quinta-feira, 10 de maio de 2012

Elefantes e Trabalho em Equipa

Pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que os elefantes são tão rápidos quanto os chimpanzés para trabalhar em equipa e resolver problemas. Segundo Joshua Plotnik, os elefantes “ajudam-se uns aos outros em seus problemas” e parecem, em algumas situações, “muito ligados emocionalmente”, sendo, por isso, “de esperar que existisse algum nível de cooperação” entre eles. Plotnik também disse que “ficou admirado com a rapidez com que eles aprendem [a cooperar para resolver um problema]”.

Os cientistas perceberam que os elefantes são tão rápidos quanto os chimpanzés em aprender a resolver um problema em conjunto. Os testes que levaram a essa conclusão foram feitos na Tailândia e envolveram seis pares de elefantes que tinham de alcançar uma plataforma com comida, puxando, em conjunto, uma corda para trazer os alimentos até uma cerca, atrás da qual eles se encontravam. A taxa de sucesso dos paquidermes, nesses testes, variou entre 88 e 97 por cento.

Atualmente, já se sabe que os animais revelam alto grau de inteligência e são capazes de realizar tarefas complexas que exigem colaboração. Além disso, há muita semelhança genética entre seres humanos e vários animais – embora existam tremendas diferenças, também. Mas os macacos são sempre os escolhidos pelos evolucionistas para reforçar a hipótese de que seres humanos e símios teriam origem comum.

Na verdade, golfinhos, elefantes, macacos e homens têm, mesmo, uma origem comum: Deus. E Ele deixou Sua assinatura em toda a criação.

Michelson Borges

domingo, 6 de maio de 2012

Biorritmo e o Sétimo Dia

A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existem o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre no nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia, seja uma cirurgia, transplante ou libertação de hormônios.

Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).

Monitorizaram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia num ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com os seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, o seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).

Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).

Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).

Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).

Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.

Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!

Na Bíblia, em Génesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a
terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”

E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.

Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.

(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. www.wildwoodlsc.org)

Biorritmo e o Sétimo Dia

A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existem o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre no nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia, seja uma cirurgia, transplante ou libertação de hormônios.

Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).

Monitorizaram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia num ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com os seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, o seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).

Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).

Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).

Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).

Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.

Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!

Na Bíblia, em Génesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a
terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”

E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.

Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.

(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. www.wildwoodlsc.org)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciência versus Religião

Muitas pessoas, em todo mundo, insistem em dizer que ciência e religião são impatíveis ou se tem crença numa ou se racionaliza a outra. Alguns cientistas bem-sucedidos admitem a existência de Deus (sem negarem a ciência) e o seu grande Amor por nós, seus filhos.

O que eu não entendo é como eles explicam, e na maioria das vezes não explicam, as coisas que provém de Deus, as coisas impossíveis de serem feitas por humanos, os "Milagres", tais coisas que não tem explicação lógica e não podem ser provados pela ciência, ainda que alguns médicos descrente digam com frequência “foi um milagre”.
A Ciência tem a sua importância, sem dúvida, porém se Deus criou tudo, a Ciência e até aqueles que a ela se dedicam, não lhes ficaria nada mal e tornar-se-iam mais nobres se descessem do seu pedestal e confessassem: “Sim há coisas que estão para além da explicação da ciência”.
Albert Einstein, um dos maiores cientistas da história conseguiu chegar a uma conclusão científica de que Deus existe, veja o vídeo:

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cientistas físicos afirmam que o tempo já existia antes do Big Bang


O seu modelo sugere que novos universos podem ser criados espontaneamente a partir de um espaço onde nada exista. Na sua apresentação, o astrónomo Carrol explicou que ao criar um Big Bang a partir do espaço frio de um universo pré-existente, o novo universo começaria já num estado ordenado. Ele disse: “Estamos treinados para dizer que não havia tempo antes do Big Bang, quando deveríamos dizer que não sabemos se havia ou não alguma coisa – ou se havia, o que seria“.

Mais um modelo. Este diz que o tempo já existia num universo anterior ao Big Bang. Como se a hipótese do Big Bang não fosse já uma grande trapalhada, Carrol terá agora de formular como surgiu este universo pré-existente. Ele sugere que “novos universos podem ser criados espontaneamente“. Espontaneamente. Depois de acreditar que tudo surgiu de forma natural, o ateu tem a ousadia de criticar o crente por este dizer que Deus não foi criado por ninguém. Ridículo! Gostei particularmente da frase do astrónomo: “Estamos treinados para dizer…“. Realmente parece que os Big Bangers e os evolucionistas têm uma série de pensamentos que, apesar de serem completamente improváveis e cabalísticos, são proferidos como se aquilo que dizem fosse a coisa mais natural do mundo. Um universo a criar-se a si próprio e Vida complexa a surgir através da acumulação de erros genéticos… duro treino!
Uma espécie de um pássaro de uma ilha na Nova Zelândia é capaz de modificar o seu comportamento para evitar os predadores. Uma bióloga da Universidade de Canterbury, juntamente com a sua equipa, descobriu que uma espécie de pássaros passa mais tempo no seu ninho quando o risco de ser caçada é maior. Este novo estudo acaba com a ideia largamente aceite que os pássaros das ilhas são especialmente vulneráveis a serem comidos porque não acompanharam a evolução dos seus predadores. Melanie Massaro disse: “A nossa principal descoberta é que os pássaros das ilhas não foram necessariamente presos pela sua história evolutiva, como é largamente aceite, mas eles possuem a habilidade de alterar o seu comportamento de maneira a se conseguirem adaptar“. Ela acrescentou: “Mais importante, o nosso estudo demonstra que tal adaptação pode ocorrer num espaço de anos e não de séculos“.

Que é possível ver animais a adaptarem-se ao ambiente em apenas alguns anos, não é novidade nenhuma. Mas que se pode fazer? Um cientista que não se desconecte da teoria da Evolução vai sempre achar surpreendente estas rápidas alterações, quer comportamentais, quer morfológicas. Estes pássaros têm a habilidade de se adaptarem a diferentes ambientes não porque são o resultado de uma série de erros genéticos, mas porque Deus os dotou com essa capacidade, aquando da Criação.

sábado, 7 de abril de 2012

Árabe descoberto em Sepultura Dinamarquesa

“Árabe” descoberto numa sepultura dinamarquesa da Idade do Ferro. Um dinamarquês com genes do povo árabe faz parte de um estudo de ADN que sugere que os Escandinavos de há 2000 anos tinham uma variedade genética maior. O estudo analisou 18 corpos bem preservados, desenterrados de dois locais entre 0 e 400 anos depois de Cristo, na Dinamarca. Linea Melchior, investigador do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Copenhaga, disse: “À medida que recuamos no tempo encontramos muito mais diversidade genética“.

É verdade. A criação inicial de Deus foi “muito boa”. Desde a entrada do pecado no mundo, toda a criação tem-se corrompido. As mutações, acumulativas e degenerativas, não produzem nova informação genética, limitando-se a prejudicar o material genético já existente. Deus criou tanto o ser humano como os animais com grande variedade genética, com capacidade de se reproduzirem de acordo com a sua espécie.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ADAM SEDGWICK (1785-1873) . Cientista Criacionista

Nasceu em Yorkshire, Inglaterra. Era o terceiro filho de um pároco da Igreja Anglicana. Foi grandemente influenciado pela bondade e pureza de vida de seu pai, como também por seu cristianismo tolerante e pragmático. Recorda que o pai detestava a escravidão. Sedgwick em 1804 entrou para o "Trinity College" de Cambridge, foi nomeado tutor de alunos em 1810, e sete anos mais tarde foi-lhe conferida a "Ordem de Santidade". Em 1818 foi nomeado Professor de Geologia da Universidade de Cambridge, e mesmo que lhe faltasse instrução formal em geologia logo se aperfeiçoou nesta ciência, e em 1829 chegou a ser presidente da Sociedade Geológica de Londres. Em 1845 chegou a ser Vice-Mestre do "Trinity College". Estando nesse alto cargo, um de seus ideais foi abrir as portas da Universidade de Cambridge aos que não eram anglicanos (até então só eram admitidos anglicanos). Com esse fim, ele e outro colega, W. Whewell, entrevistaram o Príncipe Albert, consorte da Rainha Vitória, e o convidaram para ser o Chanceler da Universidade. Assim começou sua boa amizade com a Rainha.

Suas dissertações chegaram a ser imensamente populares e abertas à assistência de senhoras. Exerceram influência sobre gerações sucessivas de estudantes de Cambridge e motivaram o conhecimento avançado que os ingleses tiveram em geologia. Sedgwick tinha o dom de poder comunicar-se com o povo trabalhador, e afirmava que a imagem de Deus podia ser vista em muitas das pessoas pobres e simples. Numa conferência que fez aos mineiros e artesãos perto de Newcastle, apresentou uma mistura de geologia, ética e religião como parte de seu grande desejo de relacionar a ciência com os problemas mais amplos, sociais e religiosos. Os trabalhos e opiniões de Sedgwick em duas áreas - geologia e teoria evolucionista - são considerados a seguir, com maior detalhe.

Ele e seu amigo Roderick Murchison, na década de 1830, trabalharam juntos para decifrar os complexos estratos geológicos de Gales. Murchison estudou os estratos do sudeste que têm fósseis de trilobitas e braquiópodes, e denominou esse período geológico de Siluriano (nome de um povo celta que habitou Gales). Sedgwick estudou os estratos do norte e denominou esse período com o qualificativo do antigo nome latino dado a Gales - Cambriano. Em 1835, apresentaram um artigo conjunto sobre os dois estudos. Sedgwick levantou alguns problemas existentes na parte de Murchison, porém suas observações não foram aceitas por ele. Isto o aborreceu e afetou a sua amizade com Murchison, levando-o a escrever a famosa frase: "Não sou mais teu amigo íntimo, porém te desejo o melhor, como meu irmão cristão". Somente depois do falecimento deles a ciência resolveu o problema levantado, agregando um novo período geológico entre os estratos estudados - o período Ordoviciano - denominação dada em homenagem a uma antiga tribo do norte de Gales.

A concepção de Sedgwick era de que as camadas sedimentares haviam sido depositadas por águas catastróficas, e que muitas haviam sido causadas pelo dilúvio bíblico. Apesar de crer que a Terra podia ser muito antiga, acreditava que Deus havia criado a vida "por um poder que eu não posso nem imitar nem compreender", e que logo interveio constantemente em Sua obra, talvez através de catástrofes geológicas e adaptações biológicas. Opôs-se aos longos éons de tempo de Hutton, e rejeitou a mudança longa e gradual de Lyell, pois dizia que ela era uma negação direta do Antigo Testamento, e mecanicista, sem Deus. Porém, tampouco aceitava os geólogos "mosaicos" porque dizia que distorciam achados geológicos para acomodá-los a "suas interpretações ingênuas de interpretações literais". Ele considerava que, se houvesse dificuldades religiosas com as conclusões da geologia, a verdade não deveria ser distorcida para adaptá-la à crença.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ALLAN SANDAGE (1926 -) Cientista Cristao

Teve desde sua infância uma fascinação pelas estrelas e pelo funcionamento do mundo. Era uma criança religiosa, que frequentava a Igreja Metodista enquanto seus pais dormiam. Obteve seu Bacharelado em Física na Universidade de Illinois (EUA) em 1948, e fez seu doutorado em Física no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Posteriormente fez o pós-doutorado na Universidade de Princeton. Em 1952 começou a trabalhar com um grupo de pesquisadores dos Observatórios do Monte Palomar e do Monte Wilson, e como assistente do famoso Edwin Hubble. Hubble morreu um ano depois, deixando Sandage encarregado da tarefa de continuar a cartografia estelar da expansão do universo. Em 1997 aposentou-se, porém continuou como Astrônomo Emérito do Grupo de Pesquisa dos Observatórios (em Pasadena, Califórnia) pertencente à Instituição Carnegie de Washington.
A continuidade dada por Sandage à disciplina de observação cosmológica que Hubble havia iniciado lançou a base para responder as perguntas fundamentais da Cosmologia: idade, tamanho, forma e, talvez, destino do universo. Para isso, era necessário achar o verdadeiro valor da constante de Hubble, Ho (ou seja, a velocidade da expansão do universo) e o parâmetro de desaceleração (ou seja, como decresce essa velocidade). Em 1929 o valor que Hubble obteve para Ho era 500 km/seg/Mpc, porém com novas técnicas usadas entre 1960 e 1970, Sandage e G. Tammann (suíço) reduziram este valor para 50. Isto trouxe a idade do universo para cerca de 20 bilhões de anos. A constante de Hubble se baseia em dois valores: a) o deslocamento para o vermelho da luz das galáxias, o que é relativamente fácil de determinar, e b) a distância até essas galáxias, o que é muito mais difícil. Tem havido muitas controvérsias acerca desses valores, porém os últimos dados são mais consistentes com o valor de Ho determinado por Sandage.
Além de trabalhar com a constante de Hubble, Sandage tem também investigado as pulsações das estrelas variáveis, a evolução estelar, a primeira identificação óptica dos quasares e a classificação, formação e evolução de galáxias. Sandage escreveu mais de 400 artigos e cinco livros. Foi premiado com as mais altas honrarias pela Inglaterra, Estados Unidos e Suécia (esta última equivalente ao prémio Nobel).

Sandage ressalta que a ciência pode tratar somente de uma área limitada dos problemas. A astronomia não pode nos dizer o porquê, nem indicar-nos o propósito. A ciência não pode nos dar base para compreendermos a existência, o propósito, o valor moral, e o livre arbítrio. A ciência não tem significado em si mesma, porém a religião é plena de significado.

Por volta dos seus cinquenta anos, Sandage veio a compreender que deve haver algum princípio organizador e de ordenação, que chamou de Deus. O mundo era demasiado mágico para ser um acidente. As "conexões delicadas" necessitavam de um programa de ação. A astronomia mostrava evidências de planeamento, e mesmo a vida podia ser melhor explicada como milagre do que como casualidade. A "tremenda complexidade do equilíbrio químico do corpo humano" tinha que ser um milagre, não poderia ser causada pela "progressiva seleção do mais apto". Temos que "inclinar-nos ante o mistério da existência".

Entretanto, o fato da existência de planeamento levou Sandage ao "Deus dos filósofos e não ao Deus das Escrituras". Reconheceu que identificar a força organizadora como o Deus da Bíblia requeria um salto de fé. Não bastava somente o caminho da razão. Apenas um ato de vontade lhe poderia trazer paz, e finalmente decidiu dar o salto de fé. "Finalmente decidi usar a minha vontade para crer", diz Sandage. "As respostas às perguntas da vida requerem um ato da vontade e este ato da vontade não encontra lugar no método científico. No cristianismo nós cremos antes de ter todas as evidências, e então esperamos o que acontece. A fé precede a compreensão; e temos que crer para poder entender. Esta trajetória religiosa, às vezes, é um salto demasiado grande para alguns homens de ciência."
A conversão completa de Sandage foi no ano de 1980 e deu-se com a ajuda do testemunho de cristãos dedicados que ele admirava por outras razões. Uniu-se a uma comunidade de fé, e passou a pertencer aos "Fundamentalistas Evangélicos."

Sandage afirma: "o evento da criação está fora do campo da ciência e somente pode ser entendido através do sobrenatural. A expansão do universo é uma predição científica que aponta para o evento da criação. As flutuações quânticas como fontes de criação são uma especulação vazia. A física não provê nenhum modo de predizer este evento sobrenatural." Ele considera que a ciência e a religião devem relacionar-se mutuamente com seriedade, porém devem-se fixar claramente seus limites. A ciência responde o que, quando e como, e a religião responde por quê.
Sandage se considera um homem religioso. Suas vigílias à noite no telescópio são-lhe inspiradoras. Contudo, a ciência encerra muitos mistérios para ele: por que a matemática explica tão bem o mundo; o porquê da ação à distância da gravidade de Newton; o eletromagnetismo de Maxwell e como funciona; e a mecânica quântica.

Em seu escritório há um frasco que ele chama de "Vitaminas Bíblicas Superpotentes", contendo 365 cápsulas plásticas com versos da Bíblia. Dentre eles "Porquanto sois filhos, Deus enviou a vosso coração o Espírito de Seu Filho" (Gálatas 4:6). "Oh Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o Teu nome! Pois expuseste nos céus a Tua majestade" (Salmo 8:1).

Referências
Durbin, William A. 2003. "Negotiating the Boundaries of Science and Religion: The Conversion of Allan Sandage." Zygon 38 (Março): 71-84.
Sandage, Allan. 2002. Entrevista com Philip Clayton, e "Science and religion: Separate closets in the same house." In Science and the Spiritual Quest: New Essays by Leading Scientists, ed. W. Mark Richardson, Robert John Russel, Philip Clayton, and Kirk Wegter-McNelly, 52-63. New York: Routledge.
Thompson, Francis. 1881. "The Hound of Heaven" - http://www.cin.org/liter/hound.html e http://sandhwak.tripod.com/adtxt/astronomy.html

Fonte http://www.scb.org.br/

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Idioma de Deus

A humanidade, assim como a história de sua origem, é rodeada por uma série de mistérios. Muitos deles já foram explorados. Outros vão sendo acrescidos à vasta lista de interrogações que formulamos ao longo do tempo.

Algumas especulações são bastante conhecidas como as que envolvem a construção das pirâmides egípcias. Os números ligados ao empreendimento são intrigantes. Estima-se que na pirâmide de Quéops, a mais famosa delas e a única das sete maravilhas do mundo antigo que resiste até hoje, foram usados cerca de 2,3 milhões de blocos de pedra, cada um com 2,5 toneladas, sem contar os blocos gigantes que chegavam a 80 toneladas. Com 147 metros de altura, o que significa 49 andares e uma área de 13 acres, o que equivale a seis campos de futebol, não há consenso nas explicações para tamanho feito. Sem tecnologia, como tudo foi realizado no ano 2550 a.C.?

E não para aí. Saltando para a América Central, há outro polo de investigação constante: rastos de civilizações antigas ainda são procurados. Há vestígios de cidades, mas pouco ou nada se sabe de quem nelas habitou um dia.

Olhando para cima, o céu atmosférico talvez seja entre todos, o alvo mais enigmático. Os buracos negros, por exemplo, regiões espaciais das quais nem mesmo a luz consegue escapar, mexem com a imaginação dos cientistas. E, de onde vieram as galáxias? Por milénios, povos e gerações procuram desvendar segredos e encontrar respostas ao contemplar o firmamento. Nem as descobertas mais recentes sobrevivem aos apontamentos de que algo misterioso está por trás, e vai além das descrições exatas.

O que há abaixo do mar? Como foram desenhadas as milhares de espécies que, por si mesmas, sabem onde devem morar? Como cada uma delas, até as que nem foram ainda catalogadas, têm sua função específica?

Como se tudo isso não bastasse, dialogamos também com os questionamentos existenciais. Dores, doenças em suas mais variadas aparições, angústias, perdas, morte, espera…. Mas, em outro extremo, uma suposta sorte parece eleger alguns, o amor supera obstáculos, os dons e os talentos aperfeiçoam a vida, a força surge nas emergências e a gratidão emerge em meio à adversidade. Num piscar de olhos, uma flor desabrocha e nem apreendemos seu momento. A preexistência das notas musicais, antes de serem dispostas em símbolos passíveis de estudo…

Se pararmos por um instante e observarmos seja lá o que for, constataremos que os mistérios são incontáveis. Mas, conquanto simulem uma contradição, na mente de Deus eles estão completamente ordenados. Esses pequenos ou magníficos “segredinhos” são declarações abertas, explícitas da presença divina.

O senso de Sua manifestação no que vemos e no que nem sabemos que existe, é o que decifra o sentido da vida. Não importa com quantos códigos ainda teremos que lidar ou quantos por quês teremos que erguer, basta perceber Deus nos mistérios.

A certeza da existência de Deus suprime todas as demais incertezas de nossa trajetória aqui. A certeza de que Ele nos olha, mais que um alerta à obediência, é um convite à paz, ao desfrute da segurança. Cada momento é um convite para fortalecermos a convicção de que Ele nos vê, e por isso é nosso dever e privilégio ter fé na vida.

Se as respostas não chegam à nossa linguagem, creiamos que com o que não entendemos hoje, Deus já fez poesia, e que ela será interpretada no caminho mais adiante, assim que soubermos ler a maneira pela qual Sua providência nos dirige. Deus já fez música com o que hoje nos inquieta, e ela será ouvida tão logo tiremos tempo para afinar os nossos ouvidos.

Mais que belas palavras, esse é o desafio dos seres humanos: aprender o idioma de Deus. Dessa maneira, decodificaremos as marcas de Seu cuidado até nas dificuldades, porque teremos enraizado no nosso coração a certeza de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mesmo quando essas coisas fogem da nossa capacidade de explicar Seu modo de Se revelar.

[Fonte: Vida e Saúde – Jun 2011, p.50]
Blog Sétimo Dia