quinta-feira, 31 de julho de 2014

TÉCNICA ASSÉPTICA

"E qualquer que a tocar será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo.” (Levítico 15: 27)
É necessário grande conhecimento e prática para que uma pessoa consiga fazer, com sucesso, uma tarefa num campo esterilizado sem que, acidentalmente, introduza contaminação. Trabalhar assepticamente é uma capacidade que eu ensino aos alunos quando fazerem experiências com batérias e ou quando se fazem culturas de tecidos animais ou vegetais. Em qualquer sala de cirurgia, a técnica asséptica é vital para prevenir a contaminação e uma potencial infecção a seguir à cirurgia.
É que, como sabe, a bactéria, os esporos de fungos, os vírus, e outros contaminantes em potencial estão emboscados em todo o lado à nossa volta, na nossa pele, e até dentro de nós. As novas descobertas sobre bactérias sugerem que casa um de nós e o número total de pessoas que já alguma vez viveram no mundo. Felizmente, contudo, Deus deu-nos várias linhas de defesa que mantém as bactérias “em sentido”.
“Esterilizado” ou “asséptico” são palavras que significam, simplesmente, a ausência de vida numa superfície ou no campo operatório. A presença de bactéria chama-se septicemia. Com a septicemia, as bactérias estão presentes, a crescer rapidamente, a proliferar, a segregar toxinas, a causar destruição e, eventualmente, pus e putrefacção. Os estudantes descobrem rapidamente que não existe algo como quase esterilizado ou quase asséptico. A esterilização não é um assunto de grau. É, antes, uma situação de tudo ou nada. Todos os meus alunos também têm de aprender a estar hiperconscientes de todos os movimentos. Têm de saber sempre o que é sujo (séptico) e o que é limpo (asséptico) e nunca deixarem que os dois se toquem. Esta lei rígida de não deixar o sujo tocar o limpo tem de ser cumprida, porque sempre que o sujo toca o limpo, o limpo torna-se sujo. No laboratório de cultura de tecidos ou numa mesa de operações, quando o limpo toca o sujo, o sujo nunca se torna limpo – é o limpo que quase sempre se torna sujo.
A minha exceção favorita a esta regra é a história que Lucas conta perto do fim do capítulo 8. A mulher que avançava com dificuldade, por entre a multidão, estava ritualmente impura devido a hemorragia constante que há anos a atormentava, sair de si, a pessoa estava impura. Não podia tocar em ninguém, porque o tornaria impuro, também. Consegue imaginar o seu isolamento, a sua solidão, a falta de um toque humano? A mulher quebrou a lei ao tocar na orla das vestes de Jesus. E nesta bela história de fé, a pureza de Jesus limpou instantaneamente a mulher. Aconteceu a exceção. O sujo tocou o limpo e tornou-se limpo também. Como anseio que isso me aconteça a mim!

Jesus, preciso do Teu toque de purificação. Purifica o meu coração neste momento.
O DEUS das Maravilhas - Dr. David A. Steen

quinta-feira, 24 de julho de 2014

…AINDA É DEUS QUEM GOVERNA

"…Pois Deus reina sobre toda a terra, cantai louvores com inteligência, Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Salmos 47:7, 8)
Afinal quem, ou o quê, está aqui no controlo? Um terrível acidente deixa uma pessoa ensanguentada à beira da estrada. A perda de sangue é significativa. Os tecidos do corpo não estão a receber oxigénio suficiente. Nas células, as mitocôndrias não conseguem produzir ATP suficiente para sustentar a vida. Elas compensam isso mondando para  a respiração anaeróbica, que fazia subir o ácido láctico, resultando na queda do pH no sangue. O baixo oxigénio no sangue faz com que a as membranas das células fiquem mal ventiladas. Fluidos extra celulares entram nas células. Os importantes centros que regulam os neurónios e os químicos procuram ganhar o controlo da situação. A respiração torna-se mais rápida para livrar o corpo do dióxido de carbono numa tentativa para elevar o pH no sangue. Os sensores de pressão nas carótidas respondem à baixa pressão sanguínea, promovendo a libertação de adrenalina e norepinefrina. A adrenalina apressa o ritmo cardíaco. A norepinefrina aperta as vias sanguíneas – medidas que, normalmente, fazem subir a pressão sanguínea. Os níveis de hormona antidiurética no sangue aumentam para permitir que os rins retenham água na circulação sanguínea e também para desviar sangue dos órgãos não críticos e manter o sangue a fluir para o coração, os pulmões e o cérebro. Durante este tempo crítico, o controlo á absolutamente importante. Se a ambulância chegar suficientemente depressa, a vítima poderá viver.
Enquanto a vítima está ali deitada a sangrar, esperando por ajuda, os próprios mecanismos de controlo começaram a falhar por falta de sangue nos tecidos. Os iões de sódio fluirão para as células enquanto os iões de potássio se escapam para fora, exactamente o oposto do que deveriam fazer. O pH do sangue continua a descer, os pequenos esfíncteres em cada capilar perdem a sua força para que o sangue pare de fluir através deles, e o fluido e as proteínas começam a vazar, fazendo com que o sangue se torne mais espesso e reduza ainda mais a pesagem pelos capilares. Como os mecanismos de controlo falaram, a morte da vítima é iminente. Está alguém ou alguma coisa ao controlo? Se perceber de medicina, reconhecerá o que está a acontecer. O fenómeno chama-se choque hipovolémico ou simplesmente choque. Aproxima-se o ponde de não regresso, quando, mesmo que a ambulância chegue, é demasiado tarde. Já houve demasiado dano.
Os sistemas biológicos requerem sistemas de controlo delicados. Quando estes falham, acontece a morte. Agora, vamos imaginar os sistemas de controlo que são necessários para manter o Universo a funcionar bem. Felizmente, o Projetista e Criador de todos os grandes sistemas está no controlo. Deus ainda governa. Recorde-se do espanto dos discípulos: “Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?” (Lucas 8:25)
Governador deste vasto domínio, toma a minha vida e que ela possa se consagrada a Ti, Senhor.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

HÁ DOR POR TODO O LADO, SOFRIMENTO E DISCÓRDIA

"Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Eclesiastes 12 : 14)
Uma das lições mais duras que tive de aprender é que a vida, pura e simplesmente, não é justa. Coisas más acontecem a pessoas boas. Coisas boas acontecem a pessoas más. E coisas horríveis, inexplicavelmente, abatem-se sobre as crianças mais pequenas, mais fracas, e mais inocentes. E o que fizeram elas para merecer isso? Não é justo!
Especialmente quando dirigidos a bebés e crianças muito pequenas, matar, abuso sexual, abuso físico, abuso emocional e negligência são a prova mais forte de que o mal existe no nosso Planeta. Que maior demonstração poderia haver de que Satanás odeia o que Deus ama e está a usar todos os meios possíveis para matar, estropiar e marcar emocionalmente para toda a vida, perpetuando a dor e destruição geração após geração? O meu coração de pai enche-se de justa indignação e grita: Chega! Para!
Conheci pessoas trabalhadoras, bondosas, honestas, tementes a Deus, que viverem durante décadas numa comunidade. Servindo desinteressadamente os outros, dão do seu tempo e recursos para construir a comunidade. Depois, acontece o desastre. Cheias, um tornado, talvez um deslizamento de terras. Ao princípio sentem-se abençoadas por terem sobrevivido e louvam o Senhor por ter tomado conta delas. Mas estão agora sem nada e tiveram de começar do zero. Isto é justo?
Conheci muitas famílias que perderam bebés, crianças, mães, pais, que sucumbiram à devastação do cancro. Demasiado jovem para morrer. No vigor da vida. Apagados! Que injusto!
Conheci demasiados trabalhadores dedicados, em instituições, firmas e outras organizações que foram despedidos por chefes demasiado controladores, inseguros e incompetentes. Todas as razões das queixas foram cuidadosamente consideradas para evitar uma falha da justiça – mas sem sucesso. Essas pessoas perderam o seu trabalho, a sua dignidade, o seu valor próprio e a sua pensão. Ocasionalmente, esses chefes são promovidos, mostrando que coisas boas também acontecem a pessoas más. A vida é justa.
O meu ri com satisfação. Há dor por todo o lado, sofrimento e discórdia. Mas, no fim, o julgamento. Os campos de batalha serão nivelados. Todas as acções serão julgas – com justiça.

Que grande dia para a justiça será esse, Senhor. Recorda-me, uma vez mais, para não me vingar daqueles que me maltratam. Abençoado sejas, meu justo e reto Juiz.

domingo, 13 de julho de 2014

Há milagres HOJE?

Sua pergunta: “Por que não existem milagres visíveis hoje em dia que gritem — sem a menor sombra de dúvida — ao mundo: ‘Existe um Deus!’?”

Nossa resposta: Muitos de nós queremos razões fortes, e até mesmo mais do que suficientes para acreditar em Deus. Algumas pessoas crêem na existência de Deus por fortes razões factuais e filosóficas. Outras crêem em Deus por causa de orações respondidas, direção que Ele tem dado às suas vidas, ou por causa de como Deus transformou as suas vidas.

Mas por que Deus apenas não se manifesta de uma maneira vocifera e faz com que as pessoas TENHAM que acreditar que Ele existe? Uma boa resposta é apresentada por Philip Yancey no seu livro, O Jesus que eu nunca conheci (particularmente pp. 74-80).

Yancey aponta que Deus nos deu a liberdade de acreditar n´Ele ou não. Ele completa, “Minha fé sofre de muita liberdade e tantas tentações para desacreditar. De vez em quando eu quero um Deus que me supra, que supere as minhas dúvidas com certezas, que me dê provas verdadeiras de Sua existência e Sua preocupação para comigo. Eu quero um Deus sem ambiguidades, Aquele a quem eu possa indicar para o bem de meus amigos.” Mas aí Ele diz, “Quanto mais eu conheço Jesus, mais eu fico impressionado com o que [Dostoevsky] chama do milagre da restrição.”

Jesus poderia ter feito maravilhosas performances, milagres espetaculares que fariam com que as pessoas acreditassem n´Ele. Ele poderia curar cidades inteiras com uma simples declaração em massa. Ele poderia instantaneamente assombrar todo o Israel. Ele podia com um só grito espantar o exército romano. Ele poderia ter feito uma série de milagres onde as pessoas seriam forçadas a acreditar n´Ele. Mas Deus sempre sustenta a ideia de livre arbítrio com a qual Ele nos criou.

Yancey afirma, “Mais maravilhoso é a sua recusa em fazer performances e impressionar. A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que Ele nos concede o poder de viver como se Ele não existisse, cuspir na sua face, crucificá-Lo. Acredito que Deus insiste em tal restrição porque nenhum show pirotécnico de omnipotência alcançaria a resposta que Ele deseja. Apesar de que o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode levar a uma resposta de amor, que é a única coisa que Deus quer de nós e a razão pela qual Ele nos criou”.

Se Deus realmente revelasse o Seu poder de uma maneira extravagante, Ele poderia nos forçar a acreditar n´Ele. Ele poderia facilmente nos forçar a obedecer ao Seu incomensurável poder. Ele poderia ordenar o que quisesse. Mas o que Deus quer é que nós o reconheçamos como nosso Pai, Amigo, Consolador, Conselheiro, Senhor – espontaneamente, não sob pressão.

Ele tem-nos dado muito mais que razões amplas para acreditar n´Ele (veja “Mais Que Uma Fé Cega”). Mas Ele não nos força a conhecê-Lo. Mesmo que Jesus diga, “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei…” (Apocalipse 3:20). Ele só entra na nossa vida com a nossa permissão. E se nós sinceramente quisermos descobrir se Ele está lá e como Ele é, Ele permitirá que nós O encontremos e O conheçamos.

Glória, Louvor e Aleluia sem cessar!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O CASO DOS OVOS FALSOS

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20
Esta história é complexa, por isso tem de se concentrar. Existem, em todo o mundo, cerca de 500 espécies diferentes de plantas de maracujá. Algumas crescem como se fossem ervas, outras são arbustos, mas a maioria são trepadeiras com grandes com grandes flores muito bonitas de onde cresce um fruto do qual se faz um sumo tropical muito agradável. As folhas das trepadeiras de maracujá produzem variadíssimas, interessantes e complexos químicos como favonoides, alcalóides, flavonas e até mesmo alguns glicosídeos venenosos. Aparentemente, o veneno mortal protege as folhas de serem comidas por insectos herbívoros. Mas, algumas espécies de larvas de borboletas longiwing (Heliconius) conseguem ultrapassar a defesa da planta neutralizando o veneno – ou talvez o possam armazenar para sua própria protecção.
Agora é que o enredo se adensa, portanto preste atenção. Não só os adultos da borboleta longwing evitam o veneno das folhas tóxicas, como os adultos põem os seus ovos (num invólucro com pezinhos) nas folhas das trepadeiras. Mas, além de comerem as folhas, as larvas das borboletas são canibalescas. As primeiras a
sair dos ovos tentam comer os ovos que estão por eclodir. E é aqui que a trepadeira de maracujá entra na luta. A trepadeira de maracujá tem um código genético que produz pequenos invólucros que servem de isco (ovos falsos) nas suas folhas. As borboletas longwing passam por alto as folhas que parecem já ter sido povoadas com invólucros de ovos. Mais ainda, os ovos falsos são, na realidade, glândulas da planta que segregam um químico que atrai as vespas que comem larvas de longwing. Como pode ver, a planta tem duas linhas de defesa contra aquilo que a incomoda: recrutar as vespas para matarem o que come as suas folhas e enganar as borboletas fazendo-as pensar que o território já está ocupado.

Isto parece complicado, não acha? Será que o grande enganador está envolvido nisto, de alguma maneira? Talvez. O que eu sei, realmente, é que quero que a minha vida seja autêntica e transparente. Não quero enganar ninguém.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A Verdade é uma Pessoa

Imagens, imagens, imagens. Vemo-las em toda a parte. Vemo-las em todas as formas. Outrora eram esculpidas em pedra. Mas hoje, a tecnologia nos dá diferentes aparelhos para criá-las e dar-lhes vida. Movem, falam, gritam, voam, comem, cantam e se alegram. As indústrias cinematográfica, de televisão e de computação prosperam pela nossa obsessão por imagens.
Mas, talvez, o fato mais surpreendente na história de imagens é que podemos finalmente interagir com elas de modo nunca dantes imaginados. Ainda recentemente, o presidente Barack Obama interagiu com um robô no Japão. Podemos criá-las, modificá-las, comunicar com elas e destruí-las. As imagens modernas são tão próximas do real que nos referimos a elas como “realidade virtual”.
Assim parece mais fácil para seres humanos lidarem com imagens do que com a realidade mesma. Mas se nos movemos para o plano cósmico, a questão fundamental é de imagem versus realidade, falsidade versus verdade. No pensamento adventista do sétimo dia, o grande conflito cósmico é sobre a natureza da realidade última. Seres inteligentes através do universo são confrontados com a imagem de Deus concebida na mente de uma criatura rebelde. Portanto, a questão mais importante no nível cósmico tem que ver com a verdade. Para uma resposta, nos volvemos a Jesus. Ele deu uma definição da verdade inteiramente diferente, nunca dantes feita neste planeta: “Eu sou...a verdade”, João 14:6, disse Ele. Esta pretensão chocante leva a algumas afirmações sobre a verdade.

1. A Verdade é transcendental
A realidade última é achada fora do universo e não dentro de sua unidade estrutural e funcional. Isto não quer dizer que não podemos apreender alguns elementos da verdade através do uso de nossas faculdades racionais. Podemos obter algum conhecimento. Contudo, conhecimento não é algo que criamos mas algo que descobrimos. Esse conhecimento é fragmentado. A fim de que seja realmente significativo, tem de ser posto dentro de um sistema de coordenadas maior, provido pela verdade última.
Essa perspectiva nos é inacessível porque requer que transcendamos o universo. Isso é simplesmente impossível. Mas a verdade desceu até nós, entrou em nosso mundo na forma de uma pessoa, e disse: “Eu sou...a verdade”. Sou o único capaz de integrar tudo dentro de um todo significativo; porque “por Mim todas as coisas foram criadas, no céu e na Terra, visíveis e invisíveis. Sou antes de todas as coisas, e em Mim tudo subsiste” (ver Colossenses 1:16,17).
Esta afirmação de Jesus era um golpe penetrante ao que os gregos chamavam de autárkeia ou suficiência própria. Eles criam que a verdade era a manifestação da eterna, imóvel e imutável essência das coisas e que os homens podiam descobri-la mediante análise racional. A verdade última era localizada no mundo imaterial de ideias, que era formado por abstrações racionais da mente humana. Em oposição a isto, Jesus proclamou que a verdade está além do alcance da mente humana por si só; é uma revelação.
Dizendo: “Eu sou...a verdade”, Jesus rejeitou qualquer tentativa de definir a origem, a natureza e o destino da raça humana de uma perspectiva natural.
Ademais, Ele Se arrogava a verdade absoluta. Ele não disse: “Sou uma dimensão da verdade, um aspeto da verdade, um elemento da verdade”. Aquele que falou era o Eterno “Eu sou”, Deus em forma humana. NEle todo conhecimento encontra seu centro e significado.
A Bíblia afirma que a verdade ou sabedoria só pode ser obtida se a pessoa está disposta a reconhecer que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Provérbios 1:7. A Bíblia rejeita autárkeia como um caminho à verdade. À pessoa imatura tentada a ser autónoma, vem o conselho: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5). Isto é realmente difícil para a pessoa auto-suficiente.

2. A Verdade é uma Pessoa
Dizer que a verdade final está localizada além da esfera da ação humana, é afirmar algo que não é popular ou facilmente aceito. A natureza transcendental da verdade põe limite a nosso orgulho e tende a nos deixar incomodados. Mas talvez ainda mais perturbadora à lógica humana é a afirmação de Jesus de que nEle reside a verdade — a verdade é uma Pessoa.
A filosofia busca a verdade em termos de abstrações, identificando a essência atrás do que experimentamos pelos sentidos. Mas Jesus contradiz tais noções dizendo que a verdade não é uma coleção de conceitos abstratos ou universais que podemos usar para integrar os fenômenos que observamos. Ele sugere que tudo que veio à existência foi o resultado da atividade da Pessoa da qual todas as outras pessoas derivam sua personalidade. O que mantém o universo coerente é uma Pessoa — não uma lei, não um princípio, não uma simples força.
A verdade como uma Pessoa significa que a verdade é racional e inteligível. Sua apreensão não requer rejeição das faculdades racionais. Ao contrário, através de nossa racionalidade podemos ter contato com a verdade. Isto é possível porque Jesus Se colocou à nossa disposição. Portanto, precisamos desenvolver nossas capacidades racionais ao máximo e fazê-lo dentro da esfera da verdade provida por Aquele que disse: “Eu sou a verdade”.
A verdade como uma Pessoa também significa que o universo não funciona de uma maneira mecânica, controlado por leis impessoais. Sim, há leis que governam todos os fenómenos, visíveis e invisíveis. Mas essas leis são a expressão da vontade e poder da Pessoa que é a verdade, que mantém o universo coerente. “Só Tu és Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a Terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e Tu os preservas a todos”. Neemias 9:6. O verbo traduzido “preservar” pode também ser traduzido por “manter em vida”. A vida é preservada pela vida; vida inteligente é preservada pelo poder e a própria fonte de vida inteligente. A realidade última cuida daquilo que existe; somente pessoas cuidam.
Verdade como Pessoa revela a natureza da realidade última: Deus é a verdade. Esta verdade humilhou-Se a Si mesmo de modo misterioso e entrou em nosso mundo na forma de um ser humano (ver Filipenses 2:5-11). A realidade última não é mais exclusivamente transcendental porque Ele esteve e está entre nós. João diz que nós O vimos “cheio de graça e verdade”. João 1:14. Assim a verdade se expressa em humildade. Ele assume a forma do necessitado e do humilde, e embaraça nosso orgulho e suficiência própria.
A natureza da verdade foi revelada não só na encarnação, mas igualmente na cruz. A Verdade morreu a fim de preservar em vida os fenómenos, o mundo criado. Aquele que mantém o universo coerente morreu, e não obstante o universo não entrou em colapso e não morreu com Ele! Uma vez mais o inesperado aconteceu, e foi revelado que a verdade pode Se sacrificar pela criatura e continuar ao mesmo tempo a manter o universo coerente.
A verdade como Pessoa revela ademais a realidade sublime que no centro mesmo do Ser divino só podemos achar amor, amor desinteressado (ver I João 4:8). Na cruz a mentira foi desmascarada: a imagem de Deus e de Seu amor criada por Satanás foi claramente demonstrada falsa. A verdade conquistou a mentira de Satanás.

3. A Verdade deve ser apropriada
Quando Jesus disse: “Eu sou a verdade”:, Ele esperava uma resposta. Visto que Jesus é a verdade, devemos nos relacionar com Ele não em termos de objetividade científica, mas em termos de um relacionamento “Eu - Tu”. Compreendemos as pessoas sendo envolvidas em suas vidas, participando com elas na experiência de sermos vivos; mediante koinonia. Podemos ter comunhão com a Verdade porque ela é uma pessoa. NEle está localizada a origem, alvo e natureza de nossa existência e de todo mundo. É nEle que uma visão global correta deve ser achada, porque é Ele que deu coerência e significado ao universo.
O que é necessário é disposição de render a Ele nossa autárkeia. Isto é de fato liberdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32. Somos escravos do pecado que se manifesta em nossa pretensão à suficiência própria. A mentira consiste na crença de que podemos achar nosso caminho no universo, que podemos descobrir significado permanente para nossas vidas mediante pesquisa científica, tecnológica ou filosófica. Submissão à verdade nos liberta da estreiteza da suficiência própria e nos integra na comunhão d´Aquele que disse: “Eu sou a verdade”.
A verdade é apreendida não só mediante um encontro pessoal com o Senhor, mas também através de Sua Palavra. A verdade pode ser conceptualizada, codificada e encarnada em palavras. Deus usa linguagem humana apesar de suas limitações, como um veículo válido para a comunicação da verdade. Isto ocorre sob a revelação e inspiração de Deus. Portanto, Paulo diz: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. II Timóteo 3:16,17.
A verdade determina não só nossa compreensão da realidade e do mundo ao nosso redor, mas também o modo como vivemos. Toda compartimentalização da verdade em termos de ética e religião, ciência e fé, é uma rejeição do fato de que a verdade é uma Pessoa e de que é Ele que integra todo conhecimento numa só totalidade significativa. Devemos viver segundo a verdade (ver I João 1:6). Precisamos exibir a verdade tanto na conversação como na conduta.

Conclusão
A história do pensamento humano indica que somos por natureza pesquisadores. Sondamos a vastidão do universo, a profundidade dos oceanos. Procuramos também penetrar no microcosmo. Exploramos todos os domínios do conhecimento.

Contudo, nossa busca da verdade última findou. Sim, somos ainda desafiados a buscar uma compreensão mais profunda da verdade, a explorar suas formas ricas e complexas; mas a busca de sua essência findou. Findou porque Ele veio a nós e disse: “Eu sou a verdade”. Sua declaração põe limites à nossa suficiência própria, porque a verdade é transcendental, revelatória e pessoal. E podemos apreender aquela verdade mediante uma comunhão pessoal com Ele, e seguindo-O em obediência.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Sublime Contemplação do Salmo 19

Contemplar é muito mais do que ver ou enxergar. Ver é perceber com a vista. Contemplar é ver com a inteligência; é demorar o pensamento naquilo que estamos vendo e tirar conclusões inteligentes a respeito do que vemos. No salmo 19, Davi pôde contemplar 3 diferentes fontes para ver a perfeição de Deus, e se aperfeiçoar em sua natureza humana. Este salmo nos conta como Deus é perfeito e como podemos nós ser também perfeitos. Ele contempla em 3 livros a respeito da perfeição divina e humana.

A estrutura do salmo tem uma correspondência que pode ser logo percebida:
  A. A Revelação da Natureza Universal (vs. 1-6): Livro 1
  B. A Revelação da Natureza da Lei de Deus (vs. 7-11): Livro 2
  C. A Revelação da Natureza do Homem (vs. 12-14): Livro 3

I – Contemplando os Céus
Davi contemplou os céus e se deslumbrou diante de tanta glória. Mas ele não se iludiu com o brilho e a luz fulgurante das estrelas; ele sabia que atrás de tudo isso estava a glória de um de um Ser Todo-poderoso: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (v. 1). Os céus testificam da glória divina. Este é o livro da Natureza universal, de onde aprendemos do Seu Autor. Se nós queremos saber quão glorioso é Deus, então, só temos que levantar os olhos, e contemplar os céus. Então, veremos a Sua perfeição em todos os Seus atributos não comunicáveis e exclusivos de Sua onipotência, onipresença e onisciência.

Mas muitos cientistas hoje estão proclamando e promovendo a teoria do “Big Bang”, ou a grande explosão, proposta por George Lemaître (1927) para a origem do universo, baseada no fato de um universo em expansão, que pode ser constatado. A partir de uma expansão, pode-se retroagir e chegar à explosão, porque uma explosão sempre resultaria numa expansão. Entretanto, há controvérsias mesmo entre os cientistas que rebatem dizendo que essa expansão poderia ser apenas algo regional de um ponto observado pelos grandes telescópios e não a realidade de todo o universo. E ainda está surgindo a teoria de vários universos.

O nosso universo jamais poderia ter nascido de uma explosão cósmica, segundo a qual as galáxias ter se iam desenvolvido e se organizado de modo harmónico, com estrelas e os seus planetas girando ao seu redor com as suas leis matematicamente exatas. Não precisamos de muita ciência para descobrir o que acontece após uma explosão: ruína, destruição e morte. Nunca aconteceu ordem, harmonia e vida depois de uma explosão. Quando as torres gémeas foram explodidas, não resultaram em mais 1.000 prédios edificados perfeitamente. Pelo contrário, houve destruição, caos, ruínas e morte. O resultado não foi evolução, mas degeneração. Davi, muito longe das teorias modernas dos cientistas atuais, em um momento de inspiração divina, disse que os próprios céus proclamam a glória, a majestade e o poder de um grande Deus Criador.

Nossa galáxia, que se chama “Via Láctea”, é apenas uma. Entretanto, os astrónomos já descobriram bilhões de outras galáxias no espaço sideral. E cada galáxia possui de 100 mil até 300 bilhões de estrelas, com seus planetas, e luas, além de outros corpos celestes. Em nossa galáxia, há cerca de 250 bilhões[1] de estrelas, e o nosso Sol é apenas 1 estrela anã que brilha entre tantas gigantes e supergigantes. Mas se o Sol se parece pequeno, essa estrela anã é 1.300.000 vezes maior do que a terra. Para termos uma ideia do tamanho dos céus: a nossa galáxia tem 100 mil anos-luz [AL] de diâmetro. Cada ano-luz tem cerca de 10 triliões de quilómetros. Isso nos leva a 1 quintilião de quilómetros de diâmetro (1.000.000.000.000.000.000 = 1018). Só a nossa galáxia.

Isto significa que se fôssemos viajar pela extensão de apenas uma galáxia, a nossa, que não é das maiores, deveríamos viver 100.000 anos para percorrer o espaço à espantosa velocidade da luz, que é de 300.000 quilómetros por segundo! Mas a nossa galáxia é ainda muito pequena. A “Galáxia M60: M60 é uma galáxia do tipo elíptica, seu diâmetro é de 55 milhões de anos-luz (520 quintiliões de km), o que acaba sendo 550 vezes maior que o da Via Láctea, que é de "apenas" 100 mil anos-luz.”[2] Isto é: 1 quintilião de quilómetros comparados com 520 quintiliões da galáxia M60! Imagine agora, se puder, como que seria o tamanho do Universo com centenas de bilhões de galáxias! [3]

Quando Cristo voltar Ele nos levará através de todo esse infinito céu de triliões x triliões de quilómetros de extensão por apenas uma semana! Então, poderemos dizer com o salmista: “Os céus proclamam a glória de Deus” e cantarmos o hino Aleluia de Händel, com os anjos ao contemplarmos tanta luz, tanta glória das coisas criadas por um infinitamente mais perfeito e glorioso Deus.



Fotografia da Via Láctea, com seu diâmetro de 100.000 Anos-Luz

Com efeito, bem poderia o salmista Davi cantar: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos!” Mas ele não conhecia os dados astronómicos que hoje nós temos. Portanto, nós podemos cantar este hino com muito mais convicção e eloquência, em um mundo que nega o Criador,

domingo, 9 de março de 2014

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE OS DINOSSAUROS?

Este é um assunto sempre actual. Há sempre alguém, jovens, intelectuais, ou simplesmente profissionais; professores, pastores e por aí adiante. Muitos negam pura e simplesmente a existência destes animais. Só que, e ainda esta semana surge a notícia da descoberta em Portugal da ossada (ou parte) de um dinossauro: “Nova espécie de dinossauro descoberto em Portugal é o maior dinossauro carnívoro do Jurássico e o maior predador terrestre conhecido na Europa. A revista científica PLOS One acaba de publicar um artigo da autoria de dois paleontólogos que colaboram com o Museu da Lourinhã, onde se explica que Torvosaurus gurneyi, um primo distante do Tyrannosaurus rex, estava no topo da cadeia alimentar na Península Ibérica há 150 milhões de anos.…” fonte http://www.museulourinha.org/pt/Noticias/Noticias_2014-03-05_TorvosaurusGurneyi.htm
Como explicar este assunto? 150 milhões de anos!
No entanto, é possível estudar os fósseis e as rochas sem renunciarmos à nossa fé. Se quisermos apreciar a beleza e o mistério da Criação da Terra e da sua história subsequente, uma boa parte do nosso sucesso depende do que é transmitido pelos nossos professores e pastores nas nossas escolas e igrejas.

O dinossauro de museu
Se já alguma vez visitou um museu de História Natural, provavelmente já viu alguns esqueletos maciços e espataculares de dinossauros. Noutros locais, pode ver reproduções animadas de dinossauros, os quais, no caso dos documentários televisivos, parecem estar vivos e de boa saúde. Quando contempla estas animações, o visitante deve ter em conta vários detalhes.
Primeiro que tudo, devemos aceitar que os dinossauros existiram durante um certo período de tempo na Terra e que, em certos locais, eles parecem ter sido numerosos. Os paleontólogos encontraram provas da sua existência em sedimentos presentes em todos os Continentes, incluindo na Antártida. Estas provas incluem ossos, ovos, ninhos, pegadas e dentes. Estes dentes, pegadas e trilhos são abundantes e não podem ser associadas com qualquer outra criatura, a não se aquelas a que chamamos hoje “dinossauros”.
Em segundo lugar, devemos ter consciência de que os esqueletos que se veem em museus, por norma, não são formados por ossos verdadeiros, mas réplicas. Os ossos verdadeiros, mas réplicas. Os ossos originais são valiosos e delicados de mais para estarem expostos ao público em geral, por isso, estão normalmente armazenados em locais seguros dentro do museu. Além do mais, os esqueletos “completos” nos museus são frequentemente montados a partir de réplicas de ossos de vários espécimes, os quais, em certas ocasiões, vêm de lugares muito distantes. Isto não significa que os esqueletos sejam apenas “remendados”. Os paleontólogos são capazes de compor a arquitetura corporal dos dinossauros mesmo se não possuem todos os elementos do esqueleto da mesma criatura, pelo que as réplicas nos museus são razoavelmente merecedoras de confiança. Alguns espécimes quase completos que foram desenterrados, incluindo o Tyrannosauros rex são exibidos no Museu Field de Chicado, nos EUA. As animações que se veem na televisão, no entanto, são muito mais espetaculativas, especialmente no que toca à cor da pele, à fisiologia, ao comportamento, e assim por diante.

Os dinossauros desapareceram
Na coluna geológica, os vestígios de dinossauros aparecem em camadas de rochas das eras a que os paleontólogos chama Triásicos, Jurássico e Cretáceo. Estas camadas de rocha sedimentar, empilhadas umas nas outras, revelam características de certas espécies fósseis, tais como moluscos, répteis, peixes, dinossauros e organismos microscópicos (diátomos e algas, entre outros) que, no passado, povoaram os Oceanos. Alguns paleontólogos crêem que os dinossauros, bem como outros grupos de animais e plantas, desapareceram subitamente em consequência de um gigantesco impacto de um meteorito há 65 milhões de anos. Outros põem em dúvida este modelo explicativo, invocando várias razões.
A maioria dos cientistas criacionistas crê que os dinossauros desapareceram juntamente com outras espécies durante o Dilúvio mundial descrito no livro de Génesis. Este cenário pode incluir atividade meteorítica que daria origem a tsunamis gigantescos, atividades vulcânicas e emissão para a atmosfera de dióxido de carbono, sulfuretos e outros químicos perniciosos para animais e plantas. Portanto, a ideia de que um meteorito teria chocado contra a Terra não é necessariamente incompatível com o modelo bíblico do Dilúvio.
Apesar da falta de consenso entre os cientistas acerca da causa por detrás do desaparecimento dos

sábado, 1 de março de 2014

Como Falar de Criacionismo

Para muita gente, criacionismo não passa de religião. Outros consideram que Deus não existe. Assim, o criacionismo seria uma ilusão. Teriam eles razão? Primeiramente, é interessante mostrar para o cético o que é o verdadeiro ceticismo. Não considero o ceticismo uma coisa totalmente negativa. Um dos doze discípulos era ligeiramente cético e Jesus não o repreendeu por isso. Esse era Tomé. Ele buscava experimentar por si mesmo aquilo que os outros falavam. A melhor forma de apresentar o criacionismo é convidar o cético a ser cético de verdade; questionar tudo e buscar evidências que sejam sólidas para sua cosmovisão. O criacionista tem bastantes evidências para apresentar: atualmente muitas descobertas da biologia molecular apontam para o design inteligente da vida. A arqueologia bíblica está aí ajudando a desencavar o pano de fundo histórico das Escrituras. Então, mostre os fatos e deixe que os céticos tirem suas próprias conclusões.

A complexidade da vida fala em favor do criacionismo. Os próprios darwinistas confirmam essa complexidade. Por exemplo, Richard Dawkins, no livro O Relojoeiro Cego, diz que o núcleo de uma ameba tem tanta informação quanto todos os 30 volumes da Enciclopédia Barsa. Toda forma de vida, desde a mais “simples” até a mais complexa, revela que houve planeamento. E todo mundo sabe que informação complexa e específica simplesmente não surge do nada.

Há os que dizem que o criacionista tem a mente fechada, mas, na verdade, ele abre a mente para o natural e o sobrenatural (afinal, o mundo natural e as leis naturais não podem ser a causa deles mesmos), enquanto os naturalistas fecham a mente para o sobrenatural e ficam diante de um dilema: Como tudo passou a existir a partir do nada? A verdade é ampla e deveria ser buscada de maneira igualmente ampla.

Se quiser dialogar de maneira construtiva com os naturalistas, o criacionista precisa compreender o que é ciência. É importante saber diferenciar a ciência experimental da ciência histórica. Por exemplo, quando se fala da origem da vida, as pessoas acham que isso é ciência experimental, mas não é, porque não é possível demonstrar em laboratório como a vida “surgiu”. Como testar algo que não se sabe como aconteceu? Simular um suposto “ambiente primordial” sem que haja a certeza de que foi nele que tudo teve início não é ciência, é suposição.

Se o criacionista entender o que é ciência, fica mais fácil dialogar com o darwinista.

http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/michelson-borges/falar-criacionismo/

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

GELEIA REAL – UMA DAS MAIS BELAS COISAS DA CRIAÇÃO

Porque povo santo de és ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há. Deut. 7:6

Uma das mais interessantes criações de Deus é a abelha. Percebi isso há alguns anos, quando comecei a cuidar e a manter várias colmeias. Estas pequenas maravilhas da Criação de Deus são altamente sociáveis e vivem em colónias, normalmente com uma única rainha, zero a a várias centenas de zangões (os machos), e muitos milhares de abelhas obreiras. A rainha põe todos os ovos numa colmeia e é tratada com muito cuidado por abelhas obreiras que se aglomeram à sua volta, a alimentam, limpam e prepram as células para os seus ovos. Elas mantêm-na ocupada pondo ovos (dois mil por dia durante o pico da época poedeira, na primavera). Tal como a abelha rainha, todas as obreiras também são fêmeas, mas, como os seus órgãos reprodutores não estão completamente desenvolvidos, são estéreis. A abelha rainha é a única fêmea com ovário completamente maduro.
Quando a abelha rainha começa a envelhecer ou se morre de repente, as obreiras escolhem algumas larvas da idade certa e começam a alimentá-las com uma dieta especialmente rica de uma substância chamada geleia real. É que, todas as larvas recebem uma pequena quantidade de geleia real, uma secreção da glândula hipofaringe localizada na cabeça da cada abelha obreira. Mas as larvas seleccionadas para se tornarem rainhas recebem um suprimento abundante de poção real. Na verdade, durante o seu desenvolvimento, acabam por nadar em pequenos reservatórios da secreção amarela, transparente. E embora tanto as larvas das obreiras como da rainha tenham genética idêntica, as grandes doses de geleia real nas rainhas em desenvolvimento bloqueiam, aparentemente, a enzima larval que normalmente paralisa alguns genes na larva da obreira. Com esse genes reais novamente ativos, as larvas da rainha desenvolvem todo o seu potencial reprodutivo. É a alimentação que faz a diferença.
Em biologia isto é um exemplo clássico de como dois indivíduos com composições genéticas idênticas podem ter um resultado muito diferente devido ao ambiente em que se desenvolvem.
Pensando bem, se está a ler isto ou a sua Bíblia e se for seu hábito passar tempo em oração todos os dias, então está imerso numa rica cultura que pode desenvolvê-lo até ao sacerdócio real, uma pessoa que pode anunciar o louvor a Deus.

Guia-me, ó grande Jeová. Eu sou fraco, mas Tu és forte. Segura-me com a Tua mão poderosa. Pão do Céu, alimenta-me até que me sinta satisfeito.

Dr. David A. Steen - O Deus das Maravilha

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SUPERCOLA – a cola da fé.

“Retenhamos, firmes, a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.” Heb. 10:23
Edward Mote era um jovem marceneiro que a certa altura começou a escrever hinos. Uma das letras do seu hino mais popular começa com as palavras “A minha esperança está construída em nada menos do que no sangue e na justiça de Jesus”. Poderia o centro da minha esperança ser exprimido de forma mais simples? Jesus morreu para pagar a pena pelos meus pecados para que eu possa ser justificado. Estas são as boas- novas. Mas, a não ser que eu medite nessa realidade do Evangelho, a aceite com gratidão e me agarre firmemente a ela, certamente perdê-la-ei. É por isso que Paulo nos exorta a que nos seguremos firmemente a essa esperança.
Quando, no princípio dos anos 1940, os laboratórios da Kodak tropeçaram, acidentalmente, nas propriedades de aderência rápida e forte de supercola do cianoacrilato, não levou muito tempo para que uma nova indústria brotasse. Surgiram muitas companhias com as suas próprias fórmulas de cianoacrilato destinadas a uma série de colas para fins específicos. Os seus talvez centenas de usos vão desde colar a pele e outras partes do corpo após cirurgia, maquetas de edifícios, cimentar fragmentos de corais vivos e rochas submarinas para iniciar uma colónia num oceanário. Já alguma vez lhe aconteceu, como a mim, colar acidentalmente os dedos? Um dia, os meus ficaram colados tão fortemente que tive de usar uma lâmina para os separar cuidadosamente. Isso foi antes de eu descobrir que a acetona era um bom amaciador de supercola. A desvantagem das colas à base de cianoacrilato é que os vapores podem causar irritação nos olhos, nariz e garganta e algumas pessoas podem ser sensíveis a eles.
Os cientistas estão ocupados a estudar as colas da Natureza, que aderem ou se firma. É o que as ostras e as lapas fazem às rochas e a outras estruturas sólidas do oceano. A sua cola é muito mais forte do que qualquer coisa que possamos fazer. Não é tóxica, funciona na água e resiste a terríveis tempestades. Se conseguíssemos compreender a química da sua cola, algum dia poderíamos espremer uma pequena gota de cola de lapa de um frasquinho quando precisássemos de um aderente superforte e de rápida secagem. As boas-novas são que quando tomamos a decisão de nos segurarmos firmemente à nossa fé, a derradeira supercola do Pai entra em acção, e Ele segura-nos. E não nos deixará. Não há poder que nos possa arrancar das Suas amorosas mãos.

Senhor, como é reconfortante saber que a supercola do Teu amor nunca falha!

Dr. David A. Steen  -  O Deus das Maravilhas

domingo, 2 de fevereiro de 2014

BOA MATÉRIA – Protões, Eletrões e Neutrões

Foi numa conferência inesquecível já há muito tempo. Na minha memória ainda posso ouvir George Wald a descrever a coincidência que é um protão ter uma carga igual mas oposta à de um eletrão. Wald tinha recebido o Prémio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1967 pelo seu trabalho sobre a vitamina A e a sua função na fisiologia da visão. Agora, após várias décadas a trabalhar como biólogo, ouvi outros laureados do Nobel dar conferências. Mas nenhuma se me fixou na memória tão vividamente como foi ouvir Wald a falar.

Ora, porque é que Wald estava tão entusiasmado com a carga num protão e num electrão, e porque é que isso é tão importante? Bem, uma das primeiras coisas que um cientista principiante aprende é que tudo consiste em partículas muito pequenas chamadas protões, neutrões e eletrões. Os protões levam cargas positivas e os eletrões têm cargas negativas. Como deve imaginar, os neutrões são neutros. Na sua condição sem carga, os átomos têm exatamente o mesmo número de eletrões e de protões. As cargas calculam-se, exatamente, uma à outra. Contudo, o protão tem uma massa 2000 vezes maior do que o diminuto eletrão. É a diferença entre um palito e um poste de electricidade. Surpeendemente, a carga nas duas partículas de tamanhos tão vastamente diferentes é igual, mas oposta. Tão iguais, na verdade, que Wald escreveu um número no quadro. O número é a diferença entre as cargas igual e oposto. O “pequenino” número que ele escreveu foi: 0, 000 000 000 000 000 160 217 648 7 coulombs. Esta é uma medida muito exata não acha? Wald disse-nos que se as cargas não fossem iguais e opostas com essa exatidão, as partículas-base receberiam cargas e não se uniriam. Não haveria matéria – sistema solar, planetas, rochas, terra, ou qualquer outra coisa. E, sem matéria, não haveria vida. Wald maravilhava-se com a formidável coincidência. Lembro-me de o ver abanar a cabeça sobre o assunto. Eu vi as impressões digitais do meu Criador.
Não está satisfeito por o Criador saber o que está a fazer e por poder fazer matéria a partir do nada? Plantas, animais, seres humano – somos todos feitos dos mesmos componentes básicos de protões, neutrões e eletrões.
Obrigado, Senhor por fazeres o enorme protão e o minúsculo eletrão com especificações tão exatas que se podem juntar e fazer matéria de tudo – pássaros, árvores, erva, diamantes, estrelas, e eu. Hoje, mantém-me como a menina dos Teus olhos.
Dr. David A. Steen – O Deus das Maravilhas.

A constituição do átomo

   Actualmente sabemos que os átomos são constituídos por três tipos diferentes de partículas fundamentais:
 
protões, neutrões e eletrões.
No núcleo (centro) do átomo estão os protões e os neutrões, enquanto que os eletrões giram em seu redor. Na figura ao lado está representada a nuvem eletrónica de um átomo. Esta nuvem representa a probabilidade de encontrar os eletrões num determinado local do espaço.
Os eletrões de um átomo ocupam determinados níveis de energia (o número de eletrões em cada nível de energia é expressa pela distribuição eletrónica).
As três partículas fundamentais do átomo têm as seguintes propriedades:
Partículas fundamentais do átomo
PartículaCarga eléctricaMassa
Neutrãoneutraaproximadamente igual à do protão
Protãopositivaaproximadamente igual à do neutrão
Eletrãonegativa1840 vezes inferior à do protão (ou do neutrão)
 
   É o número de protões (número atómico) que diferencia um elemento químico (tipo de átomo) de outro. Um átomo que tenha 10 protões pertence a um elemento químico diferente de um outro que tenha 11 protões.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CÉLULAS EM MOVIMENTO

Pois também eu sou homem sob autoridades, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele faz. Mat. 8:9
Ensino, na Universidade, uma cadeira chamada Cultura de Tecido. Os meus alunos e eu cultivamos toda a espécie de células, com condições de crescimento perfeitas. É muito interessante observar as células, porque elas movem-se e respondem às mudanças de condições que lhes proporcionamos.
A beleza e a complexidade do movimento e da actividade celular espantam quem os estuda. Muitas células estão constantemente em movimento, contorcendo-se, franzindo os seus rebordos, espremendo-se em novas regiões, ou perseguindo bactérias. Que as células se movem, não é novidade, porque, mesmo nos anos de 1600, Antonie van Leeuwenhoek escreveu no seu bloco de apontamentos que viu movimentos “agradáveis e ligeiros” depois de ter olhado pelo seu microscópio feito em casa. (Google “Cell Movement” e faça clic em “vídeo” para ver algo fascinante.) Só recentemente, com várias novas ferramentas no nosso laboratório, é que podemos, agora, começar a perceber como as células se movimentam.
Dentro de uma célula vemos uma actividade frenética, parecida com um local de construção onde um grande edifício está a ser construído de um dia para o outro. Ou podemos compará-la com uma colmeia zumbindo de actividade altamente coordenada. Ou é semelhante à azáfama de uma cidade. Assemelha-se a tudo isto. Contudo, também não se parece com nenhum deles, porque é tão incrivelmente pequena, a actividade tão inimaginavelmente rápida, e o director de toda esta actividade, precisamente orquestrada, são longos fios de moléculas de ADN. Sob a direcção do ADN, a célula constrói e desmancha milhares de proteínas e move-se à sua volta para realizar as várias funções de célula. E, devido à precisão e ordem dessas proteínas em movimento nas células, nós temos vida e podemos pensar sobre a vida e adorar o Criador da vida.
Quando a minha vida se torna caótica ou me parece morta e sem vida, é porque eu não estou a escutar ou a seguir as instruções d´Aquele que conhece os desejos do meu coração. Jesus “maravilhou-Se” com a fé do centurião, porque compreendeu que as ordens eram para ser seguidas.

Senhor, enche o meu coração de confiança enquanto sigo, hoje, as instruções da Tua voz meiga e suave e movimento a minha vida na Tua direcção.


Dr. David A. Steen – O Deus das Maravilhas

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GRAVIDADE VEZES 10

Macho de Calypte anna (Califórnia, EUA)
Tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada. Romanos 12:6
Chris Clark estuda o voo de beija-flores na Universidade de Califórnia, em Berkeley. Usando câmaras de filmar de alta velocidade, aves-chamariz e aves engaioladas, ele consegue captar o mergulho de corte que o beija-flor macho executa. A 500 exposições por segundo, Chris pode analisar exposição a exposição e ver o que a ave faz durante o seu espectaular voo acrobático.
É provável que saiba que as aves fêmeas são extremamente seletivas sobre com que macho irão acasalar. Dependendo da espécie, os machos terão de cantar um cântico complicado ou ter a cor ou o padrão certo de penas de cores garridas ou de fazer a dança da corte da maneira perfeita ou construir um ninho com as especificações exatas ou, no caso dos beija-flores Anna, os machos têm de fazer um espectáculo aéreo de morrer para serem escolhidos.
Talvez já tenha observado, como eu, um beija-flor macho a fazer o seu voo de cortejo. Normalmente, a fêmea fica empoleirada num ramo de onde pode observar. O macho subirá com um zumbido a grande altura e mergulhará em direção a ela, voltando a subir numa curva apertada em forma de J, passando a milímetros dela e maravilhando-a com o sol a refletir nas penas iridescentes da sua garganta e o som do vento a passar entre as penas das suas asas. Com muitas repetições, ele mostra-lhe quão bom companheiro será.
Chris ficou a saber que o macho Anna mergulha em direcção ao chão a 27 metros por segundo, ou seja, 400 vezes o comprimento do seu corpo por segundo. Em relação ao tamanho do seu corpo, isso é mais rápido do que um avião de caça com os seus jatos em pleno, ou até mesmo os space shuttle durante a sua reentrada na atmosférica. E quando a avezita sai do seu mergulho, experimenta quase 10g (10 vezes a força da gravidade). Sem um fato especial  anti-g que os pilotos de caças e os astronautas usam, um ser humano só consegue tolerar 3 a 5g,, se estiver em boas condições físicas e apenas por espaços de tempo muito curtos. Com os fatos g modernos e aviºoes especialmente construídos, os pilotos conseguem, agora, suportar 9g, mas só com treino e condicionamento especial para não perderem a consciência. É óbvio que o beija-flor Anna foi feito com um dom especial que puxa os limites para além daquilo que pensámos ser possível. Chris diz que as forças de aceleração sobre este pássaro são “maiores do que os de qualquer organismo anteriormente registado”.

Senhor, que dons me deste, hoje, que queres que eu use para Tua honra e glória? Traz, até mim, pessoas que estejam a sofrer para que as possa maravilhar com o Teu amor e compaixão.
Dr. David A. Steen – O Deus das Maravilhas.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

UM PONTO “VAZIO” NO CÉU NOTURNO

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:
Fornax_constellation_map.png
Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! Sal. 8:1
Após mais de 15 anos de sonhos, desenhos e planeamentos, o Telescópio Espacial Hubble foi lançado no Espaço a 24 de abril de 1990, a bordo do space shuttle Discovery. Com um espelho relativamente pequeno de quase 2,4 metros (vários observatórios de topo de montanha têm telescópios com espelhos de 10 metros ou mais), a grande vantagem do Hubble era estar fora da atmosfera terrestre, dando assim, ao telescópio, a capacidade de tirar fotografias ais claras e estáveis. O Hubble viaja a cerca de oito quilómetros por segundo, o que o leva à volta da Terra em apenas um pouco mais de uma hora e meia. Durante cada órbita, os cientistas têm cerca de 45 minutos, na altura em que o Hubble está na sombra da Terra. O céu escuro, da noite, é a melhor altura para retirar luz dos pontos astronómicos que querem investigar.
Depois estudarem muitos milhares de imagens de lindas galáxias e supernovas, alguns cientistas decidiram observar um ponto relativamente vazio no céu. Escolheram um pequenino ponto escuro no céu nocturno, na constelação de. O ponto é tão pequeno que é como se se estivesse a observar através de uma palhinha de refresco com 24 metros de comprimento. Outra forma de o imaginar é estarmos a olhar para uma moeda de dois cêntimos a 1,50m de distância. Depois, durante o curso de 400 órbitas, programaram as máquinas tirou 800 fotografias entre 24 de Setembro de 2003 e 16 de janeiro de 2004, dando um total de tempo de exposição de 11,3 dias. O que esse longo tempo de exposição mostra deixa-nos sem respiração. Pois mesmo com o nosso débil instrumento, essa fotografia revelou quase 10 000 galáxias que não sabíamos que existiam. Muitas das galáxias interagem umas com as outras. Algumas estão distorcidas devido a colisões galácticas. Outras parecem normais e não afectadas umas pelas outras, espirais majestosas com centenas de milhares de milhões de estrelas. Quão pouco sabemos, na realidade, acerca do que está ali fora, no Espaço!
Anseio viajar para algumas dessas galáxias distantes e visitar outros mundos onde os habitantes vivem sem serem afetados por doença, morte, desonestidade e o engano do pecado. Não será interessante fazer-lhes perguntas sobre a sua vida e interagir com o Deus-Criador?
Senhor Jesus, anseio se capaz de ver com os Teus olhos. Anseio ver-Te como és, realmente.
Dr. David A. Steen – O Deus das Maravilhas


sábado, 11 de janeiro de 2014

Cientistas: Mar pode ter Sido Dividido pelo Vento


A famosa passagem da Bíblia em que Moisés divide o Mar Vermelho pode ter sido real, segundo simulações feitas em computadores. A história do Livro do Êxodo diz que os judeus estavam fugindo do Egito, liderados por Moisés, e com o exército do Faraó em seu encalço. Moisés ergueu seu cajado e dividiu o Mar Vermelho, para que os judeus pudessem passar pelo meio das águas. Quando o exército do faraó tentou persegui-los, a água do mar caiu sobre os soldados, fazendo com que os judeus ficassem a salvo. Agora simulações feitas por cientistas americanos mostram que uma espécie de ponte poderia ter sido aberta em um determinado local do Mar Vermelho, ajudando os judeus a atravessarem as águas em segurança.

As pesquisas mostram que um vento leste forte poderia ter empurrado a água para um local onde um rio desaguava em uma lagoa. Com a água sendo empurrada para dois lados (para o natural e pelo vento leste) uma ponte seria aberta e pessoas poderiam atravessar em segurança. Assim que o vento parasse, a água voltaria ao seu lugar original.
Segundo um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Visão Bíblica da Ciência

Muitos não-cristãos, e muitos cristãos também, são da opinião que a ciência (isto é, a ciência física ou natural) é um corpo de verdade sempre crescente sobre o universo.
O progresso da ciência, os seus triunfos tecnológicos, assim nos é dito, demonstram a sua verdade. A ciência é aparentemente inatacável. Afinal de contas, ela funciona, não é verdade? E não é o sucesso a medida da verdade?
Sendo assim, quando a Bíblia e a ciência parecem estar em conflito, devemos reinterpretar a Bíblia. Por exemplo, visto que a ciência diz (e o Papa concorda) que a evolução (ou algum tipo dela) é um fato, não apenas uma teoria, devemos
Analisar em Génesis 1. Já não podemos afirmar como o Breve Catecismo de Westminster (Q 9) que “a obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem”. O criacionismo de seis dias precisa ser reexaminado.
Falar contra o pensamento científico é quase blasfemo nalguns círculos, pois, para muitos, a ciência é o deus