordo com as suas tradições, eles eram descendentes diretos daqueles que tinham saído da arca, mas que nunca tinham migrado daquele país. Os descendentes de Cam e os seus simpatizantes tinham migrado para a terra de Sinar e construíram a torre de Babel, e outros tinham migrado para outros países, mas Haji tinha-se mantido perto do monte onde a arca veio a descansar num pequeno vale rodeado por alguns

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DILÚVIO: DISCUSSÃO E TRADIÇÕES

Como pode ser visto na Tabela I , há uma tendência clara na história das tradições em torno do local de desembarque da arca. Mt. Nizer é o primeiro, mas a sua localização exata ainda é incerta. As montanhas Gordyaean aparecem muito cedo na tradição, continuando até o século 19. O nome "Gordyaean" é uma adaptação ao português da palavra grega "gordyae", que significa curdos, as pessoas que ainda habitam a área (Sale, 1734). Curdo é escrito de várias Cardu, Gardu, Qardu, Cortae, etc, dependendo da linguagem do autor particular. As montanhas Gordyaean são literalmente "as montanhas dos curdos". Sugestão de venda (1734) que a Al-Judi é uma corruptela de Jordi ou Giordi e iguais as montanhas Gordyaean é interessante. Segue-se que os autores posteriores, como Ainsworth (1842) dizer.
A localização das Montanhas Gordyaean é difícil de determinar. Mapas antigos, como o encontrado em Schott (1513) e Munster (1548), são de difícil interpretação; diferentes fontes discordam sobre exatamente onde colocar o Gordyaeans. A informação foi obviamente incompletos, como a relação de Thospitis Lake (Lago Van modernos) para as Montanhas Gordyaean nas duas edições de Ptolomeu 's de trabalho, conforme ilustrado na figura 7 são diferentes. Isso não deveria ser surpreendente, já que o termo provavelmente nunca significou um determinado intervalo, mas uma área. O mesmo é verdadeiro para Ararat na Bíblia, e ambos provavelmente se referem à mesma área. Exemplos modernos dessa prática incluem as Montanhas Rochosas, Alpes, Himalaia, etc Estes são realmente grandes áreas tectônicas composta de muitas faixas individuais, como a faixa Wind River, a Faixa de Bighorn, etc, dentro das Montanhas Rochosas de Wyoming.
A tradição de Agri Dagh a ser o local de desembarque para a arca é relativamente jovem. A primeira referência que encontramos para isso foi William de Rubruck no século 13, embora a partir desse momento que parece ser bem enraizada no mundo cristão. Tanto ela quanto as tradições Al-Judi são os mais populares hoje.
Monte Ararat
OBSERVAÇÕES:
Que a arca foi vista neste século, pode haver pouca dúvida. Personagens-chave sobre a arca que foram listados por sete dos muitos relatos são ilustrados na Tabela II, onde os personagens foram agrupados de acordo com o número de fontes que compartilhá-las. Deve ser facilmente perceptível que há estreita harmonia entre eles. A maioria das fontes descrevem a arca como sendo entre dois terços e três quartos do caminho até o lado norte / nordeste da montanha, em um pequeno vale arborizado cercada por picos pequenos, perto de um penhasco alto, com parte da arca submerso em um pequeno lago ou pântano e parcialmente coberto de neve e gelo. A maioria também descrevem a arca como sendo feitos de uma madeira castanho-escuro tão duro como pedra, mas com o grão ainda visível - como madeira petrificada. A importância desta concordância geral é que esses relatórios são completamente independentes e decorrerá ao longo de cem anos.
A maioria dos relatórios mencionam Monte Ararat como o lugar onde a arca foi visto. Isso não deveria ser surpreendente, pois, como observado anteriormente, para as mentes ocidentais, qualquer montanha encontrada para segurar a arca seria, por definição, ser chamado de Monte Ararat.

terça-feira, 21 de junho de 2011

OS GRANDES CIENTISTAS E A BÍBLIA

Não é propósito – nem do autor - emitir qualquer juízo sobre qualquer homem da Ciência, ainda que porventura discorde de muitas das suas teorias. Julgamos louvável e digno de aplauso o trabalho e os esforços de homens sinceros, dedicados e honestos que devotam grande parte das suas vidas na busca das soluções para os grandes enigmas da humanidade e da melhoria da qualidade de vida de todos.

Por outro lado, não pode deixar de ser considerada a exagerada a actuação e comportamento de pessoas que, usando o nome da ciência, a esta causa um mau serviço, envergonhando-a. Alguns há que, em busca da fama e notoriedade, sacrificam princípios e alicerçam através da fraude e da mentira uma carreira que atenda à sua ambição, interesses e egoísmos. Pessoas como Ernest Haeckel, discípulo de Darwin e grande colaborador seu. Sem o mínimo de escrúpulos, não hesitava em recorrer a qualquer tipo de engano e fraude em defesa das suas teorias e ensinamentos.

A respeito de Haeckel existe um interessante testemunho: Cortava caudas, subtraía vértebras, e chegou ao cúmulo de reproduzir três vezes o mesmo cliché, de um mesmo embrião, atribuindo-o sucessivamente ao homem, ao macaco e ao cão, pretendendo assim demonstrar a semelhança entre eles. Tantas foram as fraudes por ele praticadas, e tantas as acusações que lhe foram movidas pelos seus contemporâneos, que

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TEMPO: UM PROBLEMA PARA OS MODELOS DA HISTÓRIA DA TERRA

Introdução
Conhecer e descrever a origem de tudo é uma preocupação demonstrada pelo ser humano em qualquer civilização. Em sociedades mais estruturadas, algumas pessoas se dedicam à produção, preservação e divulgação do conhecimento, e assim têm uma preocupação especial com este assunto. Nos dias de hoje estas pessoas são conhecidas principalmente como cientistas e em menor número filósofos e teólogos. Na civilização grega eram os filósofos, em outras os magos, sacerdotes escribas e profetas. Mesmo atualmente, nas sociedades que costumamos classificar como "primitivas", encontramos os pajés ou feiticeiros que se dedicam à criação e preservação das tradições e costumes religiosos das suas tribos, que normalmente incluem uma história sobre origens.

Dentro deste contexto da busca pela origem, surge a preocupação com o tempo. Quando ocorreram estes eventos?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A COSMOVISÃO DO CRIACIONISMO -1

Felizmente, existem bons livros na língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar os seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. Para os que não crêem, vale a pena lembrar as palavras do grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal: “Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” Independentemente de crer ou não em Deus, de aceitar ou não a Bíblia e o criacionismo, aqui fica uma bibliografia básica sugestiva, numa ordem também sugestiva. Esses foram livros que ajudaram “a construir a minha opinião” e ajudaram a compreender o mundo sob a óptica criacionista (fui darwinista até aos meus 18 anos).
Antony Flew, Um Ateu Garante: Deus Existe (Ediouro) – Flew é considerado o
principal filósofo dos últimos cem anos (seu ensaio Theology and Falsification se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século 20) e passou mais de cinquenta anos defendendo o ateísmo. Filho de pastor metodista, ele sempre foi incentivado a buscar razões e explicações para as coisas em que acreditava. Tornou-se ateu, formou-se em Oxford, lecionou em universidades importantes, mas foi justamente a vontade de buscar a razão de tudo que o fez rever seus conceitos sobre a fé. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Flew conta como chegou a negar a Deus, tornando-se ateu. Na segunda, ele analisa os principais argumentos que o convenceram da existência do Criador. No fim, há dois apêndices preciosos: “O novo ateísmo” (no qual são analisadas as principais ideias de ateus como Dawkins e Dennett) e “A autorrevelação de

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A COSMOVISÃO DO CRIACIONISMO - 2

Armand M. Nicholi Jr., Deus em Questão – C. S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida (Ultimato) – Nicholi, que é psiquiatra e professor da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, contrapõe as ideias de dois grandes pensadores do século 20: Sigmund Freud e C. S. Lewis. Ambos consideraram o problema da dor e do sofrimento, a natureza do amor e do sexo, e o sentido último da vida e da morte. Depois de vinte e cinco anos de ensino e pesquisa sobre Freud e Lewis, Nicholi colocou o resultado à disposição de todos. Na contracapa do livro, o ex-ateu Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas em Genoma Humano, escreveu: “Esta elegante e convincente comparação entre a visão de mundo de Freud e a de C. S. Lewis é uma oportunidade de reflexão dialógica sobre as mais importantes questões que a humanidade sempre se fez: Deus existe? Ele se importa comigo? Este livro destina-se a todos que buscam, sinceramente, respostas sobre a verdade, o sentido da vida e a existência de Deus.”
Antonino Zichichi, Por Que Acredito Naquele que Fez o Mundo (Objetiva) –
Zichichi é ex-presidente da Federação Mundial de Cientistas e faz afirmações bastante corajosas e pouco convencionais no mundo científico. Segundo ele, há flagrantes mistificações no edifício cultural moderno e que passam, muitas vezes, despercebidas do público em geral. Alguns exemplos: Faz-se com que todos creiam que ciência e fé são inimigas. Que ciência e técnica são a mesma coisa. Que o cientificismo nasceu no coração da ciência. Que a lógica matemática descobriu tudo e que, se a matemática não descobre o “Teorema de Deus”, é porque Deus não existe. Que a ciência descobriu tudo e que, se não descobre Deus, é porque Deus não existe. Que não existem problemas de nenhum tipo na evolução biológica, mas certezas científicas. Que somos filhos do caos, sendo ele

A COSMOVISÃO DO CRIACIONISMO -3

Nancy Pearcey e Charles Thaxton, A Alma da Ciência (Cultura Cristã) – Pearcey (que também é autora de A Verdade Absoluta, entre outros livros) é editora colaboradora do Pascal Centre for Advance Studies in Faith and Science; Charles Thaxton é Ph.D em química e pós-doutorado em História da Ciência pela Harvard. No livro, eles sustentam as bases cristãs da ciência moderna. “O tipo de pensamento conhecido hoje em dia como científico, com sua ênfase na experimentação e formulação matemática surgiu numa cultura específica – a da Europa Ocidental – e em nenhuma outra”, afirmam. E completam: “Os mais diversos estudiosos reconhecem que o cristianismo forneceu tanto os pressupostos intelectuais quanto a sanção moral para o desenvolvimento da ciência moderna.” Pearcey e Thaxton provam, com boa documentação histórica,

TERÁ A CIÊNCIA CHEGADO AO LIMITE?

Relatos sobre a morte da ciência em geral são enormes exageros – ao menos, é o que parece até hoje. Um físico britânico, Lord Kelvin, supostamente declarou, em 1900, que “não há nada novo para ser descoberto na física, o que resta são medidas cada vez mais precisas”. Contudo, logo veio a teoria da relatividade e a física quântica para desmenti-lo. Em 1996, um Best-seller de John Horgan chamado O Fim da Ciência foi publicado. Mas, novamente, nenhum sinal de a profecia ser concretizada. Em The End of Discovery: Are We Approaching the Boundaries of the Knowable, Russel Stannard novamente prevê o fim da ciência. O livro gira em torno de três ideias: a primeira é de que o cérebro – que evoluiu para sobreviver na selva [segundo a concepção evolucionista], e não para lidar com os mistérios da teoria das cordas – pode ser inadequado para progredir com a ciência a ponto de explicar tudo. A segunda é que é tecnicamente impossível provar todas as ideias concebidas pelos homens. E, por fim, é provável que o objetivo final dos cientistas – que seria “a explicação de tudo” – de fato não existe.

No livro, Stannard questiona parâmetros e faz grandes perguntas. Além de examinar os problemas da consciência, ele divaga sobre o sentido de achar uma explicação para o Big Bang e faz perguntas como “É lógico falar sobre livre-arbítrio em um universo que aparenta ser determinista?”, “O que é o tempo?” e “Por que o universo permitiu a evolução [sic] de vida consciente, e isso já aconteceu em algum outro lugar?”

Apesar de não falar sobre religião, a obra de Stannard foi quase que cronometrada para servir de

sábado, 14 de maio de 2011

QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE OS DINOSSAUROS?

Há alguns anos, depois de terminar uma palestra para universitários, fui abordado por um pastor. Ele pediu-me que tentasse convencer a esposa sobre a existência dos dinossauros. Ela era professora e recusava-se a ensinar os alunos sobre esse tema. Compreendi que atrás daquela negativa havia uma luta para compreender o mistério que deixa perplexas algumas pessoas e fascina outras: Como explicar a passada existência (e extinção) dos dinossauros, num contexto bíblico?
A negação da existência dos dinossauros tem se tornado mais difundida do que gostaríamos de admitir, mesmo considerando nossa sociedade científica com pesquisas altamente avançadas em todas as áreas, incluindo geologia e paleontologia. Essas ciências parecem fora de lugar em nossas instituições educacionais e raramente são consideradas por nossos jovens na escolha de sua carreira profissional. Como cristão e paleontólogo, tenho que enfrentar diariamente a noção de uma evolução biológica envolvendo milhões de anos e posso compreender que algumas pessoas temem ser envolvidas por uma filosofia contraditória às Escrituras.

terça-feira, 3 de maio de 2011

AS TRÊS MENSAGENS ANGÉLICAS E A SUA RELAÇÃO COM A DOUTRINA DA CRIAÇÃO

O ano de 1844 foi um ano importante. Os seguidores de Guilherme Miller experimentaram o Grande Desapontamento, levando a uma completa investigação das profecias relacionadas com o segundo advento. A crescente compreensão da Bíblia que resultou daquele estudo levou ao estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou um resumo das suas referências sobre a evolução através da seleção natural. Ele apelidou este estudo "abstrato", mas era muito mais do que um livreto. Contudo, Darwin não publicou o seu “abstrato” naquele ano. Em 1844 também, Robert Chambers publicou anonimamente o livro Vestiges of the Natural History of Creation. Esse livro especula abertamente sobre a possibilidade de uma mudança evolucionista em longos períodos de tempo. Foi dito que este livro causou maior impacto no público do que o livro de Darwin uns 15 anos depois. A reação do público foi tão intensa à obra de Chambers que Darwin segurou o seu livro por mais 15 anos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

AS DIFERENTES CORRENTES DE PENSAMENTO SOBRE A CRIAÇÃO


O debate Criação vs. Evolução empolga um número crescente de pessoas no ocidental. Aumenta também o número de publicações sobre o tema. Vamos apresentar este tema em forma de debate, isto fazendo, teremos em conta as diferentes correntes; algumas tem um número elevado de apoiantes outras menos. Eis algumas dessas correntes:
A. Projecto Inteligente – Este grupo defende que o Universo e a vida foram criados por uma inteligência superior que tinha um projecto definido. A razão da existência deste grupo centra-se na dificuldade em aceitar a criação tal como está descrita na Bíblia e a impossibilidade da ciência explicar o aparecimento da

domingo, 27 de março de 2011

AS ESCOLAS EVOLUCIONISTAS E COMO TUDO ACONTECEU.

poliomielite
A Ciência busca o conhecimento das leis naturais. Estas leis são universais e imutáveis. Descoberta uma lei, ela é sempre comprovada por novas experiências. Assim, a descoberta da vacina oral contra o vírus que causa a poliomielite por Sabin permite que essa vacina impeça que alguém seja vitimado pela doença.
Com o evolucionismo tal não se deu e não se dá. Nunca foi comprovado por fatos ou por experiências. Pior: os conceitos filosóficos têm apresentado diferentes explicações, à medida que a Ciência progredia e refuta os seus erros. A única coisa que o evolucionismo comprovou é que ele é uma teoria em constante evolução. O que por si, põe em causa o carácter não científico, bem como a sua veracidade.
De qualquer modo que se entenda o que é uma espécie, ao afirmar que uma espécie deriva de outra, os evolucionistas tinham que explicar como isso acontecia. Desde o início, houve divergências a esse respeito entre os próprios evolucionistas, dando origem a várias correntes ou escolas.
No decorrer da sua história, o Evolucionismo apresentou as seguintes escolas ou correntes:
1. - Escola de Lamarck.
2. - Escola de Darwin
3. - Escola Néo- Darwinista ou Escola Sintética Moderna
4. – Escola Evolucionismo do “Equilíbrio pontuado”.

1 - O LAMARCKISMO
Para Lamarck (1744-1829), os seres vivos derivariam uns dos outros pela obediência a duas leis:

quarta-feira, 2 de março de 2011

A FORMAÇÃO DOS FÓSSEIS

Para estudar as formas primitivas de vida surgidas no decorrer da história terrestre, os cientistas recorrem aos fósseis. Nas rochas sedimentares podem ser encontrados restos, ou até indícios, de animais e de vegetais petrificados: são os fósseis. É claro que a fossilização de um vegetal ou de um animal exige condições especiais. Normalmente os seres orgânicos se decompõem, mas, submetidos a certas condições, eles podem petrificar-se. Os casos de fossilização são relativamente raros, e, encontrar exemplares fósseis é bastante difícil.
Normalmente, quanto mais profundamente uma camada de sedimentos se situa na crosta terrestre, mais antigos são os fósseis que nele se acham. Mas pode haver excepções a esta correspondência entre profundidade da rocha e antiguidade, quando se dá uma dobra geológica que produza uma inversão de posição das camadas geológicas.
A datação quer dos fósseis, quer das camadas geológicas envolve processos muito complexos e seu

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

É O EVOLUCIONISMO CIENTÍFICO?

1 - FRAUDES, CONTRADIÇÕES, AFIRMAÇÕES GRATUITAS DOS EVOLUCIONISTAS
Quando alguém tenta provar algo por meios fraudulentos, isto resulta numa confissão de que se reconhece não se ter provas reais daquilo que se quer provar.
Ora, no decorrer da sua história, o Evolucionismo recorreu muitas vezes a falsificações fraudulentas, para convencer a comunidade científica e o público que o homem tem origem num animal inferior e que, portanto, não teria sido criado por Deus. Nunca houve, na História da Ciência, uma teoria que tenha ficado mais eivada, de tantas fraudes como o Evolucionismo. Apesar disto, ele continua a ser apresentado como verdadeiro.
Trataremos das fraudes mais famosas praticadas por cientistas famosos, quando analisarmos os fósseis humanos.
Actualmente, por exemplo, os paleontólogos e os biólogos evolucionistas estão em completo desacordo a respeito da idade do Homem.
Os paleontólogos atribuem aos fósseis hominídeos ou humanos idades fabulosas que chegam a 3 milhões de

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

EVOLUCIONISMO E RELIGIÃO

1 - Evolucionismo e o relativismo.
O evolucionismo é um dos "dogmas" da mentalidade moderna.
Ele extrapolou o campo puramente biológico, e é aplicado a tudo: nada mais é considerado estável, pois a crença é que tudo evoluiu. Neste sentido, a crença no evolucionismo pode ser apontada como uma das causas do relativismo triunfante nos nossos dias. Não haveria nenhum valor absoluto. Nem verdade, nem moral, nem beleza, nem religião, nem princípios, nada teria estabilidade, pois que tudo estaria sob a lei da evolução, esta sim, como sentido absoluto.
Portanto, o evolucionismo atual é mais do que uma teoria biológica: é um princípio absoluto -um dogma religioso - de uma metafísica relativista. E eis aí uma contradição sintomática e reveladora: o relativismo fundamenta-se num princípio absoluto!
A amplitude atribuída ao evolucionismo é de tal porte metafísico que - como não podia deixar de ser - alcança a esfera religiosa: o próprio Deus é considerado como um eterno devir, e não como o Ser imutável, "Aquele que é" (Ex. 3: 12).
O Padre Teilhard de Chardin - que Stephan Jay Gould julga ter sido o principal responsável pela famosa fraude do Homem de Piltdown (Cfr. JAY GOULD, Stephen, A Conjuração de Piltdown, in A Galinha e os seus Dentes, ed. Paz e Terra, São Paulo, 1992, pp. 201 a 226, e, do mesmo autor, O Polegar do Panda, Martins Fontes, S. Paulo, pp. 95 a 109) -- declarou:
"A evolução é uma teoria, um sistema, ou uma hipótese?"
"É muito mais do que isso. É uma condição geral à qual se devem dobrar todas as teorias, todas as hipóteses, todos os sistemas; uma condição a que devem satisfação doravante para que possam ser tomadas em consideração e para que possam ser certas". (TEILHARD de CHARDIN, O fenómeno Humano, p. 245).
Julian Huxley, por sua vez, mostra como o dogma da evolução se impõe como o fundamento da moderna religião relativista:
"No tipo de pensamento evolucionista, não há lugar para seres sobrenaturais (espirituais) capazes de afectar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a selecção natural". (Cfr. HUXLEY,J. Evolution after Darwin, p. 246, apud OSSANDÒN VALDÈS, Juan Carlos, En torno al concepto de evolución, artigo na revista Philosophica, de Santiago do Chile, Suplemento doutrinário da revista Jesus Christus, número 50, de Buenos Aires).
Cremos que estas afirmações de Teilhard de Chardin e de Huxley sejam suficientes - além do exame do que ocorre hoje - para confirmar o que dissemos acima: o evolucionismo é o dogma fundamental do relativismo moderno.
Hoje, esse dogma é impingido por repetição contínua e por embebimento a todos, já que toda a sociedade o respira continuamente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

NOS BASTIDORES DO DARWINISMO E MARXISMO

Karl Heinrich Marx
Se a teoria da evolução darwinista teve origem em leituras filosóficas e económicas de Darwin, os seus efeitos só poderiam agradar ao materialismo marxista.
Com efeito, "Marx foi um grande admirador de Darwin" (Jay Gould, op. cit. p.57).
Quando a ”Origem das Espécies” apareceu, Marx e Engels, apóstolos do mundo como fluxo, saudaram-no entusiasticamente. Em 1860, Marx escreveu a Engels: “Embora desenvolvido no estilo inglê rude, este é o livro que contém a base das nossas percepções em História Natural" (Howard E. Gruber, Darwin on Man, The University Chicago Press1981, p.71).
Marx escreveu:
"É notável como Darwin reconhece, entre animais e plantas, a sua sociedade inglesa, com as divisões de trabalho, a competição, a abertura de novos mercados, a "invenção" e a malthusiana "luta pela sobrevivência". É o bellum omnium contra omnes (a guerra de todos contra todos) de Hobbes" (Marx, apud Jay Gould, op. cit. p.56-57). E com a eliminação do mais

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O LADO ESCURO DO UNIVERSO

As fontes de rádio usadas para medir o efeito de suavização dos dados do telescópio WMAP estão assinalados no mapa da radiação cósmica de fundo (círculos abertos). [Imagem: NASA/WMAP/Durham University]
Astrónomos da Universidade de Durham, no Reino Unido, afirmaram que todo o conhecimento atual sobre a composição do Universo pode estar errado.
Utane Sawangwit e Tom Shanks estudaram os resultados das observações do telescópio espacial WMAP e afirmam que os erros em seus dados parecem ser muito maiores do que se acreditava anteriormente.
Lado escuro do Universo
A sonda WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) foi lançada em 2001 para medir a radiação cósmica de fundo (CMB: Cosmic Microwave Background), o calor residual do Big Bang que preenche o Universo e aparece ao longo de todo o céu.
Há poucas semanas a sonda terminou o mapeamento do Universo primitivo, embora ainda sejam necessários meses para que esses dados sejam totalmente processados.
Acredita-se que a dimensão angular das ondulações verificadas na CMB esteja ligada à composição do Universo. As observações do WMAP mostram que as ondulações têm aproximadamente duas vezes o tamanho da Lua cheia, ou cerca de um grau de diâmetro.
Com estes resultados, os cientistas concluíram que o cosmos é composto de 4% de matéria "normal", 22% de matéria escura ou matéria invisível e 74% de energia escura.
O debate sobre a exata natureza desse "lado negro" do Universo - a matéria escura e a energia escura - continua intenso até hoje.
Radiação cósmica de fundo


Este é o efeito dos superaglomerados de galáxias sobre os fótons da radiação cósmica de fundo (CMB). [Imagem: IOP/Physicsworld]
Sawangwit e Shanks usaram objetos astronômicos que aparecem como pontos não identificados nos

domingo, 16 de janeiro de 2011

UM ELO FORA DO CONTEXTO FORMA UMA CORRENTE QUEBRADA


Introdução
A tese que se defende neste artigo é que a doutrina da evolução ao nível "macro" não tem apoio científico real. Não se questiona a "microevolução” (excepto, possivelmente, quanto à inapropriado da designação), isto é, o tipo de alteração pela qual por exemplo os geneticistas desenvolvem cachorrinhos do tamanho da palma da mão, ou laranjas com maior quantidade de sumo. Faz-se objecção à tentativa de extrapolar essas pequenas alterações para supostas alterações macro evolutivas, pelas quais hipoteticamente os peixes se transformaram em gente, ou partículas irracionais aleatórias se transformaram em organismos progressivamente mais complexos.
A Origem da Vida.
Na última metade do século XVII, Francesco Redi demonstrou que, contrariamente ao que muitos acreditavam, as moscas não se geravam espontaneamente na carne em putrefacção. Louis Pasteur demonstrou em 1861 que também as bactérias não se geravam espontaneamente no leite. Não obstante, a geração espontânea continua a se um ingrediente essencial na doutrina evolucionista.
Quais são as evidências? O Professor Lasker declara: "Tanto quanto saibamos, os compostos orgânicos que ocorrem naturalmente hoje são resultantes de processos vitais; a vida parece sempre depender de vida previamente existente" (página 26). Ressalte-se que, neste contexto, "orgânico" não significa "com vida", mas simplesmente qualquer composto contendo Carbono.
Tendo assim exposto os factos, Lasker continua a especular nas páginas 26 a 28: "Imagine-se, então, uma época anterior à existência da vida. Mesmo que os compostos orgânicos não estivessem a se sintetizados nas células, pelo menos não haveria microrganismos que os degradassem, a partir do estado em que existissem. Não havendo nada que obrigasse os compostos a dissociar-se, a evolução teria ocasionado compostos cada vez mais complexos, e não mais simples...".
Alguns parágrafos adiante, acrescenta ele: "De qualquer maneira, os constituintes das proteínas e dos ácidos de nucleína das células vivas foram sintetizados em laboratório, sob as condições existentes na Terra primitiva. Embora ninguém tenha ainda chegado perto da criação de uma célula viva a partir do ar primitivo, não obstante têm-se mostrado plausíveis os passos químicos necessários" (página 32).
A "plausibilidade" desses passos deveria ser considerada mais detalhadamente. Em primeiro lugar, não é correcto dizer que, na ausência de microrganismos, "nada houvesse que obrigasse os compostos a dissociar-se". Nas experiências citadas por Lasker (realizadas por Miller, Sagan e Khare, Wollin e Ericson, Stephen Sherwood e Oparin) os aminoácidos e outros compostos simples tiveram de ser removidos rapidamente da presença da fonte de energia que os produzia (centelhas eléctricas ou luz ultravioleta) porque a taxa de sua destruição sob a sua acção, ou sob a acção de quaisquer outras fontes de energia propostas, excedia de muito a taxa de sua produção (2).
Mesmo que se supusesse que esses compostos pudessem ter-se formado, e permanecido na atmosfera durante tempo suficiente para chegar até ao oceano, a maioria deles teria sido destruída pela água nas temperaturas normais. Por exemplo, Miller e Orgel declararam que "as taxas de depuração do ADN, da hidrólise dos polímeros e da decomposição dos açúcares, são tão grandes, que parece impossível que tais compostos pudessem ter-se acumulado em solução aquosa e pudessem ter sido usados nos primeiros organismos, a menos que a temperatura fosse baixa" (3). entretanto (Miller e Orgel preferem 0 °C ou menos), parecem incompatíveis com a hipótese evolucionista de que a vida se tenha formado logo após a Terra ter perdido toda a superfície gelada, a partir de uma massa fundida, enquanto os oceanos ainda estavam muito quentes.
Além do mais, esses compostos são destruídos também pelo oxigénio. Assim, os defensores da geração espontânea da vida são levados a admitir que a atmosfera primitiva não continha oxigénio (Ver a figura III.3, página 26, do livro de Lasker). Actualmente, a atmosfera contém cerca de 21% de Oxigénio.
Parece, entretanto, que mesmo que originalmente não houvesse Oxigénio, o do vapor de água atmosférico, sob a acção da luz ultravioleta, teria produzido uma quantidade significativa de Oxigénio bem cedo na história da Terra (4).
Além disso, não há evidências de que a atmosfera alguma vez tenha contido metana (5), gás comummente utilizado nas experiências que supostamente têm a ver com a origem da vida. A amónia, que, juntamente com a metana, é necessária para a produção dos compostos, também é sujeita a fotólise rápida, sob a ação da luz ultravioleta, pelo que ter-se-ia reduzido a concentrações muito mais baixas do que as usadas nas experiências (6).
Suponha-se, entretanto, a título de argumentação, que os aminoácidos pudessem ter-se formado. Poderiam eles ter-se organizado por si mesmos em forma de "cadeias" para formarem proteínas? Lasker afirma:
“Ao tentar a síntese abiogénica de proteínas, S. W. Fox (1960) conseguiu produzir, a partir de aminoácidos, substâncias que, sob alguns aspectos, assemelham-se a proteínas. Elas são capazes de assumir a forma de pequenas esferas uniformes que podem ser vistas ao microscópio. Em alguns casos o microscópio electrónico revela diferenciação e características semelhantes às de células, como por exemplo membranas de parede dupla nas gotículas” (página 33).
Sidney Fox produziu essas cadeias de aminoácidos pelo aquecimento de uma mistura pura e seca de certos aminoácidos, usualmente durante 6 a 10 horas, a 170-200 °C, ou por uma semana a 120 °C. Em seguida, agitou-a em água quente, removendo o material insolúvel por filtragem. Arrefecendo a solução, precipitaram-se glóbulos microscópicos, ou "microesferas", contendo as cadeias de aminoácidos. Fox afirma que essas "microesferas proteinóides" são estáveis e exibem uma espécie de evolução pré-biológica. Entretanto, Oparin afirma:
“As microesferas de Fox, sendo obtidas termicamente, não apresentam resultados muito promissores, deste ponto de vista (isto é, da evolução até incluir processos metabólicos). A Sua estrutura é estática. Isso... cria muitas dificuldades quando se tem de convertê-las em sistemas dinâmicos que possam ser utilizados como modelos da evolução do metabolismo” (7).
De facto, as experiências de Fox dependem de um suprimento de aminoácidos puros e secos, necessidade esta que parece ser impossível satisfazer, como foi observado.
Se tal suprimento, entretanto, fosse disponível, Fox mostrou que, sob certas condições, seria possível ligar entre si os aminoácidos. Ele sugere, então, que tais condições deveriam ter existido na Terra primitiva, nas proximidades dos vulcões. Entretanto, Miller e Orgel criticam essa sugestão, realsando que, ao se solidificar, a lava é muito mais quente do que o ar, e acrescentam:
“Outra maneira de examinar este problema é perguntar se existem locais na Terra, hoje, com temperaturas adequadas, em que pudéssemos por exemplo semear 10 gramas de uma mistura de aminoácidos, e obter uma colheita significativa de polipeptídeos ... Não podemos sequer imaginar um local semelhante” (8).
De maior significado é ainda a declaração de Fox de que os polipeptídeos (cadeias de aminoácidos, mais curtas do que as proteínas) são semelhantes às proteínas na ordem em que as ligações são formadas. O facto de que mesmo as mais simples proteínas exigem uma ordem definida na ligação dos aminoácidos, e de que é virtualmente nula a probabilidade de que tal ordem ocorra espontaneamente, tem sido fonte de consideráveis desapontamentos para os defensores da geração espontânea.
Tanto quanto se saiba, nada há, no que se refere às propriedades físicas e químicas dos aminoácidos, nucleotídeos (os blocos construtores do ADN), e açúcares, que indique que as polimerizações envolvendo misturas de quaisquer dessas substâncias, produzam algo além de sequências ou estruturas aleatórias. Essa aleatoriedade foi demonstrada experimentalmente por dois companheiros de Fox, Peter Mora e Gerhard Schramm, na polimerização de açúcares (9), e de nucleotídeos (10).
As evidências contrárias relativamente às cadeias de aminoácidos de Fox foram comentadas por Miller e Orgel, que chegaram a acusá-lo de fraude: "O grau de não-aleatoriedade dos polipeptídeos térmicos assim demonstrado é mínimo em comparação com a não-aleatoriedade das proteínas. É um erro, portanto, sugerir que os polipeptídeos térmicos sejam semelhantes às proteínas em sua não-aleatoriedade'' (11).
Um dos fatos mais misteriosos da Biologia relaciona-se com esse problema de ordem em contraposição à aleatoriedade. Todos os aminoácidos encontrados nas proteínas, com uma única excepção, a glicina, podem existir em duas formas designadas por D e L (dextrógira e levógira). Química e fisicamente elas exibem propriedades idênticas, com excepção de certas propriedades ópticas que não pareceriam ter nada a ver com a sua utilização biológica.
Biologicamente, porém, a diferença é enorme, pois todas as proteínas produzidas nas células vivas contêm exclusivamente a forma L, ou seja a levógira. Todas as proteínas produzidas artificialmente contêm, entretanto, misturas aleatórias das formas D e L. A substituição de um simples aminoácido em uma proteína, por outro com a forma D, destrói completamente toda a sua actividade biológica (12). Levando-se isso tudo em conta, a alegação de Fox quanto à não-aleatoriedade, parece realmente questionável.
À vista dos problemas trazidos á luz pelas experiências mencionadas, a geração espontânea parece cada vez menos plausível. Considerem-se as cifras seguintes, apresentadas por Gerhard Schramm, com relação à probabilidade de formação ao acaso de uma das mais simples formas de vida (alguns chegam mesmo a questionar se ela devesse sequer ser chamada de forma de vida), o vírus do mosaico do fumo:
“O ácido ribonucleico (RNA) do vírus do mosaico do fumo contém 6000 nucleotídeos. A probabilidade de que essa molécula especial resulte da combinação aleatória de quatro nucleotídeos é (1/4)6000 = 10 –2000. Considerando que todo o universo contém o número estimado de 1080 protões, é praticamente impossível obter-se esse ácido ribonucleico no período de 109 anos, a idade estimada da Terra, mesmo que toda a Terra consistisse de uma mistura de nucleotídeos em reacção” (13) .
Schramm e outros defensores da geração espontânea tentam libertar-se desse dilema mediante alguma espécie de "selecção natural" para as moléculas pré-biológicas. Entretanto, como essas moléculas não são auto-replicativas, isso constitui uma contradição (14).
Peter Mora é mais objectivo. Comentando a respeito da prática usual dos evolucionistas de "apelar para o infinito", afirma::
“Creio que desenvolvemos essa prática para evitar enfrentar a conclusão de que a probabilidade de um estado auto-replicativo é zero. ... Ao se ter de invocar, para propósitos práticos, o conceito de tempo e matéria infinitos, o conceito de probabilidade é anulado. Mediante tal lógica pode-se provar qualquer coisa, como por exemplo, que qualquer coisa se auto-reproduza, exactamente e de forma satisfatória, independentemente da sua complexidade” (15).
Mora sugere, com propriedade, que "a ilusão de que o problema possa ser explicado com o conhecimento existente" constitui uma "atitude mental perigosa", e que deveríamos "mesmo ousar perguntar se não há nos seres vivos algo especial que não pode ser tratado pela Física, tal qual a conhecemos, mas que deva ainda ser submetido a comprovação ou refutação" (16).
Mutações.
Mesmo que o problema da geração espontânea pudesse ser superado, como uma espécie de organismo se transformaria em outra, diferente, mais complexa? O Professor Lasker admite que "A única maneira pela qual surgem possibilidades totalmente novas é pela mudança do próprio material genético", isto é, por mutações (página 87). É surpreendente, portanto, vê-lo admitir na sentença seguinte que "tem sido discutido que as mutações poderiam pouco ter a ver com a evolução, porque as que realmente têm sido observadas no laboratório, ou no homem, são quase sempre prejudiciais (ou quando muito, neutras) " (página 87).
As mutações são fundamentais para a evolução, não obstante os fatos observados novamente pareçam contradizer a doutrina. Lasker livra-se do problema afirmando que "ninguém alegaria que a mutação sozinha produz evolução. De fato, ela produziria a evolução na presença de outros factores, como por exemplo a selecção natural..." (página 87). Considerem-se, porém, os seguintes cálculos feitos por Sir Julian Huxley com relação à suposta evolução do cavalo (e então multiplique-se o resultado pelo número dos supostos passos evolutivos entre a ameba e o homem):
“A proporção de uma mutação favorável em mil não parece elevada, porém é provavelmente generosa. ... E o total de um milhão de etapas por mutação evolutiva é sem dúvida questionável. Suponhamos, entretanto, que esses números sejam estimativas razoáveis. Dentro dessa proporção, mas sem selecção alguma, certamente teríamos de cruzar um milhão de linhagens para obter uma contendo duas mutações favoráveis, e assim por diante, até mil elevado à milionésima potência para obter uma linhagem contendo um milhão. Na realidade isso poderia ainda não acontecer, porém esta é uma maneira útil de visualizar as fantásticas probabilidades contrárias à obtenção de numerosas mutações favoráveis em uma linhagem, somente devido ao puro acaso. Ao se escrever o número mil elevado à milionésima potência tem-se o algarismo 1 seguido de três milhões de zeros, o que exigiria três grandes volumes de 500 páginas cada, somente para imprimi-los! ... Ninguém apostaria em um acontecimento tão improvável. Não obstante, isso aconteceu! Aconteceu graças à actuação da seleção natural e às propriedades da substância viva que tornam inevitável a selecção natural!” (17)
Selecção Natural.
Logicamente, então, o próximo tópico é a seleção natural. Pode ela realmente converter a impossibilidade de Huxley (e também de Schramm) em algo inevitável?
Como Lasker afirma à página 19, antes da época de Darwin foi reconhecida como fato uma espécie contrária de seleção – a seleção normalizadora. "Esse processo, ora denominado de seleção normalizadora, de facto retarda e estabiliza a evolução pela eliminação da descendência que difere grandemente de seus ancestrais". Entretanto, continua ele a dizer:
“Foi o reconhecimento da evolução progressiva, contudo, e sua firme fundamentação nos numerosos fatos estabelecidos por Darwin e seus seguidores, que deu origem a uma revolução no pensamento biológico. A evolução progressiva é a selecção da descendência alterada que seja mais bem adaptada que seus ancestrais” (página 20).
Curiosamente e apesar desses "numerosos factos estabelecidos por Darwin e seus seguidores", encontramos George Gaylord Simpson, talvez o mais influente paleontologista evolucionista, admitir a respeito da selecção natural, num dos seus livros, que "pode ser refutada … teoria é bastante frágil, e tem condição tão somente de especulação” (18).
O Professor Lasker apresenta o exemplo favorito dos evolucionistas: a mariposa Biston betularia (página 94). Entretanto, como afirma L. Harrison Matthews, membro da Royal Society, na introdução de uma edição recente de "A Origem das Espécies" de Darwin:
“As experiências (com a mariposa) ilustram muito bem a selecção natural em acção ou a sobrevivência do mais apto, porém não mostram a evolução em andamento, pois embora possam as populações alterar o seu conteúdo de formas claras, escuras ou intermediárias, todas as mariposas permanecem, do princípio ao fim, as mesmas Biston betularia” (19).
Além disso, as mariposas nem sequer demonstram a selecção natural, que não é definida em termos de sobrevivência, mas sim como reprodução diferencial (Glossário, página 382). É duvidosa a evidência quanto a ter havido realmente um aumento na proporção de mariposas escuras que foram reproduzidas. Paul Ehrlich e Richard Holm relatam que em algumas experiências não foi encontrada a deficiência esperada de indivíduos claros. Numa outra experiência, os resultados foram inconsistentes – enquanto os descendentes de alguns acasalamentos apresentaram uma proporção significativamente alta de mariposas escuras, os descendentes de outros não apresentaram (20).
Ainda mais, num recente artigo publicado no Scientific American, o autor observa que "as mariposas escuras continuam a ser comuns em áreas onde teoricamente os pássaros as teriam exterminado. Algum factor pode estar contrabalançar a desvantagem das mariposas escuras, talvez actuando durante os estágios de larva ou casulo, que constituem a maior parte da vida das mariposas. Complexidades desse tipo estão ainda para ser investigadas” (21). Parece, portanto, que, excluindo a extinção total de toda a espécie, as mariposas Biston betularia permanecerão polimórficas.
Porém, como Lasker realça na página 103, a existência de muitos polimorfismos é difícil de entender em termos de selecção natural. De facto, alguns cientistas, incluindo King e Jukes (1969), citados por Lasker, usam os polimorfismos e outras evidências para argumentar que a evolução deve ocorrer mediante variações "neutras", que não são vantajosas nem desvantajosas, e portanto "invisíveis" à selecção natural. Lasker afirma brandamente: "isto está em desacordo com a teoria da selecção natural" (página 103).
Stephen Jay Gould, de Harvard, resumindo esses pontos de vista, é mais categórico: "Todavia, algo ainda mais fundamental está a ameaçar o próprio Darwinismo” (22). Parece que as evidências no caso das mariposas apoiam este último ponto de vista, tanto quanto o de que a selecção natural é importante.
Darwin estava bem familiarizado com as alterações nas plantas e animais domésticos, resultantes de cruzamentos artificiais, e considerou que fosse exequível a extrapolação:
“Embora lento o processo de selecção, se tanto pode o débil homem fazer com o seu poder de selecção artificial, não posso vislumbrar limite algum à intensidade de alteração, à beleza e à complexidade infinita de coadaptações entre todos os seres orgânicos, uns com os outros, e com as suas condições físicas de vida, que podem ser efectuadas no longo decurso do tempo, pelo poder de selecção da natureza” (23).
Contudo, mais de cem anos após Darwin, todas as evidências experimentais indicam que a variação confina-se dentro de limites.
Por exemplo, as experiências tão divulgadas relativas às moscas das frutas, com mutações induzidas artificialmente, e selecção artificial, resultaram em considerável variabilidade. Porém tentativas de levar essas variações além de certos limites resultaram em esterilidade em massa, e em morte. Tentativas de manter as variações próximo de seus limites levaram à reversão à norma. Ernst Mayr, eminente evolucionista de Harvard, encara esses resultados como inteiramente normais.
“Obviamente qualquer melhoramento drástico obtido pela selecção deve comprometer seriamente o stoque de variabilidade genética. ... A resposta mais frequente da selecção unidireccional é uma diminuição na aptidão geral. Isso afecta virtualmente todas as experiências de cruzamento” (24).
Mayr continua a acreditar que grandes alterações são possíveis, porém não cita nenhum caso observado, e concorda que "muito disso obviamente é especulativo” (25).
Não somente há uma desconcertante escassez de evidências. Parece também que os evolucionistas não têm sido capazes de surgir com uma definição exequível de selecção natural. "Natural" significa "não artificial", o que até aí está claro. "Selecção", de acordo com Lasker, significa "que existem variantes biológicas favoráveis em termos das circunstâncias sob as quais sua seleção ocorre" (página 92). À parte o fato de que essa definição pressupõe sua própria conclusão, isto é, que a seleção realmente ocorre, o problema reside em determinar objetivamente quais variantes são favoráveis em termos das circunstâncias de sua ocorrência.
Outro eminente evolucionista, G. Ledyard Stebbins, ora na Universidade da Califórnia, em Davis, admitiu:
“Obviamente ... uma estimativa final da importância da selecção na evolução deve depender grandemente da determinação de quais ... as diferenças que são ... adaptáveis. ... Infelizmente, entretanto, a determinação do carácter adaptativo de muitos tipos de diferenças entre organismos é um dos problemas mais difíceis da Biologia” (26).
Podemos, portanto, pouco mais fazer do que especular (27). Mayr concorda: "... não se pode afirmar com certeza que uma dada estrutura não tenha significado selectivo” (28).
Simpson considera isso como objecto de senso comum: "É notória a falibilidade dos juízos pessoais quanto ao valor adaptativo de caracteres particulares, mais particularmente quando ocorrem eles em animais muito distintos dos que hoje vivem” (29).
De facto, a maior parte dos evolucionistas concorda hoje que a "aptidão" não pode ser analisada objectivamente. Daí a precaução de Lasker: "A aptidão é definida pela prova da sobrevivência, e não pela ‘aptidão’ conforme algum sentido humano de avaliação" (página 92). Isto significa que os que sobrevivem são mais aptos porque os mais aptos é que sobrevivem. Isto constitui uma tautologia - uma falácia lógica que nada explica (30). Com esse tipo de definição, é fácil ver como a seleção natural pode simultaneamente "explicar" no exemplo de Lasker, a evolução tanto do parto prematuro como do tardio, e mesmo da desmama nos animais (página 93).
As deficiências das mutações e da selecção natural como mecanismos da evolução levaram a uma ênfase recente na chamada deriva genética aleatória, acoplada às flutuações nos tamanhos das populações (páginas 107 a 118). Entretanto, como a deriva genética sozinha não pode produzir nada senão a mesma espécie e o mesmo nível de organismo, essa ênfase parece não se justificar. Os interessados poderão ler o breve relato de Mayr sobre o conceito de deriva genética, acompanhado de uma série de aplicações indefensáveis (31). Mayr aparentemente ainda crê que possa haver um papel a ser desempenhado na evolução pela deriva genética. Parece, porém, ter dúvidas sobre o papel de outros mecanismos aleatórios:
“Fenómenos aleatórios como a recombinação ... introduzem na evolução um considerável grau de indeterminação. Temporariamente eles podem ser ainda mais fortes que a selecção em populações completamente isoladas, e pelo menos inicialmente pequenas. É ainda bastante obscura a importância que apresentam tais populações para a formação de novas espécies, e em última análise para a evolução” (32).
Os evolucionistas enfrentam aqui um dilema, pois quanto maior o papel atribuído aos processos aleatórios, menor é a probabilidade de que a impossibilidade de Huxley se converta em uma inevitabilidade pela selecção natural.
Creio ter questionado substancialmente as "evidências" de que qualquer mecanismo biológico conhecido possa produzir alterações macro evolutivas. É comummente aceito, entretanto, que a despeito das deficiências dos mecanismos explicativos, o registo fóssil provê claras evidências da macro evolução. Consideram-se, então, os fósseis, a seguir.
Hiatos no Registo Fóssil.
Lasker afirma: "Existem hoje muitas evidências nos fósseis a favor da existência de todas as espécies de formas intermediárias que indicam a natureza do relacionamento entre o homem e outros animais, e novas descobertas continuamente são acrescidas. ... Nosso problema não reside propriamente na descoberta de elos perdidos" (página 18).
Realmente, o problema inicialmente é semântico. Como Lasker posteriormente declara: "Não se pode propriamente falar de elos perdidos e elos conhecidos na evolução, pois a evolução progride em linhas e não em cadeias, e é sempre possível aprimorar o nosso conhecimento à medida em que se tornam conhecidos mais pontos da linha, e se tornam menores os segmentos desconhecidos existentes entre eles" (página 242). Em outras palavras, ele está afirmando que, como a evolução ocorre de forma contínua, com inumeráveis pontos, não se pode esperar encontrar todas as formas intermediárias sobre a mesma linha.
Na verdade, desde que se pressuponha um continuo evolutivo, a distância entre supostas formas ancestrais intermediárias não apresenta, como afirma Lasker, nenhum "problema".
Ninguém jamais exigiu que se conseguissem todos os fósseis de todos os indivíduos em uma suposta linha de descendência. Porém parece ser razoável exigir que se consiga uma série na qual cada um não difira muito de seu vizinho. Qualquer que seja a suposição, o fato é que os hiatos existentes no registo fóssil entre formas pretensamente relacionadas, são grandes e sistemáticos.
Simpson declarou que "é uma característica do registo fóssil conhecido, o aparecimento abrupto da maior parte dos taxa .... Hiatos entre espécies são esporádicos e frequentemente pequenos . Hiatos entre ordens, classes e fila são sistemáticos e quase sempre grandes” (33).
Outro paleontologista, T. Neville George, afirma: "Não mais há necessidade de se escusar pela pobreza do registo fóssil. Sob alguns aspectos ele se tornou quase incontrolavelmente rico, e as descobertas sobrepujam a integração. ... O registo fóssil continua sendo composto principalmente de hiatos” (34).
Em recente artigo publicado na revista "Evolution", um paleontologista da Universidade de Oklahoma disse:
“Apesar da auspiciosa promessa de que a paleontologia provê uma maneira de ver a evolução, ela tem levantado algumas dificuldades desagradáveis para os evolucionistas, das quais a mais notória é a presença de "hiatos" no registo fóssil . A evolução exige formas intermediárias entre as espécies, e a paleontologia não as provê” (35).
Tão grandes são os hiatos, que os supostos relacionamentos ancestrais são altamente arbitrários. Mayr, que sem dúvida é um dos principais taxinomistas americanos, declara:
“A maior parte dos ‘taxa’ acima do nível de família são claramente delimitados. Moluscos, pinguins, vespas, e na realidade a maior parte dos ‘taxa’, são separados de seus parentes mais próximos por um indiscutível hiato, muito mais do que acontece na maioria dos géneros e famílias. Entretanto, permanece certo que as categorias superiores nas quais colocamos esses ‘taxa’ são mal definidas. ... Nenhuma norma até agora foi encontrada para a classificação não arbitrária dos ‘taxa’. ... É na arbitrariedade da definição que todas as categorias superiores diferem da categoria da espécie” (36).
Uma revisão crítica do livro de Mayr declara que "praticamente todos os biologistas devem concordar que a espécie é a única categoria taxonómica que tem uma existência completamente objetiva, pelo menos nos exemplos mais favoráveis" (37).
É instrutiva, neste aspecto, a discussão apresentada por Lasker sobre paralelismo e convergência, e sobre homologia e analogia (página 205). Ele mostra numerosos exemplos de formas de vida bastante semelhantes, que, entretanto, por outras evidências se mostram sem relacionamento ancestral. Se isto é verdade (e todos os evolucionistas concordam que é), lança-se dúvida sobre qualquer tentativa de tirar conclusões sobre a ascendência, a partir de semelhanças estruturais, ou outras, existentes no registo fóssil. Não obstante, a macro evolução fundamenta-se nessas semelhanças; logo, o que quer que lance dúvidas sobre semelhanças entre grupos deve lançar dúvida também sobre toda a doutrina.
Há um grupo de fósseis, contudo, a que repetidamente se refere sempre que surge a questão dos hiatos – é a série do cavalo. Ela aparece virtualmente em todos os livros que tratam do assunto da evolução. Não obstante, de conformidade com Simpson "esse exemplo usual tem sido grandemente deturpado" (38). Garrett Hardin ressalta que uma exposição antiga do Museu Americano de História Natural visando indicar a linha evolutiva directa do cavalo foi amplamente fotografada e divulgada antes que sua natureza incorrecta fosse esclarecida. Essas fotografias tendenciosas permanecem ainda em alguns livros didácticos (39).
Lasker apresenta os fósseis correctamente em um diagrama à página 207. Observe-se que, apesar do "abundante material fóssil", somente três fósseis são considerados como ancestrais do cavalo moderno, o Equus. São eles o Eohippus, o Miohippus, e o Merychippus.
O cavalo caracteriza ainda a excepção à regra de que os animais tendem a crescer de tamanho na sua evolução. De facto, os cavalos de que se tem notícia no Eoceno recente são em média menores do que o Eohippus do Eoceno. Antes ainda, no Mioceno e no Plioceno, havia pelo menos três ramos distintos da família do cavalo caracterizados pela diminuição do tamanho ... enquanto que, ao mesmo tempo, havia outros, de acordo com a "regra", aumentando de tamanho. Na mesma época, também outros havia flutuando em torno de um tamanho médio, sem alteração apreciável, e ainda outros desenvolviam espécies diferentes, de tamanhos decididamente diferentes como de fato é o caso do Equus hoje” (40).
Dado este tipo de evidências, basta acrescentar a própria declaração de Simpson: "Pode-se confirmar qualquer ‘regra’ que se deseje, desde que se formule a regra e em seguida se interpretem as evidências de conformidade com ela.” (41).
Como o diagrama de Lasker indica (Simpson), o prosseguimento apenas dos três estágios presumíveis exige um salto do Velho Mundo para a América do Sul. Além disso, é altamente arbitrária a colocação do Eohippus (mais amplamente chamado de Hyracotherium) como o primeiro elo da série. Num artigo anterior disse Simpson:
“Matthew mostrou e insistiu que o Hyracotherium (incluindo o Eohippus) é tão primitivo (42) que não é muito mais definidamente equídeo do que taprídeo, rinocerotídeo, etc., embora seja costumeiro colocá-lo na raiz do grupo equídeo” (43).
O resto do registo fóssil oferece pouca tranquilidade aos macroevolucionistas. Simpson afirma que existe um considerável hiato entre o Eohippus (Hyracotherium) e sua suposta ordem ancestral e afirma:
“Isto é verdade para todas as trinta e duas ordens de mamíferos. ... Os membros mais antigos e mais primitivos de todas as ordens já possuem os caracteres ordinais básicos, e em nenhum caso existe uma sequência aproximadamente contínua desde uma ordem até outra conhecida. Na maior parte dos casos a descontinuidade é tão distinta e o hiato tão grande que a origem da ordem é especulativa e muito discutida” (44).
“Essa ausência regular de formas transicionais não se confina aos mamíferos, mas é um fenómeno quase universal, como de há muito foi notado pelos paleontologistas. É verdadeiro para quase todas as ordens de todas as classes de animais, tanto vertebrados quanto invertebrados. ‘A fortiori’ é verdadeiro também para as classes, e para os grandes phyla animais, e é também aparentemente verdadeiro para as categorias análogas de plantas” (45).
“Existe... uma tendência em direcção a uma deficiência sistemática no registo da história da vida. É portanto possível alegar que tais transições não estão registadas porque não existiram, que as alterações não se deram por transição, mas por saltos bruscos na evolução” (46).
Alguns evolucionistas têm aceite os hiatos no registo fóssil tal qual se apresentam, e têm declarado que as grandes categorias devem ter surgido por "macrogénese", ou mutação sistémica, ao invés de milhões de pequenos passos ("gradualismo filetico") conforme proposto por virtualmente todos os outros (47). O mais proeminente daqueles é Richard Goldschmidt, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que usou a expressão "monstro auspicioso". O livro de Goldschmidt contém uma valiosa crítica de outras ideias evolucionistas (48). Falando do conceito de Goldschmidt, entretanto, Mayr declara:
“Está bem comprovada a ocorrência de monstruosidades genéticas por mutação, como por exemplo os mutantes homeóticos na Drosophila (mosca das frutas), porém elas constituem anomalias tão evidentes que esses monstros somente podem ser designados como "sem esperança". Eles são tão completamente desproporcionados que não teriam a mínima probabilidade de escapar da eliminação mediante uma selecção estabilizadora. ... Crer que tal mutação drástica produziria um novo tipo viável, capaz de ocupar um novo habitat, é equivalente a crer em milagres” (49).
Simpson também aborda este ponto de vista, que depende de mutações múltiplas, simultâneas:
“A probabilidade de mutações múltiplas, simultâneas, parece ser ainda menor, de facto desprezível. A postulação de uma taxa de mutação de 0,00001, e da duplicação da probabilidade de cada mutação por outra mutação no mesmo núcleo, corresponderia às circunstâncias mais favoráveis garantidas pelas evidências experimentais. Com essas postulações, a probabilidade de cinco mutações no mesmo núcleo seria de aproximadamente 10-22. Com uma população média efectiva de cem milhões de indivíduos férteis, e com a duração média de um dia para cada geração, novamente postulações extremamente favoráveis, tal evento seria esperado somente uma vez em cerca de 274 bilhões de anos, ou seja, cerca de cem vezes a idade suposta da Terra. Obviamente, a menos que haja um fator desconhecido que aumente tremendamente a probabilidade das mutações simultâneas, tal processo não teve qualquer parte na evolução” (50).
Posição Estratigráfica.
Um argumento usado pelos macro evolucionistas para evitar o confronto com os hiatos no registo fóssil é a asserção de que as camadas da coluna geológica pelo menos demonstram uma ampla progressão das formas de vida simples para as complexas. Entretanto, o registo fóssil está pleno de inconsistências a esse respeito. Pode-se citar Simpson mais uma vez:
“A maior parte (dos phyla) ... inicia-se no Cambriano ... (até recentemente considerado como o estrato no qual primeiramente evoluiu a vida). Há pouca ordem lógica na seqüência do aparecimento. Os Artrópoda aparecem no registo tão cedo quanto sem dúvida os Protozoa, embora no consenso geral os Protozoa sejam o phylum mais primitivo e os Artrópoda o mais "avançado", isto é, estruturalmente mais complicado entre os não-cordata (ou Invertebrados, como todos os outros phyla, excetuando-se os Cordata, são frequentemente chamados). Corais e Briozoários não surgem até o Ordoviciano, embora sejam menos altamente organizados do que muitos grupos que ocorrem no primitivo Cambriano. ... (O phylum Cordata) deve ser considerado em algum sentido como o mais progredido de todos os phyla, e é de fato o último a aparecer no registo, embora não muito depois dos Briozoários inferiores” (51).
O registo fóssil é tão equívoco, de fato, que três proeminentes paleontologistas concluíram recentemente que a posição estratigráfica nem mesmo devia ser considerada na determinação inicial da filogenia (linha da suposta descendência evolutiva):
“É nossa opinião que o espectro dos estados de carácter de derivação primitiva, ou polaridade, deve ser elaborado (e de facto usualmente o é) pelo menos inicialmente, com base em critérios morfológicos (em vez de critérios baseados em sequência de tempo). A razão desta conclusão é que a sequência nas rochas pode não oferecer um quadro real da polaridade. A origem e a aparente antiguidade não são necessariamente correlacionadas” (52).
“O conceito cronoclínico (sequência de tempo) implica – erradamente, cremos – que a sequência temporal é, em si mesma, significativa na avaliação do relacionamento” (53).
Esses mesmos autores destacam que um dos problemas relacionados com a validade dos dados estratigráficos é que a questão da sequência é frequentemente decidida com base nos fósseis; portanto, a argumentação constitui um círculo vicioso: "A principal dificuldade no uso de supostas sequências ancestral-descendentes para expressar a filogenia é que os dados bioestratigráficos são frequentemente usados em conjunto com a morfologia na avaliação inicial dos relacionamentos, o que leva a um ciclo vicioso óbvio” (54).
Porém, pelo menos tão danosa à ideia de que as sequências fósseis, tais como a do cavalo, demonstram a evolução progressiva, é a afirmação de que “todos os organismos são fadados a ser relativamente primitivos em alguns dos aspectos, e relativamente derivados em outros (“O conceito da evolução mosaica”: De Beer, 1954). É pequena a probabilidade de achar um taxon fóssil que seja primitivo em todos os aspectos, com relação a outro taxon mais recente” (55).
De facto, Schaeffer e os seus colegas dizem que se fosse para considerar somente a "primitividade" relativa dos fósseis do cavalo, a sequência poderia tão facilmente ser Equus Hyracotherium como Hyracotherium Equus(56).
Supostos Ancestrais da Humanidade.
Considerem-se, finalmente, os ancestrais fósseis da humanidade. Lasker segue o pensamento corrente e localiza os supostos ancestrais evolutivos do homem em três categorias: (1) Australopithecus, (2) Homo habilis, e (3) Homo erectus.
A última categoria inclui os fósseis do famoso "homem de Pequim" e do "homem de Java", bem como numerosos outros (página 263). Não se inclui o Homem de Neanderthal, que virtualmente todos os evolucionistas agora incluem no Homo sapiens (página 292).
Exactamente quando o livro de Lasker estava sendo escrito em 1973, entretanto, Richard Leakey e outros descobriram novos fósseis na África, que virtualmente eliminaram a primeira categoria, os Australopithecus, como ancestrais do homem. Nas próprias palavras de Leakey, o Crânio 1470 "deixa em ruínas a noção de que todos os fósseis primitivos podem ser harmonizados numa sequência ordenada de alteração evolutiva” (57). Leakey agora considera o Australopithecus como "simiesco" e "provavelmente mais um parente do que um progenitor da humanidade” (58).
A razão para as dramáticas afirmações de Leakey é que o Crânio 1470, excepto pelo seu pequeno tamanho, cerca de 800 cc, é aparentemente de forma mais "moderna" do que quaisquer dos até aqui supostos ancestrais do homem. Por exemplo, a fronte inclinada e os seios frontais proeminentes dos fósseis do Homo erectus não estão presentes no Crânio 1470 (59). Não obstante, o Crânio 1470 é considerado como tendo cerca de 1,8 milhões de anos – um contemporâneo do Australopithecus, e mais velho do que qualquer fóssil do Homo erectus (60).
Lasker discute o crânio 1470 nas páginas 264 a 267, baseando suas observações nos primeiros relatórios de Leakey, e afirma que é possível concluir que o 1470 é um "homem verdadeiro". "Em qualquer caso, os que acreditam ter havido uma longa história do homem verdadeiro têm um novo candidato fóssil para considerar..." (página 265). Ralph L. Holloway Jr., antropologista da Universidade de Columbia, concluiu que o 1470 "era capaz de alguma espécie de linguagem humana" porque o crânio tem "uma saliência conhecida como área de Broca, que não existe nos símios, mas encontra-se no homem, e é considerada como o centro da linguagem” (61).
Apesar de sua configuração moderna, Leakey interpreta o Crânio 1470 como um elo ancestral do homem devido à sua pequena capacidade craniana. Contudo Stephen Molnar, editor associado do "American Journal of Physical Anthropology", depois de comentar a respeito da "utilidade" de comparar capacidades cranianas nos fósseis, fez os seguintes surpreendentes comentários:
Nas populações modernas... há um tão amplo intervalo de variação que a extremidade inferior do intervalo situa-se bem abaixo da capacidade de certos hominídeos fósseis, embora não existam evidências de que esses indivíduos sejam menos inteligentes do que pessoas com maiores volumes cranianos. É improvável que as diferenças de tamanho do cérebro nas populações modernas tenham qualquer relevância na variação da capacidade mental - um fator que torna um exercício fútil e sem significado as comparações da capacidade craniana entre grupos modernos. Como afirmou o famoso neuroanatomista von Bonin (1961), a correlação entre o tamanho do cérebro e a capacidade mental não é significativa no homem moderno. Um bom exemplo pode ser visto no caso das mulheres, que têm em média capacidade craniana dez por cento menor do que os homens. Ninguém ousou sugerir que isso indique menor capacidade mental. Muitos homens famosos na história tiveram também, após sua morte, os seus cérebros pesados e medidos. Os valores flutuaram no intervalo do H. sapiens, desde Anatole France (capacidade craniana de aproximadamente 1100 cc) até Oliver Cromwell e Lord Byron (capacidade craniana de aproximadamente 2200 cc). ... Variações de mais ou menos 400 cc em torno da média são encontradas na maioria das populações europeias. Os indivíduos com capacidades cranianas maiores ou menores são pessoas intelectualmente competentes e de comportamento normal. De fato, existem muitas pessoas com 700 a 800 centímetros cúbicos” 62).
Se o tamanho do cérebro nada significa para as populações modernas, não seria justo sugerir que também nada significa para as populações fósseis? Para todos os propósitos práticos o Crânio 1470 de Leakey elimina qualquer imaginário ancestral evolutivo da humanidade.
À parte a questão mais ampla, outros antropologistas têm concordado com a eliminação do Australopithecus feita por Leakey. David Pilbeam e Stephen Jay Gould, dois proeminentes especialistas, utilizando técnicas alométricas (63), e Charles F. Oxnard, anatomista e antropologista da Universidade de Chicago, utilizando técnicas de análise multivariacional (64), concluíram que o Australopithecus não foi ancestral do homem. Assim, o Australopithecus está rapidamente a caminho de ser deserdado da ancestralidade humana.
A categoria do Homo habilis foi primeiro proposta em 1961 pelo extinto Louis S. B. Leakey (pai de Richard Leakey). Como indica Lasker, o status separado daquela categoria foi posto em dúvida desde o princípio:
“Alguns estudiosos do problema acreditam que o grau de variação de tamanho de um grupo de dentes a outro (ou em um dente particular, de uma dimensão a outra) verificado entre o Australopithecus e o Homo habilis ocorre somente entre espécies. Outros (ver por exemplo Brace et al. 1971) chamam a atenção para o fato de que o tamanho dos dentes pode variar grandemente dentro de uma espécie” (página 264).
Recentemente Brace e Wolpoff, ambos antropologistas da Universidade de Michigan, fizeram os seguintes comentários em resposta ao artigo de David Pilbeam e Stephen Jay Gould, citado na referência anterior (63) :
“A própria existência do taxon Homo habilis é devida mais a uma ampla divulgação jornalística ... do que a dados reais ... Pilbeam concorda agora conosco, acreditando que a variação dentária nos Australopithecus é tão grande que as mandíbulas e os dentes sozinhos não são de utilidade para distinguir os taxa, conclusão essa recentemente enfatizada pela descoberta de um crânio no lago Rudolph com capacidade de 500 cc e dentes bastante pequenos (ER 1813)”.
“A amostra que Pilbeam agora deseja atribuir ao Homo habilis consiste de somente quatro espécimes. ... Não há espécime algum simultaneamente com capacidade craniana conhecida e tamanho de dente conhecido. ... Não existe um único crânio do Pleistoceno inferior com capacidade craniana conhecida, que esteja associado com qualquer material pós-craniano útil para a determinação do tamanho do corpo. ... Isso é verdade também para o Homo erectus. ... O variado uso do taxon criou nada mais além de confusão. Portanto reiteramos a sugestão anterior de que o ‘Homo habilis seja formalmente enterrado” (65).
Isso deixa somente o Homo erectus para preencher o hiato entre os seres humanos e os não-humanos. Todavia, não há evidências de macro evolução aqui, pois considere-se a declaração de Lasker: "Somente um ou dois desses fósseis caem fora do intervalo de uma pequena série de indivíduos brancos americanos" (página 284).
Dado o intervalo de variação entre a população mundial, pode ser dito que o Homo erectus tem qualquer significação evolutiva? S. M. Garn (em quem se baseia Lasker) "considera significativo o aumento do tamanho do crânio do Homo sapiens" (página 284), porém, como foi visto, tais diferenças parecem não significativas, particularmente à luz do fato ressaltado acima por Brace e Wolpoff, de que ignoramos o tamanho do corpo de todos os crânios do Homo erectus.
Se a capacidade craniana é significativa, como levar em conta o Homem de Neanderthal? Explicando a grande capacidade craniana de alguns espécimes Neandertais (1,75 litros, em contraposição ao intervalo de 1,30 a 1,45 litros para a média do europeu moderno), Lasker acha necessário acautelar que "não é garantido supor que o homem de Neanderthal fosse em geral significativamente mais inteligente do que o homem subsequente". (Página 291).
Conclusão
Os argumentos a favor da macro evolução falham em todos os níveis significativos ao serem confrontados com os factos. A origem da vida, as mutações, a selecção natural, e o registo fóssil, todos falham no apoio à doutrina.
Por que então os evolucionistas continuam a asseverar que a evolução é um fato? A resposta é que a evolução foi definida por alguns autores de tal maneira que ela se tornou um fato. Lasker dá uma definição comum da evolução: "Uma alteração contínua ao longo de gerações, nas frequências das características determinadas geneticamente" (página 376). Assim, pode-se dizer que qualquer alteração na frequência dos genes, por exemplo "entre pai e filho", é evolução.
Lasker diz que a evolução "é uma alteração lícita na composição genética dos membros de uma população" (página 16, ênfase acrescentada). Ao assim proceder, ele e outros evolucionistas incluem as leis da hereditariedade dentro da definição da evolução. Entretanto isso só poderá levar à confusão, pois como diz Theodosius Dobzhansky:
“Todos os seres vivos crescem e reproduzem-se à sua semelhança. ... Este processo de auto produção, ou de igual gerar a igual, é a essência da hereditariedade. A hereditariedade é ... a antítese da evolução. ... A evolução é um processo que fez os descendentes diferentes de seus ancestrais” (66). (Ênfase acrescentada).
Essa espécie de não-definição deveria ser deixada de lado. Apesar da "síntese neo-Darwinista", a ciência da Genética tornou desnecessário explicar a variabilidade em termos evolucionistas. Considere-se a seguinte afirmação de Gould:
“... há muito mais variabilidade genética dentro de populações naturais do que a escola clássica poderia possivelmente permitir, e mesmo mais do que muitos geneticistas de campo jamais ousaram imaginar. Em diversos organismos, mais da metade dos genes pesquisados existem em elos alternados dentro de uma população, ao mesmo tempo em que os indivíduos podem ser variáveis em até 25% de seus genes (embora 5 a 15% por indivíduo seja o intervalo usual)” (67).
Assim, o que tem sido considerado como evidências de alterações evolutivas, pode ser explicado simplesmente como variação genética normal. E, como tentei mostrar, não há evidências, tanto no registo fóssil e nas observações da natureza, como na experimentação biológica, de que essas variações podem estender-se através das limitações genéticas naturais, e produzir alterações macroevolutivas.
Bibliografia Geral
Gish, Duane T. 1972. Speculations and experiments related to theories on the origin of life: a critique. ICR Technical Monograph nº 1. Creation Life Publishers, San Diego, California.
Gish, Duane T. 1976. Artigos publicados na revista "Impact" sobre a origem da vida: nºs 31 (January), 33 (March), e 37 (July). Creation Life Publishers, San Diego, California.
Macbeth, Norman 1971. Darwin retried. Gambit, Inc., Boston. (1973). Delta Book 440-245. Dell Publishing Co., Inc., New York).
Morris, Henry M. Editor. 1974. Scientific Creationism. Creation Life Publishers, San Diego, California.


Referências
1) Lasker, Gabriel W. 1973. Physical anthropology. Holt, Rinehart, and Wilson, New York. Uma segunda edição do livro de Lasker acaba de ser publicada (em 1976). Há algumas diferenças na numeração das páginas. A tabela seguinte correlaciona os números das páginas da primeira edição (indicados neste artigo) com os da segunda edição:

2) Hulett, J. R. 1969. Limitations on prebiologic synthesis, Journal of Theoretical Biology 24(1) :56-72. (Ver também Hull, D. E. 1960. Thermodynamics and kinetics of spontaneous generation, Nature 186(4726) :693-695) .

3) Miller, S. L., and L. E. Orgel. 1973. The origins of life on the Earth. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, p. 126.

4) Brinkman, R. T. 1969. Dissociation of water vapor and evolution of oxygen in the terrestrial atmosphere, Journal of Geophysical Research 74(23) :5335-5368.

5) Abelson, P. H. 1966. Chemical events on the primitive Earth, Proceedings of the National Academy of Sciences 55(6) :1365-1372.

6) Abelson, P. H., J. P. Ferris, and D. E. Nicodem, 1969. Ammonia photolysis and the role of ammonia in chemical evolution, Nature 238(5362) :268-269.

7) Oparin, A. I. 1968. Genesis and evolutionary development of life. Academic Press, New York, p. 105.

8) Miller, S. L. and L. E. Orgel, 1973. The origins of life on the Earth, Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, p. 145.

9) Mora, Peter T. 1965. Random polycondensation of sugars (in) The origins of prebiological systems and their molecular matrices. (Fox, Sidney W. Editor) , Academic Press, New York, p. 287.

10) Schramm, Gerhard. Synthesis of nucleosides and polynucleotides, Ibid., p. 307.

11) Miller, S. L., and L. E. Orgel, 1973. The origins of life on the Earth,. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey. Nota de rodapé na página 144.

12) Bernal, J. D. 1967. The origin of life. World Publishing Co., Cleveland, p. 144. [Ver também Oparin, A. I. 1961) . Life, its nature, origin, and development. Academic Press, New York, pp. 59 e 60].

13) Schramm, referência 10, p. 300.

14) Ver Dobzhansky, Theodosius, 1967. The biology of ultimate concern. New American Library, New York, p. 48. Dobzhansky assume a mesma posição, embora um tanto mais tolerante, na discussão que seguiu ao artigo de Schramm, referência 10.

15) Mora, Peter T. 1965. The folly of probability (in) The origins of prebiological systems (Fox, Sidney Editor) Academic Press, New York., p. 45.

16) Ibid., pp. 50 e 51.

17) Huxley, Julian, 1953. Evolution in action. Harper and Brothers Co., New York, p. 41.

18) Simpson, George Gaylord, 1953. The major features of evolution, Columbia University Press, New York, pp. 118 e 119.

19) Matthews, L. Harrison, 1971. Introduction to Darwin’s Origin of Species. J. M. Dent and Sons, Ltd., London, p. xi.

20) Ehrlich, Paul W., and Richard W. Holm, 1963. The process of evolution. McGraw-Hill, New York, p. 130.

21) Bishop, J. A., and Laurence M. Cook. 1975. Moths, melanism, and clean air, Scientific American, 232(1) 98.

22) Gould, Stephen Jay, 1975. A threat to Darwinism. Natural History, December, p. 9.

23) Darwin, Charles, 1859. The origin of species. Edição facsímile impressa pela Harvard University Press, 1966, p. 9.

24) Mayr, Ernst, 1963. Animal species and evolution. Harvard University Press, p. 290.

25) Ibid., pp. 586, 613 e 615.

26) Stebbins, G. Ledyard, 1950. Variation and evolution in plants. Columbia University Press, p. 118.

27) Ibid., p. 506.

28) Mayr, Ernst, referência 24, p. 190.

29) Simpson, G. G. 1953. The major features of evolution. Columbia University Press (Paperback por Simon and Schuster, 1967) . p. 278.

30) “(A seleção natural) tem sido criticada por implicar sempre uma tautologia (citando Waddington, C. H. 1957. The strategy of the genes. Allen and Unwin, London, p. 64) ... enquanto a aptidão for definida em termos da sobrevivência e a seleção for medida em termos de freqüência de genes”. Harris C. Leon, 1975. An axiomatic interpretation of the neo-Darwinian theory of evolution, Perspectives in Biology and Medicine, Winter, p. 182.

31) Mayr, Ernst, referência 24, pp. 204-214.

32) Mayr, Ernst 1970. Populations, species and evolution. Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Mass., p. 128.

33) Simpson, George Gaylord, 1960. (in) The evolution of life (Tax, Sol, Editor) . University of Chicago Press, p. 149.

34) George, T. Neville, 1960. Fossils in evolutionary perspective, Science Progress, 48(189) :1, 3.

35) Kitts, David B. 1974. Paleontology and evolutionary theory, Evolution, 28(3) :467.

36) Mayr, Ernst 1969. Principles of systematic zoology. McGraw-Hill, New York, pp. 91 e 92.

37) Richards, G. W. 1970. A guide to the practice of modern taxonomy, Science, 167(3924) :1477-1478.

38) Simpson, G. G. 1949. The meaning of evolution. Yale University Press, p. 130.

39) Hardin, Garret, 1961. Nature and man’s fate. Mentor Books, p. 225 e 226.

40) Simpson, G. G., referência 38, pp. 133-136.

41) Ibid., p. 137.

42) Pelas razões dadas no texto que acompanha a referência 56, questiono o uso da palavra “primitivo” feito por Simpson aqui. No contexto, penso que ele deve significar simplesmente “distante”.

43) Simpson, G. G. 1945. The principles of classification and a classification of mammals. Bulletin of the American Museum of Natural History, 83, p. 254.

44) Simpson, G. G. 1944. Tempo and mode in evolution. Columbia University Press, New York, p. 105.

45) Ibid., p. 107.

46) Simpson, G. G., referência 38, p. 231.

47) Ver, e.g., Stanley, Steven M. 1975. A theory of evolution above the species level, Proceedings of the National Academy of Sciences, 72(2) :646-650.

48) Goldschmidt, Richard B. 1940. The material basis of evolution. Yale University Press.

49) Mayr, Ernst, referência 32, p. 253.

50) Simpson, G. G., referência 29, p. 96.

51) Simpson, G. G., referência 38, p. 31.

52) Schaeffer, B., M. K. Hecht, and N. Eldredge, 1972. Phylogeny and paleontology. Capítulo 2 in Evolutionary Biology, vol. 6, editado por T. Dobzhansky, M. K. Hecht, e W. C. Steere. Appleton-Century Crofts, New York, p. 33.

53) Ibid., p. 35.

54) Ibid., p. 39. O mesmo ponto de vista é defendido por Kitts, David B. 1974. Paleontology and evolutionary theory, Evolution 28(3) :466.

55) Ibid., pp. 39 e 40.

56) Ibid., p. 37.

57) Leakey, Richard 1973. Skull 1470 - new clue to earliest man? - National Geographic, 143(6) :819.

58) Ibid., comentários acompanhando a ilustração da página 829.

59) Para uma descrição mais completa das descobertas de Leakey, ver Leakey, Richard 1974. Further evidence of Lower Pleistocene hominids from East Rudolf, North Kenya, 1973, Nature 248(5450) 653-656; também Leakey, Richard, 1973. Evidence for an advanced Plio-Pleistocene hominid from East Rudolf, Kenya, Nature 242(5398) 447-450. (Ver também itens de autoria de Day, M. H., and Richard Leakey, em 1973: American Journal of Physical Anthropology, 39, p. 341; e 1974: American Journal of Physical Anthropology, 41, p. 367.

60) A idade deste crânio é algo controvertida. A idade dada por Leakey é de 2.6 milhões de anos, baseada na datação de uma camada de tufo vulcânico pelo método do Potássio-Argônio. As idades de 1,6 ± 0,05 e 1,82 ± 0,04 milhões de anos foram obtidas pelo mesmo método na Universidade da Califórnia, em Berkeley. (Ver também Curtis, G. H., T. Cerling Drake, and Hampel. 1975. Age of KBS tuff in Koobi Fora formation, East Rudolf, Kenya, Nature 258(5534) :395-398.

61) Rensberger, Boyce 1976. Riddles in ancient skulls, San Francisco Sunday Examiner and Chronicle, 2 May, Sunday Punch, p. 5. (Rensberger, que detém os direitos autorais, está hoje no New York Times) .

62) Molnar, Stephen, 1975. Races, types, and ethnic groups - the problem of human variation. Prentice-Hall, Inc., Englewood, Cliffs, New Jersey, pp. 56 and 57. [Ver também Robinson, J. T. 1967. The origins and adaptive radiation of Australopithecines (in) Human Evolution (Korn, N., and F. Thompson, Editors) Holt, Rinehart, and Winston, New York, p. 296. Eles mostram que foram detectados cérebros de idiotas com 800 cc.] Ver também Clark, W. E. Le Gros, Op. Cit., p. 305. O autor indica que se conhecem anões com o volume do cérebro menor do que cerca de 300 a 400 cc. Aparentemente, o valor exato do cérebro de Anatole France era de 1017 gramas [Ver Cobb, Stanley 1960. Brain and personality, American Journal of Psychiatry, 116(10) :938].

63) Pilbeam, David, and Stephen Jay Gould 1974. Size and scaling in human evolution, Science, 186(4167) :892-901.

64) Oxnard, Charles F. 1974. Australopithecus vs. The computer, University of Chicago Magazine, Winter, p. 8. [Ver também Oxnard, Charles F. 1975. The place of Australopithecines in human evolution - grounds for doubt? Nature, 258(5534) :389-395. O assunto foi resumido em 1976: Disinheritance, Scientific American 234(2) :54B].

65) Wolpoff, Milford H., e C. Loring Brace 1975. Allometry and early hominids, Science, 189(4196) :61-63.

66) Dobzhansky, Theodosius 1958 (in) Julian S. Huxley, et al. A book that shook the world: anniversary essays on Charles Darwin’s Origin of Species. University of Pittsburg Press, p. 16.

67) Gould, Stephen Jay, 1975. A threat to Darwinis, Natural History, December, p. 9