Pois também eu sou homem sob autoridades, e tenho soldados
às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e
ao meu criado: Faze isto, e ele faz. Mat. 8:9
Ensino, na Universidade, uma cadeira chamada Cultura de
Tecido. Os meus alunos e eu cultivamos toda a espécie de células, com condições
de crescimento perfeitas. É muito interessante observar as células, porque elas
movem-se e respondem às mudanças de condições que lhes proporcionamos.
A beleza e a complexidade do movimento e da actividade celular
espantam quem os estuda. Muitas células estão constantemente em movimento,
contorcendo-se, franzindo os seus rebordos, espremendo-se em novas regiões, ou
perseguindo bactérias. Que as células se movem, não é novidade, porque, mesmo
nos anos de 1600, Antonie van Leeuwenhoek escreveu no seu bloco de apontamentos
que viu movimentos “agradáveis e ligeiros” depois de ter olhado pelo seu
microscópio feito em casa. (Google “Cell Movement” e faça clic em “vídeo” para
ver algo fascinante.) Só recentemente, com várias novas ferramentas no nosso
laboratório, é que podemos, agora, começar a perceber como as células se
movimentam.
Dentro de uma célula vemos uma actividade frenética,
parecida com um local de construção onde um grande edifício está a ser
construído de um dia para o outro. Ou podemos compará-la com uma colmeia
zumbindo de actividade altamente coordenada. Ou é semelhante à azáfama de uma
cidade. Assemelha-se a tudo isto. Contudo, também não se parece com nenhum
deles, porque é tão incrivelmente pequena, a actividade tão inimaginavelmente
rápida, e o director de toda esta actividade, precisamente orquestrada, são
longos fios de moléculas de ADN. Sob a direcção do ADN, a célula constrói e
desmancha milhares de proteínas e move-se à sua volta para realizar as várias
funções de célula. E, devido à precisão e ordem dessas proteínas em movimento
nas células, nós temos vida e podemos pensar sobre a vida e adorar o Criador da
vida.
Quando a minha vida se torna caótica ou me parece morta e
sem vida, é porque eu não estou a escutar ou a seguir as instruções d´Aquele
que conhece os desejos do meu coração. Jesus “maravilhou-Se” com a fé do
centurião, porque compreendeu que as ordens eram para ser seguidas.
Senhor, enche o meu
coração de confiança enquanto sigo, hoje, as instruções da Tua voz meiga e
suave e movimento a minha vida na Tua direcção.
Dr. David A. Steen – O Deus das Maravilhas
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