segunda-feira, 14 de maio de 2012

Se Deus fez tudo. Quem fez Deus?

Em nossa experiência cotidiana, tudo parece ter tido um início. De fato, as leis da ciência mostram que até mesmo coisas que parecem as mesmas ao longo de nossas vidas, como o Sol e outras estrelas, estão se degradando. O sol está gastando seu combustível em milhões de toneladas por segundo. Como o mesmo não é eterno, teve de ter um início, obviamente. Isso se mostra verdadeiro por todo o universo.

Assim, quando os cristãos declaram que o Deus da Bíblia criou todo o universo, alguns irão fazer o que parece ser uma pergunta lógica: “De onde vem Deus?”.

A Bíblia deixa claro em muitas passagens que Deus está fora do alcance do tempo. Ele é eterno, sem princípio ou fim – Ele é infinito! Ele também conhece todas as coisas, sendo infinitamente inteligente.1
Isso é lógico? A ciência moderna pode sustentar tal noção? E como você poderia reconhecer a evidência de um Criador inteligente?

A existência de Deus é tida como confirmada na Bíblia. Em nenhum lugar há argumentos para provar isso. Aquele que abandona tal verdade é dito como destituído de entendimento (Sal 14:1).

Os argumentos geralmente feitos pelos teólogos como demonstração da existência de Deus são:
• O argumento a priori , que é o testemunho fornecido pela razão.

• O argumento a posteriori, pelo qual nós procedemos logicamente de experiências às suas causas. Estes argumentos são:
a. O cosmológico, pelo qual é provado que teve que haver uma Causa Primeira para todas as coisas, para todo efeito deve haver uma causa.

b. O teleológico, ou o argumento do projeto. Nós vemos em todo lugar as operações de uma Causa inteligente na natureza.
c. O argumento moral, também chamado argumento antropológico, baseado na consciência moral e na história da humanidade, que exibe uma ordem moral e propósito que só pode ser explicado na suposição da existência de Deus. A consciência e a história humana testificam que "verdadeiramente existe um Deus que julga a terra."
Matthew G. Easton

Como reconhecer inteligência
Cientistas ficam excitados quando encontram em uma caverna ferramentas de pedra, porque estas são sinais de inteligência – um construtor de ferramentas. Elas não poderiam ter se autoprojetado. Ninguém acreditaria que as cabeças esculpidas dos Presidentes no Monte Rushmore são o produto de milhões de anos de erosão. Nós podemos reconhecer um projeto — a evidência de esforços externos de inteligência — nos objetos feitos pelo homem que estão à nossa volta.

Semelhantemente, no famoso argumento de William Paley, um relógio implica em um relojoeiro.2 Hoje, porém, uma grande proporção de pessoas, incluindo muitos cientistas de liderança, acredita que todas as plantas e animais, incluindo os incrivelmente complexos cérebros das pessoas que fazem relógios, motores de carros, etc., não foram projetados por um Deus inteligente, mas por um irracional processo evolucionário. Mas esta posição é defensível?

Projeto nos seres vivos
O biólogo molecular Dr. Michael Denton, escrevendo como um agnóstico, concluiu:
‘Ao lado do nível de ingenuidade e complexidade exibido pela maquinaria molecular da vida, até os nossos mais avançados [artifícios tecnológicos do século XX parecem] grosseiros… Seria uma ilusão pensar que do que nós somos cientes no presente é algo mais do que uma fração da amplitude do projeto biológico. Em praticamente cada campo da pesquisa biológica fundamental, crescentes níveis de projeto e complexidade têm sido revelados em uma taxa acelerada.’3

O mundialmente renomado defensor do darwinismo e do ateísmo, Prof. Richard Dawkins, declara:
‘Nós temos visto que os seres vivos são muito improváveis e muito belamente “projetados” para terem vindo à existência por chance’4

Portanto, até o mais ardente ateu confessa que projeto está presente ao nosso redor. Para um cristão, o projeto que vemos ao nosso redor é totalmente consistente com a exposição bíblica de que Deus criou tudo.
Contudo, evolucionistas como Dawkins rejeitam a idéia de um Projetista. Ele comenta:
‘Contradizendo todas as aparências, o único relojoeiro na natureza são as forças cegas da física, embora organizada de uma forma muito especial. Um verdadeiro relojoeiro tem previsão: ele projeta dentes e molas, e planeja suas interconexões, com propósito futuro em sua mente. A seleção natural, o cego, inconsciente e automático processo que Darwin descobriu, e que nós agora sabemos ser a explicação para a existência da aparentemente propositada forma de toda a vida, não tem propósito em mente... Ela não tem mente... Ela não planeja para o futuro... ela é o relojoeiro cego.’5

Seleção e projeto
A vida é construída, contida naquela molécula da hereditariedade, o DNA. Dawkins acredita que seleção natural6 e mutações (cegos e despropositados erros na cópia do DNA), juntos, providenciam o mecanismo para produzir as vastas quantidades de informação responsáveis pelo projeto nos seres vivos.7
A seleção natural é um processo lógico que pode ser observado. Todavia, seleção pode apenas operar informação já contida nos genes— ela não produz informação nova.

8 Na verdade, ela é consistente com o relato bíblico da origem; Deus criou distintas classes de animais e plantas, cada uma para se reproduzir em sua própria espécie.
Pode-se observar grande variação em uma classe, e ver os resultados da seleção natural. Por exemplo, cães selvagens, lobos e coiotes têm se desenvolvido ao longo do tempo como um resultado da seleção natural operando na informação dos genes na classe lobo/cão.

Mas nenhuma informação nova foi criada — estas têm resultado de rearranjamento e sorteio da informação na classe original canina. Uma classe nunca foi constatada por mudar em uma outra totalmente diferente, com nova informação que não existia previamente!
Sem uma forma para aumentar a informação, a seleção natural não irá trabalhar como um mecanismo para evolução. Os evolucionistas concordam com isto, mas eles acreditam que mutações de alguma forma providenciam a nova informação para que a seleção natural aja sobre a mesma.

Mutações podem produzir nova informação?
Verdadeiramente, agora está claro que a resposta é não! Dr. Lee Spetner, um cientista altamente qualificado que ensinou informação e comunicação teóricas na Johns Hopkins University, torna isto bem claro em seu recente livro:
‘Neste capítulo trarei alguns exemplos de evolução, [i.e., exemplos alegados de serem de evolução] particularmente mutações, e mostrar que a informação não é acrescentada... Mas em toda a leitura que fiz em literatura da vida/ciência, nunca encontrei uma mutação que adicionara nova informação.’9

‘ Todas as mutações que têm sido estudadas no nível molecular tendem a reduzir a informação genética e não aumentá-la.’10

‘A TND [teoria neodarwiniana] é suposta explicar como a informação da vida tem sido construída por evolução. A diferença biológica essencial entre um humano e uma bactéria é a informação que eles contêm. Todas as outras diferenças biológicas seguem a partir desta. O genoma humano tem muito mais informação que o genoma bacteriano. Informação não pode ser construída a partir de mutações que a prejudiquem. Um trabalho não pode render dinheiro ao perdê-lo um pouco de cada vez.’11

Cientistas evolucionistas não trabalham de acordo com o que muitos cientistas, incluindo Dr. Spetner, têm concluído. Mutações não agem como um mecanismo que move o processo evolucionário.
Mais problemas!
Cientistas têm descoberto que, com a célula, há milhares das que podem ser chamadas de ‘máquinas bioquímicas’. Todas estas partes têm de estar no lugar simultaneamente ou a célula não pode funcionar. Coisas que foram tidas como sendo simples mecanismos, como ser capaz de absorver luz e convertê-la em impulsos eléctricos, são de fato altamente complicadas.
Visto que a vida é construída nestas máquinas, a ideia de que processos naturais poderiam ter feito um sistema vivo é insustentável. O bioquímico Dr. Michael Behe usa o termo “complexidade irredutível” ao descrever tais “máquinas” bioquímicas.
‘…sistemas de horrenda e irredutível complexidade habitam a célula. O pensamento resultante de que a vida foi designada por uma inteligência é chocante para nós do século vinte, que nos acostumamos a pensar da vida como resultado de simples leis naturais. Mas outros séculos tiveram seus choques, e não há razão em supor que nós deveríamos escapar deles.’12
Richard Dawkins reconhece este problema de falta de “maquinaria” para começar quando ele declara:
‘A teoria do relojoeiro cego é extremamente poderosa, dado que nós somos autorizados a assumir replicação e disso seleção cumulativa. Mas se replicação necessita de maquinaria complexa, visto que o único caminho que nós conhecemos para maquinaria complexa no final das contas vem à existência é seleção cumulativa, nós temos um problema.’13

Um problema realmente! Quanto mais nós olhamos os mecanismos da vida, mais complicado fica, e mais nós vemos que a vida não poderia surgir por ela mesma. Não somente é necessário uma fonte de informação, mas as complexas máquinas da química da vida precisam vir à existência logo no início!

Um problema maior ainda!
Alguns ainda tentam insistir que a maquinaria da primeira célula poderia ter surgido por puro acidente. Por exemplo, dizem eles, por aleatoriamente desenhar letras do alfabeto em sequência da palavra “faca”, às vezes você conseguirá uma palavra simples como “VACA”.14 Assim, em longos períodos de tempo, por que não teríamos até mesmo mais complexas informações surgidas por acaso?

Contudo, o que a palavra “VACA” significa para um alemão ou chinês? O fato é que uma ordem de letras não tem significado a não ser que exista uma linguagem convencional e um sistema de tradução no lugar que faz disto algo com significado.

Em uma célula, existe tal sistema (outras moléculas) que faz a ordem no DNA significativa. O DNA, sem o sistema de linguagem/tradução não tem significado, e estes sistemas, sem o DNA, não funcionariam também.
A outra complicação é que a maquinaria tradutora que lê a ordem de ‘letras’ no DNA é a si mesma especificada pelo DNA! Ela é outra daquelas ‘máquinas’ que necessitam serem totalmente formadas, ou a vida não funcionaria.

Pode a informação surgir da não-informação?
Dr. Werner Gitt, diretor e professor no Instituto Federal Alemão de Física e Tecnologia, diz claramente que uma das coisas que nós sabemos claramente na ciência, é que informação não pode surgir da desordem por sorte. Ela colhe o máximo de informação para produzir informação e, no fim de contas, a informação é resultado da inteligência:

‘Um sistema de código é sempre o resultado de um processo mental (isto requer origem inteligente ou inventor)... Deveria ser enfatizado que matéria como ela é não é capaz de gerar nenhum código. Todas as experiências indicam que um ser pensante, exercendo voluntariamente a sua livre vontade, cognição e criatividade é requerido.’15

‘Não existe nenhuma lei natural conhecida através da qual matéria pode dar origem a informação, e nem há algum processo físico ou fenómeno material conhecido que possa fazê-lo.’16
Qual é a fonte da informação?
Nós podemos portanto deduzir que a enorme quantidade de informação nos seres vivos deve originalmente ter vindo de uma inteligência, que teria de ter sido bem superior à nossa, como os cientistas estão revelando a cada dia. Mas então alguns irão dizer que tal fonte deveria ter surgido de algo com ainda maior informação/inteligência.

Todavia, se eles assim pensam, alguém poderia perguntar de onde esta maior informação/inteligência veio. E daí, perguntar de onde esta outra viera … um poderia extrapolar para o infinito, eternamente, a não ser...

A não ser que tenha existido uma fonte de infinita inteligência, além do nosso entendimento finito. Mas não é isto o que a Bíblia indica quando nós lemos: ‘No princípio, Deus...’? O Deus da Bíblia é um ser infinito que não está preso por limitações de tempo, espaço, conhecimento, ou qualquer outra coisa.

Então qual é a posição logicamente defensível? — Que a matéria sempre existiu (ou veio à existência por ela mesma, sem nenhuma razão), e então ela se arranjou sozinha em sistemas de informação, contra tudo que foi observado na ciência real? Ou que um ser com inteligência infinita17 criou sistemas de informação para que a vida existisse, concordando com a ciência real?

A resposta parece óbvia, por que todos os cientistas não concordam com isto? Michael Behe responde:
‘Muitas pessoas, incluindo muitos cientistas importantes e respeitados, simplesmente não querem que haja nenhuma coisa além da natureza. Elas não querem algo sobrenatural que afete a natureza, não importa o quão breve ou construtiva a interacção possa ser. Em outras palavras... elas produzem um depósito filosófico para sua ciência que restringe quais tipos de explanações eles irão aceitar acerca do mundo físico. Às vezes, isto leva a um comportamento um tanto bizarro.’18

O x do problema é este: Se alguém aceita que existe um Deus que nos criou, aceita também que somos propriedade desse Deus. Ele, portanto, tem o direito de criar as regras pelas quais nós devemos viver. Na Bíblia, Ele nos tem revelado que nós estamos em rebelião contra nosso Criador. Por causa desta rebelião chamada pecado, nossos corpos físicos estão designados para a morte- mas depois nós iremos viver, seja com Deus ou sem Ele, em um lugar de julgamento.

Mas as boas-novas são que nosso Criador proveu, através da cruz de Jesus Cristo, um meio de nos livrar de nosso pecado de rebelião, de modo que aqueles que vem a Ele em fé, arrependidos de seus pecados, podem receber o perdão de um Deus Santo e viver para sempre com seu Deus.

Então quem criou Deus?
Por definição, um infinito, e eterno ser sempre existiu – ninguém criou Deus. Ele é o ser auto-existente – o grande ‘Eu Sou’ da Bíblia.19 Ele está fora do tempo – na verdade, Ele criou o tempo.
Poderia dizer, ‘Mas então significa que eu tenho de aceitar isto pelar fé, já que eu não consigo entendê-lo.'

Nós lemos no livro de Hebreus: ‘Mas sem fé é impossível agradá-lo: porque aquele que vem a Deus deve crer que ele existe, e que é recompensador daqueles que diligentemente o buscam’ (Hebreus 11:6).

Mas esta não é uma fé cega, como alguns pensam. Na verdade, os evolucionistas que negam Deus têm uma fé cega – eles têm que acreditar em algo que é contra a ciência real – a saber, que informação pode surgir da desordem por azar. Acredita no azar? Acredita que se uma explosão acontecer numa velha sucata pode resultar um computador?

Você pode acreditar em algo que você nunca viu? Você já viu o seu cérebro? Nós todos acreditamos em muitas coisas que nunca vimos. Você já viu o vento? Você já viu a história? Nós vemos os efeitos do vento, mas o vento é invisível. Nós temos recordações da história, mas é por fé que nós acreditamos que certos eventos históricos aconteceram. Ondas de televisão são invisíveis, mas uma antena e um receptor pode detectar sua presença.

Você sabia que você tem um receptor? Antes de se tornar um filho de Deus, seu o receptor (seu espírito) está morto por causa do pecado (ver Efésios 2:1). Você precisa ser conectado a Deus, e assim você se tornará vivo e ciente do reino espiritual invisível.

A fé cristã não é uma fé cega — é uma fé logicamente defensível. É por isto que a Bíblia deixa claro que ninguém que não crê em Deus está desculpado:
‘Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.’ (Romanos 1:20).

Referências e Notas
1.Sal. 90:2; 106:48; 147:5. Notar que apenas coisas que têm um princípio têm que ter uma causa. Ver J. Sarfati, ‘Se Deus criou o universo, quem criou Deus?’ 12(1), CEN Technical Journal (1998), pp. 20-22.
2.W. Paley, Natural Theology, 1802. Reprinted in 1972 by St Thomas Press, Houston, Texas.
3.M. Denton, Evolution: A Theory in Crisis (Adler and Adler, Maryland: 1986), p. 342.
4.R. Dawkins, The Blind Watchmaker (N.Y.: W.W. Norton & Co, 1987), p. 43.
5.Ref. 4, p. 5.
6.Seleção natural — o conceito de que alguns variantes em uma população serão menos aptos para produzir descendência do que outros em um dado ambiente.
7.Ver C. Wieland, Stones and Bones (Australia: Creation Science Foundation Ltd, 1995), and G. Parker, Creation: Facts of Life (Green Forest, Arkansas: Master Books, 1996).
8.L. Lester and R. Bohlin, The Natural Limits to Biological Change (Dallas Texas: Probe Books, 1989), pp. 175-6.
9.L. Spetner, Not by Chance (Brooklyn, New York: The Judaica Press Inc.), pp. 131-2.
10.Ref. 9, p. 138.
11.Ref. 9, p. 143.
12.M. Behe, Darwin's Black Box (New York: The Free Press, 1996), pp. 252-253. Retorna ao texto.
13.Ref. 4, pp. 139-140. Retorna ao texto.
14.Verdadeiramente, gerar palavras é bem mais simples do que sentenças ou parágrafos. Cálculos simples mostram que até mesmo um bilhão de anos não seria tempo suficiente para gerar ao menos uma ‘sentença’ protéica.
15.W. Gitt, In the Beginning was Information, (Bielenfeld, Germany: CLV), pp. 64-7.
16.Ref. 15, p. 79.
17. Portanto, capaz de gerar informação infinita, e certamente a enorme, embora finita, informação da vida. Retorna ao texto.
18.Ref. 12, p. 243. Retorna ao texto.
19.Exodo 3:14; Job 38:4; João 8:58, 11:25.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Elefantes e Trabalho em Equipa

Pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que os elefantes são tão rápidos quanto os chimpanzés para trabalhar em equipa e resolver problemas. Segundo Joshua Plotnik, os elefantes “ajudam-se uns aos outros em seus problemas” e parecem, em algumas situações, “muito ligados emocionalmente”, sendo, por isso, “de esperar que existisse algum nível de cooperação” entre eles. Plotnik também disse que “ficou admirado com a rapidez com que eles aprendem [a cooperar para resolver um problema]”.

Os cientistas perceberam que os elefantes são tão rápidos quanto os chimpanzés em aprender a resolver um problema em conjunto. Os testes que levaram a essa conclusão foram feitos na Tailândia e envolveram seis pares de elefantes que tinham de alcançar uma plataforma com comida, puxando, em conjunto, uma corda para trazer os alimentos até uma cerca, atrás da qual eles se encontravam. A taxa de sucesso dos paquidermes, nesses testes, variou entre 88 e 97 por cento.

Atualmente, já se sabe que os animais revelam alto grau de inteligência e são capazes de realizar tarefas complexas que exigem colaboração. Além disso, há muita semelhança genética entre seres humanos e vários animais – embora existam tremendas diferenças, também. Mas os macacos são sempre os escolhidos pelos evolucionistas para reforçar a hipótese de que seres humanos e símios teriam origem comum.

Na verdade, golfinhos, elefantes, macacos e homens têm, mesmo, uma origem comum: Deus. E Ele deixou Sua assinatura em toda a criação.

Michelson Borges

domingo, 6 de maio de 2012

Biorritmo e o Sétimo Dia

A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existem o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre no nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia, seja uma cirurgia, transplante ou libertação de hormônios.

Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).

Monitorizaram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia num ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com os seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, o seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).

Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).

Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).

Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).

Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.

Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!

Na Bíblia, em Génesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a
terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”

E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.

Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.

(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. www.wildwoodlsc.org)

Biorritmo e o Sétimo Dia

A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existem o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre no nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia, seja uma cirurgia, transplante ou libertação de hormônios.

Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).

Monitorizaram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia num ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com os seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, o seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).

Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).

Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).

Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).

Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.

Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!

Na Bíblia, em Génesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a
terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”

E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.

Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.

(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. www.wildwoodlsc.org)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciência versus Religião

Muitas pessoas, em todo mundo, insistem em dizer que ciência e religião são impatíveis ou se tem crença numa ou se racionaliza a outra. Alguns cientistas bem-sucedidos admitem a existência de Deus (sem negarem a ciência) e o seu grande Amor por nós, seus filhos.

O que eu não entendo é como eles explicam, e na maioria das vezes não explicam, as coisas que provém de Deus, as coisas impossíveis de serem feitas por humanos, os "Milagres", tais coisas que não tem explicação lógica e não podem ser provados pela ciência, ainda que alguns médicos descrente digam com frequência “foi um milagre”.
A Ciência tem a sua importância, sem dúvida, porém se Deus criou tudo, a Ciência e até aqueles que a ela se dedicam, não lhes ficaria nada mal e tornar-se-iam mais nobres se descessem do seu pedestal e confessassem: “Sim há coisas que estão para além da explicação da ciência”.
Albert Einstein, um dos maiores cientistas da história conseguiu chegar a uma conclusão científica de que Deus existe, veja o vídeo:

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cientistas físicos afirmam que o tempo já existia antes do Big Bang


O seu modelo sugere que novos universos podem ser criados espontaneamente a partir de um espaço onde nada exista. Na sua apresentação, o astrónomo Carrol explicou que ao criar um Big Bang a partir do espaço frio de um universo pré-existente, o novo universo começaria já num estado ordenado. Ele disse: “Estamos treinados para dizer que não havia tempo antes do Big Bang, quando deveríamos dizer que não sabemos se havia ou não alguma coisa – ou se havia, o que seria“.

Mais um modelo. Este diz que o tempo já existia num universo anterior ao Big Bang. Como se a hipótese do Big Bang não fosse já uma grande trapalhada, Carrol terá agora de formular como surgiu este universo pré-existente. Ele sugere que “novos universos podem ser criados espontaneamente“. Espontaneamente. Depois de acreditar que tudo surgiu de forma natural, o ateu tem a ousadia de criticar o crente por este dizer que Deus não foi criado por ninguém. Ridículo! Gostei particularmente da frase do astrónomo: “Estamos treinados para dizer…“. Realmente parece que os Big Bangers e os evolucionistas têm uma série de pensamentos que, apesar de serem completamente improváveis e cabalísticos, são proferidos como se aquilo que dizem fosse a coisa mais natural do mundo. Um universo a criar-se a si próprio e Vida complexa a surgir através da acumulação de erros genéticos… duro treino!
Uma espécie de um pássaro de uma ilha na Nova Zelândia é capaz de modificar o seu comportamento para evitar os predadores. Uma bióloga da Universidade de Canterbury, juntamente com a sua equipa, descobriu que uma espécie de pássaros passa mais tempo no seu ninho quando o risco de ser caçada é maior. Este novo estudo acaba com a ideia largamente aceite que os pássaros das ilhas são especialmente vulneráveis a serem comidos porque não acompanharam a evolução dos seus predadores. Melanie Massaro disse: “A nossa principal descoberta é que os pássaros das ilhas não foram necessariamente presos pela sua história evolutiva, como é largamente aceite, mas eles possuem a habilidade de alterar o seu comportamento de maneira a se conseguirem adaptar“. Ela acrescentou: “Mais importante, o nosso estudo demonstra que tal adaptação pode ocorrer num espaço de anos e não de séculos“.

Que é possível ver animais a adaptarem-se ao ambiente em apenas alguns anos, não é novidade nenhuma. Mas que se pode fazer? Um cientista que não se desconecte da teoria da Evolução vai sempre achar surpreendente estas rápidas alterações, quer comportamentais, quer morfológicas. Estes pássaros têm a habilidade de se adaptarem a diferentes ambientes não porque são o resultado de uma série de erros genéticos, mas porque Deus os dotou com essa capacidade, aquando da Criação.

sábado, 7 de abril de 2012

Árabe descoberto em Sepultura Dinamarquesa

“Árabe” descoberto numa sepultura dinamarquesa da Idade do Ferro. Um dinamarquês com genes do povo árabe faz parte de um estudo de ADN que sugere que os Escandinavos de há 2000 anos tinham uma variedade genética maior. O estudo analisou 18 corpos bem preservados, desenterrados de dois locais entre 0 e 400 anos depois de Cristo, na Dinamarca. Linea Melchior, investigador do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Copenhaga, disse: “À medida que recuamos no tempo encontramos muito mais diversidade genética“.

É verdade. A criação inicial de Deus foi “muito boa”. Desde a entrada do pecado no mundo, toda a criação tem-se corrompido. As mutações, acumulativas e degenerativas, não produzem nova informação genética, limitando-se a prejudicar o material genético já existente. Deus criou tanto o ser humano como os animais com grande variedade genética, com capacidade de se reproduzirem de acordo com a sua espécie.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ADAM SEDGWICK (1785-1873) . Cientista Criacionista

Nasceu em Yorkshire, Inglaterra. Era o terceiro filho de um pároco da Igreja Anglicana. Foi grandemente influenciado pela bondade e pureza de vida de seu pai, como também por seu cristianismo tolerante e pragmático. Recorda que o pai detestava a escravidão. Sedgwick em 1804 entrou para o "Trinity College" de Cambridge, foi nomeado tutor de alunos em 1810, e sete anos mais tarde foi-lhe conferida a "Ordem de Santidade". Em 1818 foi nomeado Professor de Geologia da Universidade de Cambridge, e mesmo que lhe faltasse instrução formal em geologia logo se aperfeiçoou nesta ciência, e em 1829 chegou a ser presidente da Sociedade Geológica de Londres. Em 1845 chegou a ser Vice-Mestre do "Trinity College". Estando nesse alto cargo, um de seus ideais foi abrir as portas da Universidade de Cambridge aos que não eram anglicanos (até então só eram admitidos anglicanos). Com esse fim, ele e outro colega, W. Whewell, entrevistaram o Príncipe Albert, consorte da Rainha Vitória, e o convidaram para ser o Chanceler da Universidade. Assim começou sua boa amizade com a Rainha.

Suas dissertações chegaram a ser imensamente populares e abertas à assistência de senhoras. Exerceram influência sobre gerações sucessivas de estudantes de Cambridge e motivaram o conhecimento avançado que os ingleses tiveram em geologia. Sedgwick tinha o dom de poder comunicar-se com o povo trabalhador, e afirmava que a imagem de Deus podia ser vista em muitas das pessoas pobres e simples. Numa conferência que fez aos mineiros e artesãos perto de Newcastle, apresentou uma mistura de geologia, ética e religião como parte de seu grande desejo de relacionar a ciência com os problemas mais amplos, sociais e religiosos. Os trabalhos e opiniões de Sedgwick em duas áreas - geologia e teoria evolucionista - são considerados a seguir, com maior detalhe.

Ele e seu amigo Roderick Murchison, na década de 1830, trabalharam juntos para decifrar os complexos estratos geológicos de Gales. Murchison estudou os estratos do sudeste que têm fósseis de trilobitas e braquiópodes, e denominou esse período geológico de Siluriano (nome de um povo celta que habitou Gales). Sedgwick estudou os estratos do norte e denominou esse período com o qualificativo do antigo nome latino dado a Gales - Cambriano. Em 1835, apresentaram um artigo conjunto sobre os dois estudos. Sedgwick levantou alguns problemas existentes na parte de Murchison, porém suas observações não foram aceitas por ele. Isto o aborreceu e afetou a sua amizade com Murchison, levando-o a escrever a famosa frase: "Não sou mais teu amigo íntimo, porém te desejo o melhor, como meu irmão cristão". Somente depois do falecimento deles a ciência resolveu o problema levantado, agregando um novo período geológico entre os estratos estudados - o período Ordoviciano - denominação dada em homenagem a uma antiga tribo do norte de Gales.

A concepção de Sedgwick era de que as camadas sedimentares haviam sido depositadas por águas catastróficas, e que muitas haviam sido causadas pelo dilúvio bíblico. Apesar de crer que a Terra podia ser muito antiga, acreditava que Deus havia criado a vida "por um poder que eu não posso nem imitar nem compreender", e que logo interveio constantemente em Sua obra, talvez através de catástrofes geológicas e adaptações biológicas. Opôs-se aos longos éons de tempo de Hutton, e rejeitou a mudança longa e gradual de Lyell, pois dizia que ela era uma negação direta do Antigo Testamento, e mecanicista, sem Deus. Porém, tampouco aceitava os geólogos "mosaicos" porque dizia que distorciam achados geológicos para acomodá-los a "suas interpretações ingênuas de interpretações literais". Ele considerava que, se houvesse dificuldades religiosas com as conclusões da geologia, a verdade não deveria ser distorcida para adaptá-la à crença.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ALLAN SANDAGE (1926 -) Cientista Cristao

Teve desde sua infância uma fascinação pelas estrelas e pelo funcionamento do mundo. Era uma criança religiosa, que frequentava a Igreja Metodista enquanto seus pais dormiam. Obteve seu Bacharelado em Física na Universidade de Illinois (EUA) em 1948, e fez seu doutorado em Física no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Posteriormente fez o pós-doutorado na Universidade de Princeton. Em 1952 começou a trabalhar com um grupo de pesquisadores dos Observatórios do Monte Palomar e do Monte Wilson, e como assistente do famoso Edwin Hubble. Hubble morreu um ano depois, deixando Sandage encarregado da tarefa de continuar a cartografia estelar da expansão do universo. Em 1997 aposentou-se, porém continuou como Astrônomo Emérito do Grupo de Pesquisa dos Observatórios (em Pasadena, Califórnia) pertencente à Instituição Carnegie de Washington.
A continuidade dada por Sandage à disciplina de observação cosmológica que Hubble havia iniciado lançou a base para responder as perguntas fundamentais da Cosmologia: idade, tamanho, forma e, talvez, destino do universo. Para isso, era necessário achar o verdadeiro valor da constante de Hubble, Ho (ou seja, a velocidade da expansão do universo) e o parâmetro de desaceleração (ou seja, como decresce essa velocidade). Em 1929 o valor que Hubble obteve para Ho era 500 km/seg/Mpc, porém com novas técnicas usadas entre 1960 e 1970, Sandage e G. Tammann (suíço) reduziram este valor para 50. Isto trouxe a idade do universo para cerca de 20 bilhões de anos. A constante de Hubble se baseia em dois valores: a) o deslocamento para o vermelho da luz das galáxias, o que é relativamente fácil de determinar, e b) a distância até essas galáxias, o que é muito mais difícil. Tem havido muitas controvérsias acerca desses valores, porém os últimos dados são mais consistentes com o valor de Ho determinado por Sandage.
Além de trabalhar com a constante de Hubble, Sandage tem também investigado as pulsações das estrelas variáveis, a evolução estelar, a primeira identificação óptica dos quasares e a classificação, formação e evolução de galáxias. Sandage escreveu mais de 400 artigos e cinco livros. Foi premiado com as mais altas honrarias pela Inglaterra, Estados Unidos e Suécia (esta última equivalente ao prémio Nobel).

Sandage ressalta que a ciência pode tratar somente de uma área limitada dos problemas. A astronomia não pode nos dizer o porquê, nem indicar-nos o propósito. A ciência não pode nos dar base para compreendermos a existência, o propósito, o valor moral, e o livre arbítrio. A ciência não tem significado em si mesma, porém a religião é plena de significado.

Por volta dos seus cinquenta anos, Sandage veio a compreender que deve haver algum princípio organizador e de ordenação, que chamou de Deus. O mundo era demasiado mágico para ser um acidente. As "conexões delicadas" necessitavam de um programa de ação. A astronomia mostrava evidências de planeamento, e mesmo a vida podia ser melhor explicada como milagre do que como casualidade. A "tremenda complexidade do equilíbrio químico do corpo humano" tinha que ser um milagre, não poderia ser causada pela "progressiva seleção do mais apto". Temos que "inclinar-nos ante o mistério da existência".

Entretanto, o fato da existência de planeamento levou Sandage ao "Deus dos filósofos e não ao Deus das Escrituras". Reconheceu que identificar a força organizadora como o Deus da Bíblia requeria um salto de fé. Não bastava somente o caminho da razão. Apenas um ato de vontade lhe poderia trazer paz, e finalmente decidiu dar o salto de fé. "Finalmente decidi usar a minha vontade para crer", diz Sandage. "As respostas às perguntas da vida requerem um ato da vontade e este ato da vontade não encontra lugar no método científico. No cristianismo nós cremos antes de ter todas as evidências, e então esperamos o que acontece. A fé precede a compreensão; e temos que crer para poder entender. Esta trajetória religiosa, às vezes, é um salto demasiado grande para alguns homens de ciência."
A conversão completa de Sandage foi no ano de 1980 e deu-se com a ajuda do testemunho de cristãos dedicados que ele admirava por outras razões. Uniu-se a uma comunidade de fé, e passou a pertencer aos "Fundamentalistas Evangélicos."

Sandage afirma: "o evento da criação está fora do campo da ciência e somente pode ser entendido através do sobrenatural. A expansão do universo é uma predição científica que aponta para o evento da criação. As flutuações quânticas como fontes de criação são uma especulação vazia. A física não provê nenhum modo de predizer este evento sobrenatural." Ele considera que a ciência e a religião devem relacionar-se mutuamente com seriedade, porém devem-se fixar claramente seus limites. A ciência responde o que, quando e como, e a religião responde por quê.
Sandage se considera um homem religioso. Suas vigílias à noite no telescópio são-lhe inspiradoras. Contudo, a ciência encerra muitos mistérios para ele: por que a matemática explica tão bem o mundo; o porquê da ação à distância da gravidade de Newton; o eletromagnetismo de Maxwell e como funciona; e a mecânica quântica.

Em seu escritório há um frasco que ele chama de "Vitaminas Bíblicas Superpotentes", contendo 365 cápsulas plásticas com versos da Bíblia. Dentre eles "Porquanto sois filhos, Deus enviou a vosso coração o Espírito de Seu Filho" (Gálatas 4:6). "Oh Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o Teu nome! Pois expuseste nos céus a Tua majestade" (Salmo 8:1).

Referências
Durbin, William A. 2003. "Negotiating the Boundaries of Science and Religion: The Conversion of Allan Sandage." Zygon 38 (Março): 71-84.
Sandage, Allan. 2002. Entrevista com Philip Clayton, e "Science and religion: Separate closets in the same house." In Science and the Spiritual Quest: New Essays by Leading Scientists, ed. W. Mark Richardson, Robert John Russel, Philip Clayton, and Kirk Wegter-McNelly, 52-63. New York: Routledge.
Thompson, Francis. 1881. "The Hound of Heaven" - http://www.cin.org/liter/hound.html e http://sandhwak.tripod.com/adtxt/astronomy.html

Fonte http://www.scb.org.br/