quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

EVOLUCIONISMO E RELIGIÃO

1 - Evolucionismo e o relativismo.
O evolucionismo é um dos "dogmas" da mentalidade moderna.
Ele extrapolou o campo puramente biológico, e é aplicado a tudo: nada mais é considerado estável, pois a crença é que tudo evoluiu. Neste sentido, a crença no evolucionismo pode ser apontada como uma das causas do relativismo triunfante nos nossos dias. Não haveria nenhum valor absoluto. Nem verdade, nem moral, nem beleza, nem religião, nem princípios, nada teria estabilidade, pois que tudo estaria sob a lei da evolução, esta sim, como sentido absoluto.
Portanto, o evolucionismo atual é mais do que uma teoria biológica: é um princípio absoluto -um dogma religioso - de uma metafísica relativista. E eis aí uma contradição sintomática e reveladora: o relativismo fundamenta-se num princípio absoluto!
A amplitude atribuída ao evolucionismo é de tal porte metafísico que - como não podia deixar de ser - alcança a esfera religiosa: o próprio Deus é considerado como um eterno devir, e não como o Ser imutável, "Aquele que é" (Ex. 3: 12).
O Padre Teilhard de Chardin - que Stephan Jay Gould julga ter sido o principal responsável pela famosa fraude do Homem de Piltdown (Cfr. JAY GOULD, Stephen, A Conjuração de Piltdown, in A Galinha e os seus Dentes, ed. Paz e Terra, São Paulo, 1992, pp. 201 a 226, e, do mesmo autor, O Polegar do Panda, Martins Fontes, S. Paulo, pp. 95 a 109) -- declarou:
"A evolução é uma teoria, um sistema, ou uma hipótese?"
"É muito mais do que isso. É uma condição geral à qual se devem dobrar todas as teorias, todas as hipóteses, todos os sistemas; uma condição a que devem satisfação doravante para que possam ser tomadas em consideração e para que possam ser certas". (TEILHARD de CHARDIN, O fenómeno Humano, p. 245).
Julian Huxley, por sua vez, mostra como o dogma da evolução se impõe como o fundamento da moderna religião relativista:
"No tipo de pensamento evolucionista, não há lugar para seres sobrenaturais (espirituais) capazes de afectar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a selecção natural". (Cfr. HUXLEY,J. Evolution after Darwin, p. 246, apud OSSANDÒN VALDÈS, Juan Carlos, En torno al concepto de evolución, artigo na revista Philosophica, de Santiago do Chile, Suplemento doutrinário da revista Jesus Christus, número 50, de Buenos Aires).
Cremos que estas afirmações de Teilhard de Chardin e de Huxley sejam suficientes - além do exame do que ocorre hoje - para confirmar o que dissemos acima: o evolucionismo é o dogma fundamental do relativismo moderno.
Hoje, esse dogma é impingido por repetição contínua e por embebimento a todos, já que toda a sociedade o respira continuamente.
No artigo do professor Ossandón Valdés, encontramos uma citação de J.C. Mansfield na qual ele pede que:
"os estudantes secundários sejam embebidos do pensamento da evolução de tal modo que se acostumem a tudo pensar em termos de processo, e não em termos de situação estática".
Evidentemente é o que se tem praticado em escala mundial, para criar nos jovens uma mentalidade relativista.
2 - Evolucionismo e o conceito da origem.
Evoluir é termo que provém do latim evolvere que significa desenvolver algo que estava envolvido. Evoluir é fazer desabrochar o que já existia potencialmente em algo.
Por evolucionismo entende-se a doutrina que afirma que os seres vivos provieram da matéria inorgânica, e que das plantas se originaram os animais, e, por fim, dos animais teria provindo o homem. Sempre, pois, do menos teria vindo o mais, do inferior, por desabrochamento, teria vindo o superior.
Conforme os cientistas presentes ao Congresso de Chicago, em 1959, a fim de comemorar o centenário da obra de Darwin, evolução teria a seguinte conceituação:
"A evolução pode definir-se, em termos gerais, como um processo unidirecional e irreversível que, no decurso do tempo, gera novidade, diversidade e níveis de organização mais elevados". (Apud OSSANDÒN VALDÈS, art. cit. p. 7).
Esse conceito é bem diverso daquele que tinha Darwin, pois não faz qualquer referência à seleção natural. Voltaremos ao tema, mais adiante.
Actualmente, são consideradas diversas definições como “mudança de frequência genética”, “mudança harmónica”, “descendência modificada”, etc. Evita-se tratar a evolução como um desenvolvimento em forma de linha genealógica, o que daria logo uma ideia de progresso. Como os cientistas não consideram, pelo menos academicamente, evolução como “progresso” dos seres, utiliza-se a ideia de árvore filogenética, com ramos que derivam de ancestrais comuns. Porém, em princípio, recai exactamente sobre o mesmo fundamento.
Embora o termo evolução esteja, hoje, estreitamente ligado a Darwin, não foi ele o seu inventor.
Na Antiguidade, a filosofia de Heráclito - tipicamente gnóstica - já negava a existência de sujeito nas
mudanças, afirmando que a única realidade era o mudar, o vir-a-ser.
Na Stoa, Zenon e os seus discípulos defendiam, eles também, a ilusão da realidade do mundo material visível.
Todas as seitas gnósticas de todos os tempos acreditavam que a divindade era um perpétuo fluir, e que, por isso, toda a realidade era mutável. Para os gnósticos o Deus que se apresentou a Moisés - o Deus que se dizia imutável - era o demiurgo criador do mundo material e do mal. Esse Demiurgo mau seria o defensor de falsos valores imutáveis.
Nos séculos XVII e XVIII, com o recrudescer do gnosticismo, que se alimentou no cabalismo gnóstico de Jacob Boehme, espalhou-se nos meios místicos e esotéricos, a ideia de evolução universal. Para essas seitas cabalistas e gnósticas, o processo de auto-manifestação de Deus incluiria não só o universo, mas também a História.
"Hoje, quando há uma discussão apaixonada sobre o evolucionismo soteriológico do Padre Teilhard de Chardin, é preciso lembrar que o termo evolução não foi inicialmente introduzido pelos sábios das ciências naturais do século XIX em torno de Charles Darwin, mas que o termo foi utilizado, como termo teológico e soteriológico, pelos teósofos do século XVIII. Assim, ele foi adoptado pelos filósofos do idealismo alemão Hegel, Schelling, Baader, como termo soteriológico, para descrever o processo teogónico, no qual Deus SE manifesta si mesmo tanto no universo como na soteriologia "a fim de que Deus seja tudo em todos" (I Cor. XV,28). Este versículo de São Paulo que é tantas vezes citado por Teilhard de Chardin, é o versículo favorito de Schelling, de Baader e, antes deles, de Oetinger. Foi Baader quem publicou um escrito sobre "O Evolucionismo e o Revolucionismo, ou sobre a evolução positiva e negativa da vida em geral e da vida social em particular" nos Anais da Baviera, 1834, nº 28, p. 219-224 e nº. 62, p. 483-490". (BENZ, Ernst, Les sources mystiques de la philosophie romantique allemande, Vrin, Paris, 1968, p. 58).
Curiosamente, hoje, o dogma da evolução é aceito por quase todos sem qualquer exame mais profundo. No meio estudantil, é geral a aceitação de que o homem tem origem simiesca, ou de um ancestral comum do macaco e do homem. Entretanto, ninguém se pergunta que animal irá ser gerado pelo homem no futuro. Pois se a evolução é lei geral e fundamental da natureza, ela fará o homem evoluir para um estágio que estará para o homem, assim como este está para o macaco.
Noutros termos, deveria surgir um super-homem.
Essa questão, por cogitar da possibilidade de existência de uma raça superior, põe em evidência a relação do evolucionismo com o nazismo, e por isso quase ninguém a aborda. Por que se deixa de mostrar que o evolucionismo foi uma das raízes ideológicas do sistema assassino do nazismo?
3 - Evolucionismo - Panteísmo e Gnose.
Também se evita reconhecer que a pretensa origem simiesca do homem não responde à questão fundamental posta pela teoria da evolução: de onde veio o universo?
A negação de que o homem foi criado por Deus traz embutida a negação de criação do universo. Se o homem tem origem animal, de onde veio vida, e de onde veio a matéria prima do universo?
O universo sempre existiu e sempre existirá? A matéria é eterna? A matéria é infinita? A matéria é omnipotente? A matéria é Deus?
Um evolucionismo coerente desemboca necessariamente no panteísmo, pois que deve admitir que a matéria sempre existiu, portanto, que ela é eterna, infinita e omnipotente. O que significa dar à matéria as qualidades próprias de Deus. Quanto ao ateísmo - inclusive o de Darwin - ele só mascara um panteísmo subjacente. O ateu é um panteísta que não ousa confessar que se crê o próprio Deus.
Se o evolucionismo negar a divindade da matéria universal, necessariamente, então, deverá cair na Gnose, isto é, se não aceitar que a matéria é divina, terá que admitir que, no interior dela, reside, ou melhor, que nela está preso um espírito que, através da evolução, busca libertar-se da prisão da matéria, o que é a substância do pensamento gnóstico.
Entre o Panteísmo e a Gnose, os evolucionistas têm oscilado, mas, em ambos os casos, o evolucionismo cai sempre num problema religioso.
De qualquer modo, ainda que muitos evolucionistas superficiais não se dêem conta do problema, ele existe: o evolucionismo biológico serve apenas de biombo táctico, para um sistema mais do que metafísico, para um sistema religioso.
Desse questionamento religioso profundo escondido no bojo das teorias evolucionistas é que provém o "fervor" de adesão às teses evolucionistas, e, por vezes, a fúria de que são tomados os evolucionistas, quando se questiona o dogma - tabu do darwinismo.
E esta adesão incondicional a um "dogma" indemonstrado que explica porque a teoria da evolução é aquela que conta em sua história com o maior número de fraudes e escândalos na história da ciência. Veremos, mais adiante, algumas das fraudes perpetradas por cientistas famosos para "arranjar" a prova da evolução que eles não encontraram na natureza. Ora, bastaria conhecer que uma teoria tentou ser comprovada fraudulentamente, para que se desconfiasse dela. Com o evolucionismo essa regra não é aplicada. Apesar de essa teoria ter tido mais fraudes do que provas, ela continua a ser apresentada como verdadeira, a ponto de, recentemente, o próprio Papa João Paulo II tê-la defendido como verossímil senão como certa (João Paulo II, discurso à Academia Pontifícia de Ciências, 1997).
Também é interessante notar como termos religiosos são comuns nos textos dos defensores da evolução. Veja-se, por exemplo, como o famoso evolucionista Stephan Jay Gould fala em "ortodoxia" e em "apostasia", em "heresia", em "dogma", em "devotamento", etc. ao tratar da adesão, desvio ou repúdio da teoria da evolução (Cfr. Stephan Jay Gould, O Polegar do Panda, ed cit. pp. 167-168-169).
Paul Lemoine escreveu:
"A evolução é uma espécie de dogma, no qual seus sacerdotes já não crêem mais, porém eles o mantém para o povo: é preciso ter coragem para dizer isto a fim de que os homens da futura geração orientem suas pesquisas de outro modo" (Encyclopédie Française, Tomo V, p. 5-82-3, 5-82-8, 1938, apud P. TROADEC, op. cit. p. 37).
Jean Rostand tem a mesma posição religiosa face à evolução, quando afirma:
"Creio firmemente... que os mamíferos procedem dos lagartos, e os lagartos dos peixes, porém, prefiro deixar no vago a origem destas escandalosas metamorfoses a acrescentar à sua inverosimilhança a de uma interpretação ilusória" (Apud Ossandón Valdés, op. cit. p. 15).
Para Rostand, o evolucionismo é mais religioso do que científico, porque: "deliberadamente deixa sem resposta a formidável questão da origem da vida e...só propõe soluções ilusórias ao problema, não menos formidável, das transformações evolutivas". "Estamos ainda esperando uma sugestão suficiente a respeito das causas das transformações das espécies"..."Quando falamos de evolução supomos a existência de uma natureza imaginária, dotada de poderes radicalmente diferentes de tudo o que nos é conhecido cientificamente" (Jean Rostand, apud G. Salet, citado por Ossandón Valdés, op. cit. p. 15).
Errol White, especialista de biologia aquática, escreveu:
“Nós ainda ignoramos o mecanismo da evolução apesar da super confiança alardeada em alguns sectores, e provavelmente nem faremos posteriores progressos neste ponto, por meio dos clássicos métodos da Paleontologia e da Biologia; e certamente não avançaremos no assunto saltando para cima e para baixo e gritando: “Darwin é Deus, e eu, Fulano de Tal, sou o seu profeta” (Cfr. Duane T. Gish, “Evolution: the Challenge of the Fossil Record, Creation-Life Publishers, El Cajon, 7a. ed. 1992, p. 68).
Lynn Margulis, professora emérita de Biologia da Universidade de Massassuchets considera que, a História acabará por considerar o Neo-darwinismo como “uma pequena seita religiosa do século XX, dentro da fé religiosa geral da biologia anglo-saxônica” (C. Mann, “Lynn Margulis,: Science’s Unruly Earth Mother”, In Science, 1991, n. 252, pp 378-381, apud Michael Behe, “A Caixa Preta de Darwin” Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1996, p. 35).
Outros autores conhecidos como defensores do evolucionismo admitem que o darwinismo não é científico, ou ainda que o evolucionismo é mais uma fé do que uma ciência.
Assim N. Macbeth, diz textualmente "O Darwinismo não é ciência" in American Biology Teacher Novembro de 1976, p, 496, apud Duane T. Gish, op. cit.,p.14).
L. Harrison Matthews, geólogo evolucionista, confessa:
"O fato de que a evolução é a espinha dorsal da Biologia e que a Biologia está então na posição particular de uma ciência fundamentada numa teoria não comprovada, -- é ela então uma ciência ou uma fé? Crer na evolução é então o paralelo exacto do crer numa especial criação -- ambos são conceitos cujos crentes crêem como verdade, mas que nem um nem outros, até o presente, foi ca0az de provar" (L.H. Matthews, Introdução para a "The Origin of Species, de Charles Darwin, Dent and Sons, London, 1971,p. XI, apud Duane T. Gish, op. cit. p. 15).
O evolucionismo é então o dogma central de uma seita de caráter gnóstico, e, como toda seita, ele é intolerante.
Richard Dawkins, cientista ardoroso defensor da evolução, escreveu que os negadores da evolução são “ignorantes, estúpidos ou insanos (ou maus -- mas eu preferiria não considerar essa possibilidade)” (Apud M. Behe, op cit. p. 251).
John Madox, editor da revista Nature declarou em sua revista: “Talvez não demore muito para a prática da religião ser considerada como anti ciência” (Apud M. Behe, op cit. p. 252) e “Daniel Dennet compara os crentes religiosos -- 90 % da população -- a animais selvagens, que precisam ser enjaulados e diz que devem ser impedidos (através da coerção, presume-se) de informar seus filhos sobre a verdade da evolução, que para ele é tão evidente” (Apud Michael Behe, op. cit. p. 252).
4 - Evolucionismo e Filosofia.
A ingenuidade geométrica de alguns "cientistas" chega ao absurdo de imaginar que o evolucionismo darwinista é um posicionamento puramente científico, sem nenhuma relação com a história, com a filosofia ou com a religião. Eles imaginam que o evolucionismo surgiu apenas, e tão só, dos estudos científicos de Darwin e de seus seguidores, todos hermeticamente isolados em seus laboratórios, profilaticamente preservados de qualquer contágio metafísico ou teológico.
Separando, deste modo, o darwinismo de seu contexto histórico e cultural, eles ficam impossibilitados de ter verdadeira compreensão do problema e de seu significado histórico.
Na verdade, o evolucionismo é um capítulo inserido na História da Filosofia e na História da Religião, no Ocidente. Ele só pode ser verdadeiramente entendido em seu contexto cultural.
“(...) o pensamento evolucionista de Darwin não era uma simples hipótese científica que ocorreu para combater ideias religiosas admitidas em certas questões de fato. Era, antes, o produto e, uma parte essencial, de uma Weltanschauung -- uma visão do mundo -- proximamente ligada à produção da revolução industrial e às revoluções políticas, principalmente à Revolução Francesa, estes grandes acontecimentos históricos desenrolados entre os anos 1776 e 1848”. (Howard E. Gruber, op. cit. p. 47). Portanto, o darwinismo só pode ser entendido como parte de uma “visão do mundo” -- de uma Weltanschauung -- e de uma Weltanschauung revolucionária.
O próprio Darwin, em sua Autobiografia confessa que foi ao ler uma obra de Malthus sobre população que teve a ideia da seleção natural, através da luta pela sobrevivência, a qual faria sempre o mais fraco ser eliminado.
Stephan Jay Gould, defensor de um evolucionismo reformado, citando os últimos estudos de Howard E. Gruber e Silvan S. Schweber sobre a vida de Darwin mostra como o fundador do evolucionismo moderno não se fundamentou na biologia para estabelecer sua teoria.
"Ao ler o relato pormenorizado de Schweber dos momentos que precederam a formulação da teoria da seleção natural por Darwin, fui particularmente tocado pela ausência de influências decisivas a partir de seu próprio campo, a biologia. Os precursores imediatos foram um cientista social [Comte], um economista [Adam Smith] e um estatístico [Adolph Quetelet]" (S. Jay Gould, O polegar do Panda, p.55).
Jay Gould diz que a obra de Schweber demonstra que "as peças finais [da teoria da evolução de Darwin] não surgiram a partir de novos fatos da história natural, mas das incursões intelectuais de Darwin em campos distantes. Ao ler uma extensa revisão do "Cours de Philosophie positive -- o trabalho mais famoso do filósofo [Sic!] e cientista natural [Sic!] Augusto Comte -- Darwin ficou particularmente impressionado com a insistência do autor em que uma teoria adequada deve ser profética [Sic!] e, no mínimo, potencialmente quantitativa" ( S. Jay Gould, O polegar do panda, p. 55)
"De fato, acredito que a teoria da seleção natural deveria ser vista como uma analogia ampliada - se consciente ou inconsciente da parte de Darwin, não sei -- à economia de do laissez-faire, de Adam Smith" (Jay Gould, op. cit. p. 55).
E mais:
"A teoria da seleção natural constitui uma transferência criativa, para a biologia, do argumento básico de Adam Smith a favor de uma economia racional: o equilíbrio e a ordem da natureza não surgem de um controle externo mais elevado (divino) ou da existência de leis operando directamente sobre o todo, mas sim a partir da luta entre indivíduos pelos seus próprios benefícios" (em termos modernos, pela transmissão de seus genes a gerações futuras através do êxito diferencial na reprodução). (Jay Gould, op. cit. p. 56).
Jay Gould procura minimizar a surpresa -- ou o espanto gerado por sua afirmativa -- de que a teoria da evolução não se fundamentou, inicialmente, em descobertas biológicas, dizendo:
"Muitas pessoas se sentem perturbadas ao ouvir um tal argumento: não compromete a integridade da ciência o fato de algumas de suas conclusões primárias se originarem, por analogias, da política e da cultura contemporâneas, em vez de se basearem nos dados da própria disciplina" (Jay Gould, op. cit. p. 56).
Tais fatos são comprometedores, sim, na medida em que o evolucionismo tem sido sistematicamente apresentado como uma teoria puramente científica e biológica, quando, na verdade, não é.
"NO princípio criou Deus os Céus e a Terra." Génesis 1:1

5 comentários:

Eduardo disse...
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SpacesBunk disse...
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SpacesBunk disse...
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SpacesBunk disse...

Quero fazer uma correção. A Evolução não é uma doutrina, mas um ramo científico avançado que evolui a cada ano e que consegue demonstrar com satisfação a origem das espécies. Diferente da religião ela demonstra seus dados com base e metodologia científica.

Hoheckell disse...

Se ninguém consegue provar são apenas conjecturas.