segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MADEIRA DE GOFFER E BETUME

“Faze para ti uma arca da madeira de Gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.” Génesis 6:14 (ver Génesis 6 a 9)
“Conforme a tradição bíblica, Deus decidiu destruir o mundo por causa da perversidade humana, mas poupou Noé, o único homem justo da Terra em sua geração, mandando-lhe construir uma arca para salvar sua família e representantes de todos os animais e aves. A certa altura, Deus interrompeu o Dilúvio, fazendo as águas recuarem e as terras secarem. A história termina com um pacto entre Deus e Noé, assim como com sua descendência.” Ver
Deus é um espantoso cientista de materiais. Ele notabiliza-Se também em engenharia arquitónica. O texto acima é apenas um mero extrato das de Deus a Noé sobre o que usar para fazer a arca onde ele e a sua família (e, esperava-se, outros passageiros) e animais pudessem escapar ao Dilúvio. Vamos pensar, por um momento, sobre o que Deus providenciou para a construção.
Madeira de Gofer – o que é isso? Boa pergunta. Não existe hoje nenhuma árvore que se chame madeira de Gofer. Como não sabemos onde Noé vivia originalmente, não podemos lá ir e ver o que existe. E mesmo que soubéssemos onde é que Noé fez a construção, não sabemos de onde poderia ter vindo a madeira ou como a ecologia da zona de construção poderá ter mudado desde o Dilúvio. O Clark ´s Commentary on the Bible (Comentário Bíblico de Clarke) sugere que a madeira poderia ser de cipreste, uma vez que essa árvore era abundante à volta de um provável Monte Ararat. Mas, também isso é apenas uma cojetura. O que sabemos, realmente, é que as especificações para a madeira devem ter sido espectaculares. Pense num barco de madeira a conseguir aguentar-se através de um dilúvio catastrófico, sem que os lados fossem amolgados pelas forças externas.
Temos exemplos de madeiras fortes e duráveis muito resistentes à quebra. A nogueira-amarga é excelente. Os cabos das ferramentas são feitos de nogueira-amarga porque ela é dura. A madeira-de-teca é muito rija e muito resistente ao apodrecimento e à água, tornando-a numa excelente candidata à construção da arca. As madeiras de acácia e de locust também são uma possibilidade, devido à construção da arca. A madeira é um material de construção fantástico porque é leve e forte. Qualquer que tenha sido a madeira com que se construiu a arca de 137 metros de comprimento, deve ter sido durável e bem preparada, para sobreviver às batidas daquela que deve ter sido a mãe de todas as tempestades.
Betume é a palavra bíblica usada para significar asfalto. É um hidrocarboneto preto, muito viscoso, que escoa lentamente do solo em vários locais. À volta do Mar Morto, são comuns os afloramentos da rocha negra, e a rachas nas rochas subjacentes ao Mar Morto permitem que o betume produza,
Mosteiro de Khor Virap,
Arménia, à sombra do Monte Ararate,
onde a Arca de Noé supostamente encalhou após o Dilúvio.
periodicamente, massas de asfalto flutuante. Quando é aquecido, o betume produza, periodicamente, massas de asfalto flutuante. Devido às suas qualidades de aderência, as pessoas dos tempos bíblicos usavam-no como coberto com betume para o tornar à prova de água. A arca de Noé tinha uma camada de betume por dentro e outra por fora para selar as juntas e evitar a entrada de água.
Que Deus, para providenciar todos estes materiais necessários.
Criador da madeira forte e do betume protector, fortalece-me para as tempestades vindouras e sela o meu compromisso para obedecer à Tua Palavra.
Dr. David A. Steen
preparado por José Carlos Costa




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

AFINAL, DEUS EXISTE?


Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Salmo 14:1

Parece que falar mal de Deus está na moda. Dizer “não creio em Deus” parece sofisticado, evoluído, progressista, científico, liberado. Além disso, testemunhamos hoje um estranho fenômeno: o ateísmo militante, “missionário”. O que vemos não é o ceticismo filosófico tradicional nem o racionalismo posterior ao iluminismo. A espécie de ateísmo verificada hoje parece irada com Deus, “evangelista”, zelote, determinada a ver Deus morto e sepultado.

Veja-se, por exemplo, Richard Dawkins, considerado ícone do ateísmo atual, autor de Deus: Um Delírio. Para ele, a própria ideia de Deus “tem o mesmo efeito de um pano vermelho para um touro”. Sua mensagem consiste em “esclarecer” que Deus não passa de invenção de pessoas desiludidas. Dawkins afirma categoricamente a intenção de seu livro: “Os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o tiverem terminado.”

Esse “ateísmo fundamentalista” suscitou respostas. Uma delas veio com o livro O Delírio de Dawkins, de Alister McGrath e Joanna McGrath. Alister, antes um ateu como Dawkins, também professor de Oxford, e a esposa, professora na Universidade de Londres, escreveram a obra juntos. Eles uniram seus conhecimentos em diversas áreas da ciência para oferecer uma resposta cristã à acusação ateísta de Dawkins.

O casal McGrath, conforme especialistas, desmantela os argumentos de Dawkins, sobretudo o argumento de que a ciência automaticamente conduz as pessoas ao ateísmo. Dawkins não apresenta evidências científicas claras, apenas defende “religiosamente” a improbabilidade de Deus. Segundo a avaliação da revista Publishers Weekly, destinada ao mercado editorial, “os autores de O Delírio de Dawkins atacam o flanco do fundamentalismo ateísta de Dawkins e conseguem afastá-lo do campo de batalha”. O livro de Dawkins passa a ser visto como pouco mais que um ajuntamento de factoides exagerados para alcançar impacto máximo e fragilmente organizados para sugerir que constituem um argumento.

Por que então o ateísmo tem hoje tanto sucesso, particularmente entre estudantes? Não é pela força da enfermidade, mas por causa da fraqueza dos pacientes. Podemos provar a existência de Deus? Não. Mas o ateísmo também não pode provar que Ele não existe. A questão é: para onde apontam as evidências? Aqui reside a força do cristianismo.

Fonte: Meditação Diária 2014 - CPB

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Pálido Ponto Azul / Imagem em Mente


palido_ponto_azul
Sim meus amigos, a foto acima é do nosso querido e tão maltratado planeta Terra. Sim, aquele pequeno ponto, circundado acima é o nosso planeta. A foto em questão é uma famosa fotografia tirada pela sonda Voyager 1, em 1990, e foi nomeada por Carl Sagan, o responsável pela missão, de “O pálido ponto azul”. A sonda Voyager 1 é hoje o objeto humano mais longe da Terra (foi lançada em 1977). Este ano ela ultrapassou os limites do sistema solar e, apesar de ter vários dos seus instrumentos não funcionando mais, ainda envia sinais que levam 17 horas para chegar até a Terra.
A foto ficou tão famosa justamente por nos fazer enxergar (literalmente) a nossa insignificância diante de todo esse universo. Como disse o próprio Carl Sagan, todas as pessoas que conhecemos e todas as pessoas que já ouvimos falar, viveram suas vidas ali, naquele pequeno ponto azul.
Ao mesmo tempo, o pequeno ponto parece ‘protegido’ por um raio de sol, reflexo da luz do sol na fotografia, algo que de certa forma o destaca em meio a toda a vastidão. Essa metáfora me faz pensar ainda mais que a primeira.
“Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua dextra me susterá. Se disser que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” Salmo 139.6-12
Carl Sagan tem um belo discurso realizado em uma conferência em 1996, tendo como base essa foto. Na verdade ele já escreveu até um livro com este mesmo nome (“Pálido Ponto Azul”). O discurso é realmente muito tocante e nos faz refletir muito, especialmente para entendermos a banalidade de nossas guerras e beligerâncias, bem como a necessidade de proteger esse único ponto no universo que foi reservado para nós. O discurso pode ser visualizado no youtube, inclusive em versão dublada, com a narração de Guilherme Briggs.
Todo o discurso pode ser esmiuçado para uma reflexão bem mais abrangente, mas um trecho me chama mais a atenção para nossa ‘mente cristã':
“As nossas posturas, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.”
Será mesmo? Não há como negar: “nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca.” Mas como vemos na própria foto, será que não há um raio de luz capaz de nos iluminar em meio a essa obscuridade? Realmente não há esperança para a humanidade para salvar-nos de nossa insignificância e de nós próprios, como diz o texto? É claro que aqui entra a questão da fé. Mas um livro sagrado, muito comentado, mas pouco conhecido de verdade neste grão de areia cósmico, nos fala que toda vez que olharmos para essa luz refletida como a que vemos, de modo a dividir-se em várias cores, especialmente formando um arco de cores, podemos nos lembrar que Aquele que é maior que tudo isso, que há e que não há no universo, sim, o Deus Todo-Poderoso, quer você acredite ou não, realizou uma aliança com a humanidade. Uma aliança de que não seríamos destruídos ou nos destruiríamos gratuitamente.
“E estará o arco nas nuves, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.” Gén. 9:16
Como eu disse, como sempre, é claro que é uma questão de fé. Mas não sei quanto a vocês, mas em mim tem algo que não se conforma com toda essa insignificância. Eu simplesmente não suporto a ideia de sermos apenas um pequeno ponto dentro de outro pequeno ponto pálido e azul. Sim, eu reconheço que fisicamente, em termos de espaço e de tempo, não somos nada além disso. Mas, perdoe-me Carl Sagan, de alguma forma tem que haver algo mais. Atrás desta cortina tem que haver palcos azuis*. Me perdoe você que não crê. Mas eu só enxergo a minha significância na minha fé, na minha esperança. E a minha esperança está em Jesus.
“Jesus respondeu e lhe disse: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der ser fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” Jo 4.13-14
terra_apollo8
Outra foto famosa de nosso planeta. Essa tirada pela missão Apolo 8 enquanto estava em órbita na Lua em 1968.
* Referência à música “Minha Vida” de Chico Buarque.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

REFINADOS NO OURO

“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” Mateus 3:11
Com o preço do ouro e da prata a subir continuamente, os pretendentes a garimpeiros tentam arranjar formas de enriquecer. Ao fazer prospecção em leitos de rios e em depósitos de sedimentos, encontram, por vezes, pequenas quantidades de ouro e prata que se podem, depois, transformar em pequenos botões ou lingotes de metal – refinação primária. A refinação secundária tem a ver com retirar ouro de jóias velhas, de electrodomésticos, de dentes de outro e de outras coisas que se acumulam nas gavetas de tralha das pessoas.
Refinar é uma arte complexa, com demasiados passos para se especificar aqui. A maior parte, contudo, envolve purificar e concentrar os preciosos metais com banhos ácidos e chamas a elevadas temperaturas que dissolvem os metais-base, deixando o ouro e a prata.
Muito semelhante à forma como os metais-base e as impurezas não podem coexistir com os metais preciosos quando levados a altas temperaturas, o pecado não coexiste na presença de Deus (aí se encontra a causa do ateísmo especulativo). O Seu brilho – o Seu fogo – consome o pecado instantaneamente. Malaquias 3:2 diz que Ele é como o fogo de ourives, i.e., um fogo muito quente. A prata derrete a 961,8º C e o ouro a 1064,2º C. Zacarias 13:9 declara: “E a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro”. E Hebreus 12:29 recorda-nos de que “o nosso Deus é um fogo consumidor”.
Agora, isto faz-me pensar. Será que foi, de alguma forma, simbólico que Sadraque, Mesaque e Abedenego fossem para fornalha, na companhia de Deus e, no entanto, não se tivessem queimado? Eles estavam ali, na presença de Deus, e não foram consumidos.
O fogo de Nabucodonosor pode ter sido apenas incidental. Como eles eram fiéis a tanta tenacidade. Se o pecado vais ser automaticamente destruído pela presença de Deus, então é apenas lógico que o que quer que esteja agarrado ao pecado seja erradicado também. Foi por isso que Jesus avisou: “Se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti: melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos, ou dois pés, seres lançado no fogo eterno” (Mat. 18:8). Claro que Jesus não estava a recomendar a amputação, mas estava a usar a mensagem para enfatizar a importância da separação do pecado.
Meu Senhor e Refinador, põe-me num banho ácido de testes e chamas diárias, se isso for necessário par que me purifique. Seja o que for, prepara-me para os testes que se seguem.
Dr. David A. Steen

Preparado e acrescentos de José Carlos Costa

domingo, 21 de setembro de 2014

Stephen Hawking Voltou a Descartar a Possibilidade de Existência de Deus

PÚBLICO 21/09/2014 - 19:55
Stephen Hawking voltou a descartar a possibilidade de existência de Deus, numa entrevista ao diário espanhol El Mundo
Com esclerose lateral amiotrófica, Hawking é dos mais notáveis pensadores da actualidade PHILIP MYNOTT

A posição, clara e sem margem para dúvidas, foi dada na entrevista que o jornal espanhol El Mundo publica este domingo. Nela, o cientista britânico voltou a descartar a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário do que aparentemente chegara a defender. “No passado, antes de entendermos a Ciência, era lógico crer que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos a ´mente de Deus’ era que compreenderíamos tudo aquilo de que Deus seria capaz se existisse. Mas não há nenhum Deus”.  (rsrssr sou eu a rir)

De resto, o autor do célebre Breve História do Tempo, sobre os limites do nosso conhecimento da astrofísica, da natureza do tempo e do Universo, mostra-se dono de uma “fé inquebrantável” (negrito nosso) no poder da Ciência para desvendar os mistérios do Universo. “Creio que conseguiremos entender a origem da estrutura do universo. Aliás, estamos perto de conseguir este objectivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, declarou. (rsrssr sou eu a rir)

Nesta entrevista - dada numa altura em que Stephen Hawking viajou até à ilha de Tenerife, nas Canárias, para participar num congresso de seis dias dedicado à astronomia – houve lugar a perguntas sobre a pertinência do investimento de verbas tão avultadas no envio de astronautas ao espaço. Hawking disse não ter dúvidas: “A exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. E poderá, de resto, representar um seguro de vida para a espécie humana, ou seja, “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade graças à colonização de outros planetas”. (pois é o Sr. Wawking não necessitaria de tanta fé se lesse João 14:1-3).

Questionado quanto aos cortes no financiamento à investigação científica, a que Espanha - mas também Portugal - tem assistido, o astrofísico sublinhou que Espanha “precisa de licenciados com formação científica para garantir o seu desenvolvimento económico”.

“Não se pode incentivar os jovens a seguir carreiras científicas com cortes no campo da investigação”, insistiu. (rsrssr sou eu a rir)

Pensamento pessoal:
O professor Stephen Hawking volta e meia 
surpreende com declarações renegando 
outras declarações dele mesmo.
Brilhante matemático, o astrofísico conhecido 
mundialmente agora passa por uma fase de descrença: 
Deus é para gente que tem medo do escuro. 
Mas nem sempre foi assim. 
Na foto, ele recebe uma bênção do Papa Bento XVI.

O homem não pode diminuir a glória de Deus, recusando-se a adorá-Lo, assim como um louco não pode apagar o sol rabiscando a palavra escuridão na parede da sua cela.
A verdade porém, é que há pessoas que conseguem chamar a atenção de jornalistas, cientistas e são referência para uma manda de gente!
As mais recentes declarações do professor Hawking dão conta que a criação do Universo dispensaria Deus, bastando-lhe as quatro forças presentes na grande explosão ou big bang. 

Mas ai esta o problema. Para fazer uma grão de areia explodir e gerar triliões de estrelas, a Terra, o sol, a lua e tudo quanto existe, as quatro forças teriam que preexistir ao universo. Dito de outro modo, teriam essas forças que vir do nada. Mas do nada nada vem! Portanto, a teoria do Big Bang depende de um milagre. Depende de existirem quatro forças antes de qualquer força existir

Einstein cria profundamente em Deus. Admirava o filósofo Spinoza, a quem creditava ter compreendido Deus. Não aceitava a física quântica, fundada em cálculos probabilísticos: Deus não joga dados! - disse a um físico quântico. Pare de dizer a Deus o que ele deve fazer - ouviu como resposta. Esse debate o criador da Teoria da Relatividade perdeu, pois a física quântica hoje é, sem dúvida nenhuma, o ramo de maior credibilidade da Física. E no entanto, desde Max Plank, os físicos sabem que a física dos quanta funciona, como funciona, porem permanece um mistério insondável a realidade dessas partículas.

Se assim sucede com o microcosmo, quanto mais dificuldade há em compreender a causa de todas as causas. Newton e Leibniz, ambos génios de primeira grandeza, matemáticos que descobriram o cálculo diferencial ao mesmo tempo, não compreendiam a ciência sem Deus. Isaac Newton ficava perplexo com a harmonia da obra do relojoeiro universal. Quanto ao professor Hawking, ele mesmo já é fruto de um milagre, pois vive há mais de 50 anos com a esclerose lateral amiotrófica, uma moléstia que leva a morte os portadores num período de três a cinco anos após o diagnóstico.
Se eu pudesse falar com o professor Hawking, diria isto: “A maior tentação provinda do inferno é a de viver sem Criador”

José Carlos Costa, Pastor

sábado, 20 de setembro de 2014

Sofre de Hipocondria?

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” Filipenses 4:6
A hipocondria, do grego hypo- (a baixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem a crença infundada de que padece de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até às vezes, à descrença nos diagnósticos médicos. Muitas vezes encarada como algo engraçado, a patologia é séria e prejudica a vida de pacientes e parentes. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocondria

Já teve um amigo ou dois que sofressem de hipocondria? Se sim, então sabe que não há  nada que não esteja quase a matá-las. São dominados por um medo patológico. Se sentem algumas pontadas ou picadas, pensam que têm uma doença fatal. Para eles, uma dor momentânea, que a maioria de nós considera ser apenas uma coisita irritante, pode elevar-se ao nível de um grave susto cancerígeno. Por causa de um tique intermitente nalgum músculo da mão, eles logo suspeitam ser a doença de Parkinson ou esclerose múltipla. Uma tossezinha? Oh, isso é capaz de ser um cancro de pulmão ou

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ted Wilson abre conferência mundial sobre Bíblia e ciência


O verdadeiro adventista é criacionista
O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Ted Wilson, afirmou vigorosamente, na abertura da conferência de educadores em Utah, EUA, na sexta-feira, que a vida existe na Terra há apenas alguns milhares de anos, e não há milhões de anos, e disse também que os professores que acreditam de outra forma não devem trabalhar em escolas operadas pela Igreja nem se considerar adventistas. [...] O local [da conferência, St. George, Utah] foi escolhido por seu fácil acesso a três sítios geológicos que os 350 participantes vão explorar entre as sessões de palestras sobre arqueologia, geologia, paleontologia e biologia. “Como professores nos campi adventistas do sétimo dia, faculdades e universidades e líderes na Igreja de Deus [devemos defender] com firmeza uma criação literal recente e absolutamente rejeitar a teoria evolucionista teísta”, disse Wilson, em seu discurso de abertura. “Peço a vocês para serem campeões da criação com base no relato bíblico e reforçada de forma tão explícita pelo Espírito de Profecia.”

Ele apontou para passagens da Bíblia, como Gênesis 1 e 2, Salmo 33:6 e 9 e os escritos da cofundadora da Igreja Adventista Ellen G. White como base para rejeitar o ensino popular de que cada dia da semana da criação bíblica poderia ter durado milhões de anos, tornando o mundo muito mais velho do que os seis mil e poucos anos que os criacionistas acreditam terem se passado desde que a Terra foi formada.

O ensinamento popular, que mistura a história bíblica com a teoria da evolução de Darwin, tem surgido em algumas escolas adventistas nos últimos anos, o que levou, em parte, à decisão da Igreja Adventista de começar a organizar conferências bíblicas e científicas a partir de 2002.

Em seu discurso, Wilson citou o livro Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, de Ellen White: “Quando o Senhor declara que fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, quer dizer o dia de vinte e quatro horas, que Ele assinalou pelo nascer e o pôr do sol” (p. 136). “Poderia ser mais claro?”, perguntou Wilson.

Ele disse que o próprio nome “adventista do sétimo dia” aponta para uma criação literal em seis dias, porque faria pouco sentido comemorar um sábado no sétimo dia, se o sábado original tivesse durado anos em vez de 24 horas. “Se a pessoa não aceitar o entendimento da criação recente em seis dias, então ela realmente não é adventista do sétimo dia, e o sábado do sétimo dia se tornaria absolutamente sem sentido, e outras de nossas doutrinas baseadas na Bíblia e centralizadas em Cristo e em Sua voz autoritativa também ficariam sem sentido”, disse.

[...] Ele disse que os educadores devem apoiar o criacionismo de coração ou tomar a “atitude honrosa” de renunciar. “[Esse assunto é] muito importante para a missão final de Deus”, disse ele.

Ed Zinke, um teólogo adventista, empresário e co-organizador da conferência, explicou em uma entrevista que as implicações da má interpretação da Bíblia poderiam ser profundas e prejudicar seriamente a relação da pessoa com Deus. “A compreensão bíblica de Deus torna possível para nós ter um relacionamento mais íntimo com Ele do que se tivermos um falso conceito de Deus”, disse Zinke.

[...] Embora a conferência em Utah esteja enraizada na Bíblia, é também sobre ciência e incluirá apresentações sobre fósseis, formações rochosas e achados arqueológicos recentes. [...]

Os participantes da conferência, entre os quais representantes de escolas adventistas ao redor do mundo, bem como líderes da igreja, cientistas e alguns estudantes de doutorado, farão três viagens de campo para conferir de perto evidências que apoiam a crença de que a Terra é relativamente jovem: Virgin River Gorge, um longo canyon localizado entre St. George, Utah e Littlefield, Arizona; o Grand Canyon, no Arizona; e o Zion National Park de Utah, que tem uma garganta de 15 milhas e até meia milha de profundidade, em alguns pontos.

Arthur V. Chadwick, geólogo e professor da Universidade Adventista do Sudoeste, disse que os cientistas têm que confiar na fé, não importa se apoiam a criação ou a evolução. “À medida que avaliamos os dados, vemos coisas que são problemas para os criacionistas e vemos coisas que são problemas para os evolucionistas”, disse ele por telefone, antes da conferência. [...]

Chadwick dedicou toda a sua carreira à busca de evidência científica que suporte o criacionismo, e já publicou mais de 50 artigos em revistas populares. Ele vai apresentar na conferência algumas das suas mais recentes descobertas.
 
O canyon Virgin River Gorge será visitado pelos participantes
Zinke, o co-organizador, disse que espera que os educadores conheçam na conferência a mais recente pesquisa científica que sustenta o ponto de vista da Terra jovem e que usem isso para reforçar sua própria fé e a de seus alunos.

“Esperamos enriquecer os professores para que eles estejam bem informados em sala de aula, e que entendam a importância de retratar uma cosmovisão bíblica aos seus alunos, ajudando-os a compreender como isso afeta várias disciplinas, incluindo a ciência, e como ela afeta sua vida pessoal e seu compromisso com Deus”, disse ele.


Nota: Instituições adventistas brasileiras, como colégios, a Novo Tempo e a Casa Publicadora Brasileira, também enviaram representantes para esse encontro mundial sobre ciência e religião, que está sendo realizado em Utah. Aguardemos o retorno deles com novas ideias e motivação para que a igreja e a educação adventista em nosso país continuem levando avante a bandeira criacionista. [MB]

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

PROCURAR O SENHOR

"Disponde, pois, agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes ao SENHOR vosso Deus; e levantai-vos, e edificai o santuário do SENHOR Deus, para que a arca da aliança do SENHOR, e os vasos sagrados de Deus se tragam a esta casa, que se há de edificar ao nome do SENHOR.” (I Crónicas 22: 19)
Cão de Santo Humberto[Nota] (em francês: Chien de St. Humbert) é uma raça canina oriunda da Inglaterra e da Bélgica. Cuidados no convento de Santo Humberto, possuem sua origem e seu reconhecimento como farejadores remotos. Todavia, seu nascimento é ainda fruto de debate: uns concordam que sua criação deu-se após o contato de sabujos com os molossos pardos e pretos; enquanto outros propõem uma origem continental, na qual, através de cruzamentos seletivos realizados no convento geraram duas raças de sabujo distintas, sendo o bloodhund o preferido dos caçadores ingleses. Essas duas raças receberam da Federação Internacional de Cinofilia o mesmo standard, tendo classificado como local de nascimento a Bélgica, embora os exemplares ingleses estejam em maior número. Como raça única, estes cães receberam o nome de Chien de St. Humbert. Levados aos Estados Unidos, sua criação foi qualificada como extremamente satisfatória.
Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A3o_de_Santo_Humberto
Os Cães-de-Santo-Humberto têm uma forte reputação de serem excelentes farejadores. Quer dizer, conseguem apanhar e seguir o cheiro de uma pessoa em particular dias depois de o indivíduo ter passado pela área. Embora todos os cães possuam a capacidade de detetar cheiros incrivelmente bem, estes têm, de longe, o melhor nariz entre todos. São cães grandes, que pesam até 69kg, mas são, também muito meigos – não são agressivos nem magoarão ninguém. Na realidade, quando um cão-de-santo-humberto está a perseguir um criminoso, tanto o cão com o seu tratador têm de ser protegidos por agentes da polícia, pois o cão não atacará nem protegerá o seu tratador. O cão-de-santo-humberto é um animal que gosta de seguir rastos.
Quando li a história de Yogi, fiquei espantado, Yogi, que é um cão-de-santo-humberto, conseguiu seguir o rasto de Alie, que estava desaparecida, três dias depois do rapto. Centenas de amigos, vizinhos e polícias tinham andado à procura dela pela vizinhança, sem êxito. Alie tinha, simplesmente, desaparecido. E embora a cena do crime estivesse totalmente contaminada pelas centenas de pessoas que a procuravam, Yogi apanhou, rapidamente, o rasto e correu estrada abaixo. Puxando a trela com força, Yogi levou o seu tratador para a autoestada, mais de 16 quilómetros, e depois para uma garganta. Nos dois dias seguintes, Yogi seguiu o rasto e encontrou a menina desaparecida. Quando li este relato, fiquei a saber que o cão-de-santo-humberto se concentra de tal modo em seguir o cheiro do rasto que não dá atenção a mais nada. Esquece-se da sua própria saúde e segurança.
A história teve duas lições importantes para mim. Primeiro, a capacidade de o cão se concentrar num cheiro em particular e de o seguir é extraordinária. Quando penso como, com o passar do tempo, o cheiro se dilui em fracções de uma parte por trilião e, no entanto, o cão é capaz de detetar e puxar e trela com força para o seguir. Isto tem mesmo de ter algo a ver com Deus. o aparelho físico e fisiológico para realizar tal proeza precisa de ser mais investigado, e nós devíamos, realmente, agradecer a Deus por dar a alguns dos nosso melhores amigos essa capacidade verdadeiramente espantosa. Leia a história e fique a saber das muitas e excelentes contribuições que Yogi fez à sociedade antes de morrer de velhice. Segundo, aprendi que eu preciso de ter a atitude que os cães-de-santo-humberto têm quando seguem um rasto. Estou certo de que a minha procura pelo meu Criador e Amigo é muito informal, ex.: quando tenho tempo livre durante os fins de semana – talvez. Ou talvez quando estou com algum problema grave.
Senhor, queres mesmo que eu dispense um tal esforço ao procurar-Te? Ajuda-me a preparar a minha mente para o fazer neste momento e todos os dias.

O Deus das Maravilhas
Dr. David A. Steen

Preparado por Pr. José Carlos Costa

Hinário Adventista 070 - Porque Ele Vive



DEUS NAO ESTA MORTO - Debate Final



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cientistas descobrem dinossauro sete vezes maior do que o T. rex

Ilustração de como seria o Dreadnoughtus
©Drexel University
Autor
Media 26 metros, pesava 60 toneladas e ainda estava em fase de crescimento quando morreu. Com este tamanho, o fóssil do dinossauro encontrado na Argentina "não teria medo de nada".

Num dos melhores locais para procurar vestígios de dinossauros, a Patagónia argentina, a universidade norte-americana de Drexel descobriu uma nova espécie de dinossauro com o esqueleto mais completo jamais encontrado. Batizaram-no de “Dreadnoughtus”, inspirados no inglês “dread nothing” (que nada teme).
“Dreadnoughtus” seria o equivalente a 10 elefantes, os maiores animais terrestres da atualidade e a descoberta está a correr o mundo. O mérito é da equipa liderada pelo paleontólogo Kenneth J. Lacovara, que descreveu o dinossauro em duas palavras: “incrivelmente gigante”.

Ao contrário de descobertas anteriores desta dimensão, em que são descobertos apenas fragmentos, neste caso os cientistas encontraram “mais de 70 por cento dos ossos, com exceção da cabeça”, explicam na página da Universidade. “Dreadnoughtus oferece uma janela sem precedentes sobre a anatomia e biomecânica dos maiores animais que já andaram na Terra”.

O esqueleto pode ser visto no vídeo que a universidade preparou para os curiosos:


O dinossauro pesaria tanto como uma dúzia de elefantes africanos, ou mais de sete T. rex, comparou Kenneth J. Lacovara. E nem sequer estaria no pico do seu desenvolvimento. “É de longe o melhor exemplo que temos de qualquer uma das criaturas mais gigantes que já alguma vez pisaram o planeta”.

Pertencente ao grupo dos titanossauros, era herbívoro e viveu entre 66 e 84 milhões atrás. Outra das certezas do paleontólogo é a de que, com aquele tamanho, “não teria medo de nada”. Exceto, talvez, da falta de comida. Para se chegar ao tamanho do “Dreadnoughtus”, um dinossauro teria de comer quantidades massivas de plantas. “Imaginem uma vida inteira de obsessão por comida”, comentou o investigador.

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Kenneth Lacovara, o investigador que descobriu o esqueleto do Dreadnoughtus na Patagónia. ©Drexel University

Em maio deste ano, e também na Argentina, foi descoberto o fóssil do dinossauro que os cientistas acreditam ser a maior criatura que já andou sobre a Terra: teria 40 metros de comprimento, 20 metros de altura e pesaria 77 toneladas.

Comentário Pessoal: Gostei imenso deste artigo. Essa a razão de o postar. Gostei, gostei e gostei!
Estes homens sábios fartam-se de estudar! E é bom poder desfrutar de uma descoberta destas. Oh como deve ser bom! 
Precisamos de saber estas coisas, claro seria muito chato se estes dinossauros existissem hoje! Imaginem só que eles andassem por aí nos nossos dias! Os elefantes já destruíram metade da floresta em África e os macacos destruíram mais de metade da Floresta Amazónica! Agora,

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

JESUS Habitou entre NÓS

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1: 14)
Como foi que a Divindade Se tornou humana, de carne e sangue, para que pudesse viver entre nós como um ser humano e, no entanto, mostrar-nos a glória do Pai? É um milagre tão imenso que tenho dificuldade em pensar sobre o assunto. Mas aqui está o que eu sei com certeza. Sem dúvida nenhuma, Ele é divino, porque:
·         Só Deus podia subjugar e enternecer o meu coração duro, teimoso, cheio de orgulho e egoísmo;
·         Só Deus podia quebrar as cadeias da minha escravidão do pecado;
·         Só Deus podia levantar-me da confusão dos meus pecados e dar-me clareza;
·         Só Deus podia continuar a atrair-me com amor, embora eu lute para me distanciar d´Ele;
·         Só Deus podia transformar a minha grande dor e profunda tristeza em riso;
·         Só Deus podia entrar no meu coração desolado e trazer-me alegria indescritível;
·         Só Deus podia ser responsável pela magnificência criado no Universo;
·         Só Deus podia cumprir todas as promessas que fez;
·         Só Deus podia satisfazer a profunda forme da minha alma com o banquete da Sua graça;
·         Só Deus podia ser um bom amigo, um irmão e um companheiro constantes para mim;
·         Só Deus podia ser um marido amoroso do me solitário coração – nenhum cônjuge poderia ser tão fiel;
·         Só Deus podia ser um amoroso e terno Salvador para este miserável pecador;
·         Só Deus podia confortar com suavidade este coração de luto;
·         Só Deus podia rodear a minha pobreza opressora com a sua extravagante riqueza;
·         Só Deus podia curar a minha doença febril com saúde vibrante;
·         Só Deus podia iluminar a escuridão opressiva com a Sua brilhante luz;
·         Só Deus podia entrar no caos da minha vida e dar-lhe ordem e beleza;
·         Só Deus podia estar livre de retribuição e cólera em face da minha perpétua desobediência;
·         Só Deus podia ser tão cheio de graça durante toda a minha vida em que rejeitei o seu amor.

Glória a Deus nas alturas. Grandes coisas Ele tem feito.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TREINO DE VOO

"Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas te ensinará; e às aves dos céus, e elas te farão saber;" (Job 12 : 7)
O fato de observar aves que voam, sem esforço, pelos ares faz-me desejar subir com asas como a água (Is. 40:31). Aparentemente, não sou o único, nem o primeiro com esse desejo. O primeiro voo, bem-sucedido, feito pelo homem, foi em balões de ar quente (1783). Mas as monstruosas máquinas mais leves do que o ar, certamente não voavam. Cerca de uma dúzia de anos mais tarde, Sir George Cayley estudou as aves cuidadosamente e descobriu quatro importantes forças aerodinâmicas do voo: peso, voo, impulso e resistência. Ele determinou que, nas aves, a força do batimento nas asas é suficiente para carregar o seu peso e ultrapassar a resistência, permitindo o impulso e o voo. Desde bem antes do tempo de Cayley, até ao dia de hoje, os inventores têm desenhado e testado tipos de dispositivos de bater asas chamados “ornitóptero”, tentando conseguir um voo movido por força humana que imite as aves. A razão pela qual não vemos ornitópteros a serem usados é que nós, seres humanos, tempos demasiado peso mas força insuficiente para desenvolver o voo e o impulso enquanto as aves têm uma relação força/peso favorável.
Otto Lilienthal é chamado o primeiro verdadeiro aviador porque ele conseguiu, realmente, lançar-se no ar, “voou” e aterrou com suficiente segurança para contar como foi – várias vezes. A sua vida foi dedicada a estudar cuidadosamente o voo das aves para tentar compreender quais eram os segredos da sua estrutura. Depois de despenhar três ornitópteros, ele voltou-se para os planadores. Começando nos primeiros anos de 1890, Lilienthal construiu 18 planadores (muito semelhantes à asa-delta de hoje) e muitos monoplanos e biplanos. Foi num desses planadores primitivos que ele fez o seu primeiro voo bem-sucedido. Depois, a 9 de agosto de 1896, o seu planador perdeu impulso e despenhou-se de uma altura de mais de 15 metros. Ele morreu no dia seguinte.
Os irmãos Wright, que deram a Lilienthal o crédito da inspiração ou da compreensão de como voar, continuaram o seu estudo de voo das aves, fizeram experiências com planadores, fizeram testes em túneis de vento, e empregaram o seu conhecimento de engenharia para construir a primeira máquina de voo bem-sucedida. A 17 de dezembro de 1903, os seus foram os primeiros voos movidos por força humana – quatro, cada um de menos de 60 segundos. O conhecimento das aves foi muito importante para se chegar a este ponto inicial. Quando reservamos tempo para estudar e escutar, as aves não nos ensinam apenas como voar, as dão-nos a conhecer o génio do seu Programador.

Deus dos céus, Senhor do Espaço intergaláctico, que outras lições gostarias de nos ensinar? Haverá lições que temos de aprender antes de podermos viajar com segurança de uma galáxia para outra?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

TÉCNICA ASSÉPTICA

"E qualquer que a tocar será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo.” (Levítico 15: 27)
É necessário grande conhecimento e prática para que uma pessoa consiga fazer, com sucesso, uma tarefa num campo esterilizado sem que, acidentalmente, introduza contaminação. Trabalhar assepticamente é uma capacidade que eu ensino aos alunos quando fazerem experiências com batérias e ou quando se fazem culturas de tecidos animais ou vegetais. Em qualquer sala de cirurgia, a técnica asséptica é vital para prevenir a contaminação e uma potencial infecção a seguir à cirurgia.
É que, como sabe, a bactéria, os esporos de fungos, os vírus, e outros contaminantes em potencial estão emboscados em todo o lado à nossa volta, na nossa pele, e até dentro de nós. As novas descobertas sobre bactérias sugerem que casa um de nós e o número total de pessoas que já alguma vez viveram no mundo. Felizmente, contudo, Deus deu-nos várias linhas de defesa que mantém as bactérias “em sentido”.
“Esterilizado” ou “asséptico” são palavras que significam, simplesmente, a ausência de vida numa superfície ou no campo operatório. A presença de bactéria chama-se septicemia. Com a septicemia, as bactérias estão presentes, a crescer rapidamente, a proliferar, a segregar toxinas, a causar destruição e, eventualmente, pus e putrefacção. Os estudantes descobrem rapidamente que não existe algo como quase esterilizado ou quase asséptico. A esterilização não é um assunto de grau. É, antes, uma situação de tudo ou nada. Todos os meus alunos também têm de aprender a estar hiperconscientes de todos os movimentos. Têm de saber sempre o que é sujo (séptico) e o que é limpo (asséptico) e nunca deixarem que os dois se toquem. Esta lei rígida de não deixar o sujo tocar o limpo tem de ser cumprida, porque sempre que o sujo toca o limpo, o limpo torna-se sujo. No laboratório de cultura de tecidos ou numa mesa de operações, quando o limpo toca o sujo, o sujo nunca se torna limpo – é o limpo que quase sempre se torna sujo.
A minha exceção favorita a esta regra é a história que Lucas conta perto do fim do capítulo 8. A mulher que avançava com dificuldade, por entre a multidão, estava ritualmente impura devido a hemorragia constante que há anos a atormentava, sair de si, a pessoa estava impura. Não podia tocar em ninguém, porque o tornaria impuro, também. Consegue imaginar o seu isolamento, a sua solidão, a falta de um toque humano? A mulher quebrou a lei ao tocar na orla das vestes de Jesus. E nesta bela história de fé, a pureza de Jesus limpou instantaneamente a mulher. Aconteceu a exceção. O sujo tocou o limpo e tornou-se limpo também. Como anseio que isso me aconteça a mim!

Jesus, preciso do Teu toque de purificação. Purifica o meu coração neste momento.
O DEUS das Maravilhas - Dr. David A. Steen

quinta-feira, 24 de julho de 2014

…AINDA É DEUS QUEM GOVERNA

"…Pois Deus reina sobre toda a terra, cantai louvores com inteligência, Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Salmos 47:7, 8)
Afinal quem, ou o quê, está aqui no controlo? Um terrível acidente deixa uma pessoa ensanguentada à beira da estrada. A perda de sangue é significativa. Os tecidos do corpo não estão a receber oxigénio suficiente. Nas células, as mitocôndrias não conseguem produzir ATP suficiente para sustentar a vida. Elas compensam isso mondando para  a respiração anaeróbica, que fazia subir o ácido láctico, resultando na queda do pH no sangue. O baixo oxigénio no sangue faz com que a as membranas das células fiquem mal ventiladas. Fluidos extra celulares entram nas células. Os importantes centros que regulam os neurónios e os químicos procuram ganhar o controlo da situação. A respiração torna-se mais rápida para livrar o corpo do dióxido de carbono numa tentativa para elevar o pH no sangue. Os sensores de pressão nas carótidas respondem à baixa pressão sanguínea, promovendo a libertação de adrenalina e norepinefrina. A adrenalina apressa o ritmo cardíaco. A norepinefrina aperta as vias sanguíneas – medidas que, normalmente, fazem subir a pressão sanguínea. Os níveis de hormona antidiurética no sangue aumentam para permitir que os rins retenham água na circulação sanguínea e também para desviar sangue dos órgãos não críticos e manter o sangue a fluir para o coração, os pulmões e o cérebro. Durante este tempo crítico, o controlo á absolutamente importante. Se a ambulância chegar suficientemente depressa, a vítima poderá viver.
Enquanto a vítima está ali deitada a sangrar, esperando por ajuda, os próprios mecanismos de controlo começaram a falhar por falta de sangue nos tecidos. Os iões de sódio fluirão para as células enquanto os iões de potássio se escapam para fora, exactamente o oposto do que deveriam fazer. O pH do sangue continua a descer, os pequenos esfíncteres em cada capilar perdem a sua força para que o sangue pare de fluir através deles, e o fluido e as proteínas começam a vazar, fazendo com que o sangue se torne mais espesso e reduza ainda mais a pesagem pelos capilares. Como os mecanismos de controlo falaram, a morte da vítima é iminente. Está alguém ou alguma coisa ao controlo? Se perceber de medicina, reconhecerá o que está a acontecer. O fenómeno chama-se choque hipovolémico ou simplesmente choque. Aproxima-se o ponde de não regresso, quando, mesmo que a ambulância chegue, é demasiado tarde. Já houve demasiado dano.
Os sistemas biológicos requerem sistemas de controlo delicados. Quando estes falham, acontece a morte. Agora, vamos imaginar os sistemas de controlo que são necessários para manter o Universo a funcionar bem. Felizmente, o Projetista e Criador de todos os grandes sistemas está no controlo. Deus ainda governa. Recorde-se do espanto dos discípulos: “Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?” (Lucas 8:25)
Governador deste vasto domínio, toma a minha vida e que ela possa se consagrada a Ti, Senhor.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

HÁ DOR POR TODO O LADO, SOFRIMENTO E DISCÓRDIA

"Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Eclesiastes 12 : 14)
Uma das lições mais duras que tive de aprender é que a vida, pura e simplesmente, não é justa. Coisas más acontecem a pessoas boas. Coisas boas acontecem a pessoas más. E coisas horríveis, inexplicavelmente, abatem-se sobre as crianças mais pequenas, mais fracas, e mais inocentes. E o que fizeram elas para merecer isso? Não é justo!
Especialmente quando dirigidos a bebés e crianças muito pequenas, matar, abuso sexual, abuso físico, abuso emocional e negligência são a prova mais forte de que o mal existe no nosso Planeta. Que maior demonstração poderia haver de que Satanás odeia o que Deus ama e está a usar todos os meios possíveis para matar, estropiar e marcar emocionalmente para toda a vida, perpetuando a dor e destruição geração após geração? O meu coração de pai enche-se de justa indignação e grita: Chega! Para!
Conheci pessoas trabalhadoras, bondosas, honestas, tementes a Deus, que viverem durante décadas numa comunidade. Servindo desinteressadamente os outros, dão do seu tempo e recursos para construir a comunidade. Depois, acontece o desastre. Cheias, um tornado, talvez um deslizamento de terras. Ao princípio sentem-se abençoadas por terem sobrevivido e louvam o Senhor por ter tomado conta delas. Mas estão agora sem nada e tiveram de começar do zero. Isto é justo?
Conheci muitas famílias que perderam bebés, crianças, mães, pais, que sucumbiram à devastação do cancro. Demasiado jovem para morrer. No vigor da vida. Apagados! Que injusto!
Conheci demasiados trabalhadores dedicados, em instituições, firmas e outras organizações que foram despedidos por chefes demasiado controladores, inseguros e incompetentes. Todas as razões das queixas foram cuidadosamente consideradas para evitar uma falha da justiça – mas sem sucesso. Essas pessoas perderam o seu trabalho, a sua dignidade, o seu valor próprio e a sua pensão. Ocasionalmente, esses chefes são promovidos, mostrando que coisas boas também acontecem a pessoas más. A vida é justa.
O meu ri com satisfação. Há dor por todo o lado, sofrimento e discórdia. Mas, no fim, o julgamento. Os campos de batalha serão nivelados. Todas as acções serão julgas – com justiça.

Que grande dia para a justiça será esse, Senhor. Recorda-me, uma vez mais, para não me vingar daqueles que me maltratam. Abençoado sejas, meu justo e reto Juiz.

domingo, 13 de julho de 2014

Há milagres HOJE?

Sua pergunta: “Por que não existem milagres visíveis hoje em dia que gritem — sem a menor sombra de dúvida — ao mundo: ‘Existe um Deus!’?”

Nossa resposta: Muitos de nós queremos razões fortes, e até mesmo mais do que suficientes para acreditar em Deus. Algumas pessoas crêem na existência de Deus por fortes razões factuais e filosóficas. Outras crêem em Deus por causa de orações respondidas, direção que Ele tem dado às suas vidas, ou por causa de como Deus transformou as suas vidas.

Mas por que Deus apenas não se manifesta de uma maneira vocifera e faz com que as pessoas TENHAM que acreditar que Ele existe? Uma boa resposta é apresentada por Philip Yancey no seu livro, O Jesus que eu nunca conheci (particularmente pp. 74-80).

Yancey aponta que Deus nos deu a liberdade de acreditar n´Ele ou não. Ele completa, “Minha fé sofre de muita liberdade e tantas tentações para desacreditar. De vez em quando eu quero um Deus que me supra, que supere as minhas dúvidas com certezas, que me dê provas verdadeiras de Sua existência e Sua preocupação para comigo. Eu quero um Deus sem ambiguidades, Aquele a quem eu possa indicar para o bem de meus amigos.” Mas aí Ele diz, “Quanto mais eu conheço Jesus, mais eu fico impressionado com o que [Dostoevsky] chama do milagre da restrição.”

Jesus poderia ter feito maravilhosas performances, milagres espetaculares que fariam com que as pessoas acreditassem n´Ele. Ele poderia curar cidades inteiras com uma simples declaração em massa. Ele poderia instantaneamente assombrar todo o Israel. Ele podia com um só grito espantar o exército romano. Ele poderia ter feito uma série de milagres onde as pessoas seriam forçadas a acreditar n´Ele. Mas Deus sempre sustenta a ideia de livre arbítrio com a qual Ele nos criou.

Yancey afirma, “Mais maravilhoso é a sua recusa em fazer performances e impressionar. A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que Ele nos concede o poder de viver como se Ele não existisse, cuspir na sua face, crucificá-Lo. Acredito que Deus insiste em tal restrição porque nenhum show pirotécnico de omnipotência alcançaria a resposta que Ele deseja. Apesar de que o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode levar a uma resposta de amor, que é a única coisa que Deus quer de nós e a razão pela qual Ele nos criou”.

Se Deus realmente revelasse o Seu poder de uma maneira extravagante, Ele poderia nos forçar a acreditar n´Ele. Ele poderia facilmente nos forçar a obedecer ao Seu incomensurável poder. Ele poderia ordenar o que quisesse. Mas o que Deus quer é que nós o reconheçamos como nosso Pai, Amigo, Consolador, Conselheiro, Senhor – espontaneamente, não sob pressão.

Ele tem-nos dado muito mais que razões amplas para acreditar n´Ele (veja “Mais Que Uma Fé Cega”). Mas Ele não nos força a conhecê-Lo. Mesmo que Jesus diga, “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei…” (Apocalipse 3:20). Ele só entra na nossa vida com a nossa permissão. E se nós sinceramente quisermos descobrir se Ele está lá e como Ele é, Ele permitirá que nós O encontremos e O conheçamos.

Glória, Louvor e Aleluia sem cessar!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O CASO DOS OVOS FALSOS

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20
Esta história é complexa, por isso tem de se concentrar. Existem, em todo o mundo, cerca de 500 espécies diferentes de plantas de maracujá. Algumas crescem como se fossem ervas, outras são arbustos, mas a maioria são trepadeiras com grandes com grandes flores muito bonitas de onde cresce um fruto do qual se faz um sumo tropical muito agradável. As folhas das trepadeiras de maracujá produzem variadíssimas, interessantes e complexos químicos como favonoides, alcalóides, flavonas e até mesmo alguns glicosídeos venenosos. Aparentemente, o veneno mortal protege as folhas de serem comidas por insectos herbívoros. Mas, algumas espécies de larvas de borboletas longiwing (Heliconius) conseguem ultrapassar a defesa da planta neutralizando o veneno – ou talvez o possam armazenar para sua própria protecção.
Agora é que o enredo se adensa, portanto preste atenção. Não só os adultos da borboleta longwing evitam o veneno das folhas tóxicas, como os adultos põem os seus ovos (num invólucro com pezinhos) nas folhas das trepadeiras. Mas, além de comerem as folhas, as larvas das borboletas são canibalescas. As primeiras a
sair dos ovos tentam comer os ovos que estão por eclodir. E é aqui que a trepadeira de maracujá entra na luta. A trepadeira de maracujá tem um código genético que produz pequenos invólucros que servem de isco (ovos falsos) nas suas folhas. As borboletas longwing passam por alto as folhas que parecem já ter sido povoadas com invólucros de ovos. Mais ainda, os ovos falsos são, na realidade, glândulas da planta que segregam um químico que atrai as vespas que comem larvas de longwing. Como pode ver, a planta tem duas linhas de defesa contra aquilo que a incomoda: recrutar as vespas para matarem o que come as suas folhas e enganar as borboletas fazendo-as pensar que o território já está ocupado.

Isto parece complicado, não acha? Será que o grande enganador está envolvido nisto, de alguma maneira? Talvez. O que eu sei, realmente, é que quero que a minha vida seja autêntica e transparente. Não quero enganar ninguém.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A Verdade é uma Pessoa

Imagens, imagens, imagens. Vemo-las em toda a parte. Vemo-las em todas as formas. Outrora eram esculpidas em pedra. Mas hoje, a tecnologia nos dá diferentes aparelhos para criá-las e dar-lhes vida. Movem, falam, gritam, voam, comem, cantam e se alegram. As indústrias cinematográfica, de televisão e de computação prosperam pela nossa obsessão por imagens.
Mas, talvez, o fato mais surpreendente na história de imagens é que podemos finalmente interagir com elas de modo nunca dantes imaginados. Ainda recentemente, o presidente Barack Obama interagiu com um robô no Japão. Podemos criá-las, modificá-las, comunicar com elas e destruí-las. As imagens modernas são tão próximas do real que nos referimos a elas como “realidade virtual”.
Assim parece mais fácil para seres humanos lidarem com imagens do que com a realidade mesma. Mas se nos movemos para o plano cósmico, a questão fundamental é de imagem versus realidade, falsidade versus verdade. No pensamento adventista do sétimo dia, o grande conflito cósmico é sobre a natureza da realidade última. Seres inteligentes através do universo são confrontados com a imagem de Deus concebida na mente de uma criatura rebelde. Portanto, a questão mais importante no nível cósmico tem que ver com a verdade. Para uma resposta, nos volvemos a Jesus. Ele deu uma definição da verdade inteiramente diferente, nunca dantes feita neste planeta: “Eu sou...a verdade”, João 14:6, disse Ele. Esta pretensão chocante leva a algumas afirmações sobre a verdade.

1. A Verdade é transcendental
A realidade última é achada fora do universo e não dentro de sua unidade estrutural e funcional. Isto não quer dizer que não podemos apreender alguns elementos da verdade através do uso de nossas faculdades racionais. Podemos obter algum conhecimento. Contudo, conhecimento não é algo que criamos mas algo que descobrimos. Esse conhecimento é fragmentado. A fim de que seja realmente significativo, tem de ser posto dentro de um sistema de coordenadas maior, provido pela verdade última.
Essa perspectiva nos é inacessível porque requer que transcendamos o universo. Isso é simplesmente impossível. Mas a verdade desceu até nós, entrou em nosso mundo na forma de uma pessoa, e disse: “Eu sou...a verdade”. Sou o único capaz de integrar tudo dentro de um todo significativo; porque “por Mim todas as coisas foram criadas, no céu e na Terra, visíveis e invisíveis. Sou antes de todas as coisas, e em Mim tudo subsiste” (ver Colossenses 1:16,17).
Esta afirmação de Jesus era um golpe penetrante ao que os gregos chamavam de autárkeia ou suficiência própria. Eles criam que a verdade era a manifestação da eterna, imóvel e imutável essência das coisas e que os homens podiam descobri-la mediante análise racional. A verdade última era localizada no mundo imaterial de ideias, que era formado por abstrações racionais da mente humana. Em oposição a isto, Jesus proclamou que a verdade está além do alcance da mente humana por si só; é uma revelação.
Dizendo: “Eu sou...a verdade”, Jesus rejeitou qualquer tentativa de definir a origem, a natureza e o destino da raça humana de uma perspectiva natural.
Ademais, Ele Se arrogava a verdade absoluta. Ele não disse: “Sou uma dimensão da verdade, um aspeto da verdade, um elemento da verdade”. Aquele que falou era o Eterno “Eu sou”, Deus em forma humana. NEle todo conhecimento encontra seu centro e significado.
A Bíblia afirma que a verdade ou sabedoria só pode ser obtida se a pessoa está disposta a reconhecer que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Provérbios 1:7. A Bíblia rejeita autárkeia como um caminho à verdade. À pessoa imatura tentada a ser autónoma, vem o conselho: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5). Isto é realmente difícil para a pessoa auto-suficiente.

2. A Verdade é uma Pessoa
Dizer que a verdade final está localizada além da esfera da ação humana, é afirmar algo que não é popular ou facilmente aceito. A natureza transcendental da verdade põe limite a nosso orgulho e tende a nos deixar incomodados. Mas talvez ainda mais perturbadora à lógica humana é a afirmação de Jesus de que nEle reside a verdade — a verdade é uma Pessoa.
A filosofia busca a verdade em termos de abstrações, identificando a essência atrás do que experimentamos pelos sentidos. Mas Jesus contradiz tais noções dizendo que a verdade não é uma coleção de conceitos abstratos ou universais que podemos usar para integrar os fenômenos que observamos. Ele sugere que tudo que veio à existência foi o resultado da atividade da Pessoa da qual todas as outras pessoas derivam sua personalidade. O que mantém o universo coerente é uma Pessoa — não uma lei, não um princípio, não uma simples força.
A verdade como uma Pessoa significa que a verdade é racional e inteligível. Sua apreensão não requer rejeição das faculdades racionais. Ao contrário, através de nossa racionalidade podemos ter contato com a verdade. Isto é possível porque Jesus Se colocou à nossa disposição. Portanto, precisamos desenvolver nossas capacidades racionais ao máximo e fazê-lo dentro da esfera da verdade provida por Aquele que disse: “Eu sou a verdade”.
A verdade como uma Pessoa também significa que o universo não funciona de uma maneira mecânica, controlado por leis impessoais. Sim, há leis que governam todos os fenómenos, visíveis e invisíveis. Mas essas leis são a expressão da vontade e poder da Pessoa que é a verdade, que mantém o universo coerente. “Só Tu és Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a Terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e Tu os preservas a todos”. Neemias 9:6. O verbo traduzido “preservar” pode também ser traduzido por “manter em vida”. A vida é preservada pela vida; vida inteligente é preservada pelo poder e a própria fonte de vida inteligente. A realidade última cuida daquilo que existe; somente pessoas cuidam.
Verdade como Pessoa revela a natureza da realidade última: Deus é a verdade. Esta verdade humilhou-Se a Si mesmo de modo misterioso e entrou em nosso mundo na forma de um ser humano (ver Filipenses 2:5-11). A realidade última não é mais exclusivamente transcendental porque Ele esteve e está entre nós. João diz que nós O vimos “cheio de graça e verdade”. João 1:14. Assim a verdade se expressa em humildade. Ele assume a forma do necessitado e do humilde, e embaraça nosso orgulho e suficiência própria.
A natureza da verdade foi revelada não só na encarnação, mas igualmente na cruz. A Verdade morreu a fim de preservar em vida os fenómenos, o mundo criado. Aquele que mantém o universo coerente morreu, e não obstante o universo não entrou em colapso e não morreu com Ele! Uma vez mais o inesperado aconteceu, e foi revelado que a verdade pode Se sacrificar pela criatura e continuar ao mesmo tempo a manter o universo coerente.
A verdade como Pessoa revela ademais a realidade sublime que no centro mesmo do Ser divino só podemos achar amor, amor desinteressado (ver I João 4:8). Na cruz a mentira foi desmascarada: a imagem de Deus e de Seu amor criada por Satanás foi claramente demonstrada falsa. A verdade conquistou a mentira de Satanás.

3. A Verdade deve ser apropriada
Quando Jesus disse: “Eu sou a verdade”:, Ele esperava uma resposta. Visto que Jesus é a verdade, devemos nos relacionar com Ele não em termos de objetividade científica, mas em termos de um relacionamento “Eu - Tu”. Compreendemos as pessoas sendo envolvidas em suas vidas, participando com elas na experiência de sermos vivos; mediante koinonia. Podemos ter comunhão com a Verdade porque ela é uma pessoa. NEle está localizada a origem, alvo e natureza de nossa existência e de todo mundo. É nEle que uma visão global correta deve ser achada, porque é Ele que deu coerência e significado ao universo.
O que é necessário é disposição de render a Ele nossa autárkeia. Isto é de fato liberdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32. Somos escravos do pecado que se manifesta em nossa pretensão à suficiência própria. A mentira consiste na crença de que podemos achar nosso caminho no universo, que podemos descobrir significado permanente para nossas vidas mediante pesquisa científica, tecnológica ou filosófica. Submissão à verdade nos liberta da estreiteza da suficiência própria e nos integra na comunhão d´Aquele que disse: “Eu sou a verdade”.
A verdade é apreendida não só mediante um encontro pessoal com o Senhor, mas também através de Sua Palavra. A verdade pode ser conceptualizada, codificada e encarnada em palavras. Deus usa linguagem humana apesar de suas limitações, como um veículo válido para a comunicação da verdade. Isto ocorre sob a revelação e inspiração de Deus. Portanto, Paulo diz: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. II Timóteo 3:16,17.
A verdade determina não só nossa compreensão da realidade e do mundo ao nosso redor, mas também o modo como vivemos. Toda compartimentalização da verdade em termos de ética e religião, ciência e fé, é uma rejeição do fato de que a verdade é uma Pessoa e de que é Ele que integra todo conhecimento numa só totalidade significativa. Devemos viver segundo a verdade (ver I João 1:6). Precisamos exibir a verdade tanto na conversação como na conduta.

Conclusão
A história do pensamento humano indica que somos por natureza pesquisadores. Sondamos a vastidão do universo, a profundidade dos oceanos. Procuramos também penetrar no microcosmo. Exploramos todos os domínios do conhecimento.

Contudo, nossa busca da verdade última findou. Sim, somos ainda desafiados a buscar uma compreensão mais profunda da verdade, a explorar suas formas ricas e complexas; mas a busca de sua essência findou. Findou porque Ele veio a nós e disse: “Eu sou a verdade”. Sua declaração põe limites à nossa suficiência própria, porque a verdade é transcendental, revelatória e pessoal. E podemos apreender aquela verdade mediante uma comunhão pessoal com Ele, e seguindo-O em obediência.