quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Visão Bíblica da Ciência

Muitos não-cristãos, e muitos cristãos também, são da opinião que a ciência (isto é, a ciência física ou natural) é um corpo de verdade sempre crescente sobre o universo.
O progresso da ciência, os seus triunfos tecnológicos, assim nos é dito, demonstram a sua verdade. A ciência é aparentemente inatacável. Afinal de contas, ela funciona, não é verdade? E não é o sucesso a medida da verdade?
Sendo assim, quando a Bíblia e a ciência parecem estar em conflito, devemos reinterpretar a Bíblia. Por exemplo, visto que a ciência diz (e o Papa concorda) que a evolução (ou algum tipo dela) é um fato, não apenas uma teoria, devemos
Analisar em Génesis 1. Já não podemos afirmar como o Breve Catecismo de Westminster (Q 9) que “a obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem”. O criacionismo de seis dias precisa ser reexaminado.
Falar contra o pensamento científico é quase blasfemo nalguns círculos, pois, para muitos, a ciência é o deus

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

“Cientistas provam a existência de Deus”


Quando Gödel morreu, em 1978, ele deixou uma teoria tentadora baseada nos princípios da lógica modal – que um ser superior deve existir. Os detalhes da matemática envolvidos na prova ontológica de Gödel são complicados, mas, na essência, o matemático argumentou que, por definição, Deus é aquele para o qual não poderia ser concebido um ser maior. E, enquanto Deus existe conceitualmente falando, Ele poderia ser concebido como “o maior”, se Ele existisse na realidade. Portanto, para Gödel, Deus deveria existir.
Apesar dessa argumentação não ser exatamente nova na época que foi formulada pelo matemático, ele inovou ao escrever teoremas – pressupostos que não podem ser comprovados – como equações matemáticas sobre o assunto. E, a partir daí, isso poderia ser comprovado.
Aí entram Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo. Com o uso de um MacBook comum, eles mostraram que a prova de Gödel está correta – pelo menos a  nível matemático – por meio da lógica modal superior. A apresentação inicial, na publicação científica arXiv.org, recebeu o título de “Formalização, mecanização e automação de prova da existência de Deus de Gödel”.
E, a partir do fato de que um teorema complicado foi comprovado com o uso de um equipamento tecnológico de acesso ao público, isso abre “todos os tipos de possibilidades”, declarou Benzmüller ao jornal Spiegel. “É totalmente incrível que, a partir desse argumento liderado por Gödel, tudo isso pode ser provado automaticamente em poucos segundos, ou até menos em um notebook padrão”, disse ele.

Fonte: (History)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Ateísmo é o NADA que nos Envolve

As posições ateístas não se sustentam. Digo isso não por ser Adventista, mas por acreditar que não há argumentos sólidos no discurso libertário-religioso dos ateus praticantes, carregados de opiniões contraditórias que só encontram apoio na literatura militante de Richard Dawkins, Christopher Hitchens, ou na tróica: Feuerbach, Marx, Freud, que não passa de uma profissão de fé, impossível e improvável.
 Cito o livro de Hitchens “Deus não é Grande” em que o escritor fala do Deus criado pela imaginação humana que motiva fatalistas e extremistas religiosos a cometerem atrocidades em Seu nome, como o atentado de 11 de setembro, na cidade de Nova Iorque.
 Mas esse argumento não basta porque é impossível condenar toda a religião de origem judaica, cristã e islâmica organizada levando em conta as suas expressões mais extremas e totalitárias.
 Mais: só um ingénuo acredita que o problema envolvendo o Estado de Israel e a Palestina é, apenas, um conflito religioso entre extremistas. A história apresenta outros fatos em que a ideologia e a política que movimenta o Oriente, desde o fim do Império Otomano, tiveram uma motivação maior.
 Hitchens e Dawkins também não aceitam o argumento de que os regimes que aboliram a religião viveram da angústia e acabaram por descer a níveis impensáveis de desumanidade, mesmo diante dos fatos de que a história apresenta um processo de sensibilização em relação ao que é real.
 Essa crença central da modernidade de que a razão humana é capaz de desvendar tudo, incluindo aquilo que não é desvendável, é uma fantasia, delírio e ideologia que talvez possa convencer pessoas demasiadas cheias de si próprias, ou aqueles que não aceitam a objeção por pura e patética soberba.
 Só um ingénuo acredita ser possível nós compreendermos tudo. Temos que aceitar uma dose de mistério e resignarmos da nossa profunda e miserável ignorância diante da imensidão do universo, porque existem dimensões em nossas vidas que não tem resolução racional e não vale a pena, mesmo que diante de argumentos definitivos, questionar essas convicções.
 Não é preciso ser cristão para perceber que o ateu sempre está preocupado em demasia com a existência Divina. Explico: Não há nada mais irónico e contraditório do que não acreditar em Deus e passar a vida a abominá-lo. Enfim, eu não creio em gnomos e não me preocupo com eles, certo?
 Por mais irônico que pareça, o fanático religioso vê o diabo em toda parte e o fanático ateu enxerga Deus em tudo, e ambos comportam-se como o mesmo homem, só que de lados opostos do discurso e da linha de frente do fanatismo.
 Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia o escritor inglês G.K. Chesterton.
 Antes de ateus praticantes festejarem provável inexistência Divina, convém saber aonde isso vai nos levar.

Alexsandro Nogueira

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Criação ou Explosão?

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Muitos acreditam que o universo foi criado em um big bang. Na verdade, a quebra de bacalhau em algo ao invés de construir. Hoje, mostra claramente que o universo é uma projeção, e neste projeto, o Big-Bang - Big Bang - não desempenharam qualquer papel criativo. Muitas observações astronômicas e cálculos não ir com essa teoria, todos juntos.
O universo é estruturado, homogênea. Mas isso não corresponde à radiação de fundo homogêneo (residual da radiação de microondas a uma temperatura de 2,7 K), ou a dinâmica de uma explosão distante. Não é certo se o universo é realmente em expansão. Redshift galáxias pode ser interpretado de outra forma, e seu tamanho é, por vezes em conflito com a massa do objeto.
Em 1986, R. Brent Tully (Universidade do Havaí), indicou que há "tira super amostra de galáxias" 300 milhões de anos-luz de comprimento e 100 milhões de anos-luz de espessura, estendendo-se em distâncias de até 1 bilião de anos-luz e entre eles há muitos lugares vazios 300

domingo, 13 de outubro de 2013

Motores do corpo

Se os ossos são as vigas e colunas da máquina humana, os músculos são os “motores” que põem em movimento essa estrutura. Formados por feixes de fibras finas e alongadas, os músculos trabalham em sintonia fina com o sistema nervoso. Mas nem todos os músculos são iguais.

Andar, comer, digitar, correr, chutar – tudo isso é um trabalho conjunto do esqueleto com os músculos, ou do que é chamado de musculatura esquelética. Mas há outros tipos de movimentos nos quais nem pensamos mas que estão ocorrendo neste exato momento em que você lê estas palavras (aliás, seus olhos também se movem graças a pequenos músculos muito precisos). A respiração, o pulsar do coração e os movimentos que promovem a digestão também são comandados por músculos especializados – e automáticos! Eles constituem a chamada musculatura lisa, e independem da nossa vontade para se movimentar. Ou você está ordenando

O Milagre da Vida

Ao longo da História – e especialmente em nossos dias – o sexo foi tão banalizado que poucos vêem a sublime união de dois seres como um dom divino. O ato de gerar uma vida através do encontro dos gametas masculino e feminino é fruto de uma engenharia além de nossa imaginação.

Como se teriam desenvolvido ao longo das eras e por processos casuais os complexos mecanismos da reprodução?

Existe um paradoxo que sempre intrigou os pesquisadores: os seres vivos gastam um tempo precioso em busca de um parceiro e, quando o encontram, muitas vezes precisam proteger o “achado” de rivais. Mas, mesmo quando todo o esforço vale a pena, no caso individual ou da espécie, o sexo como forma de reprodução perde de longe para a reprodução assexuada. É pura matemática: enquanto cada indivíduo assexuado é capaz de ter um filho, na reprodução sexuada são necessários dois indivíduos. O resultado é que, desconhecendo o sexo, uma espécie pode se reproduzir duas vezes mais depressa. Como uma lei biológica elementar faz com que qualquer espécie tenda a propagar o seu estoque genético ao máximo – isto é, mediante o nascimento do maior número possível de indivíduos – então o certo seria antes só do que acompanhado.

Mas não é isso o que se observa na natureza e aí está o paradoxo: apenas a minoria de 15 mil espécies animais, das cerca de 2 milhões existentes no planeta, “prefere” se reproduzir assexuadamente, ou seja, crescendo e se dividindo. Talvez alguns respondam que os animais “preferiram” a reprodução sexuada pois, assim, é possível embaralhar as características maternas e paternas, criando em uma mesma espécie seres geneticamente diversificados e, portanto, com maiores chances de sobreviver.

Na verdade, o sistema nervoso de todo animal já nasce programado para o sexo. Como uma espécie de seguro adicional, os genes ainda fazem com que certas glândulas jorrem hormônios, que desencadeiam o desejo, a atração sexual. Amar, de certo modo, é ter reações químicas em cascata. No caso da espécie humana, quatro milhões de receptores na pele podem captar os estímulos recebidos e enviar a mensagem do prazer ao cérebro. Como se pode perceber, é outro tipo de sistema perfeitamente ajustado e planejado, cuja perfeição deveria existir desde o início.

Se o ato conjugal é algo biologicamente maravilhoso, o que dizer da concepção e da gestação? Uma única célula ovo, formada pela união do espermatozóide com o óvulo, passa a se multiplicar e a se diferenciar, dando origem a células diferentes que farão parte de tecidos e órgãos especializados.

É interessante como Jó descreveu esse processo: “Não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo? De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste” (Jó 10:10 e 11). E o rei Davi, mil anos antes de Cristo, também ficou fascinado com a formação de um ser humano: “Pois Tu formaste o meu interior. Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sal. 139:13-16).


Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).