Não é propósito – nem do autor - emitir qualquer juízo sobre qualquer homem da Ciência, ainda que porventura discorde de muitas das suas teorias. Julgamos louvável e digno de aplauso o trabalho e os esforços de homens sinceros, dedicados e honestos que devotam grande parte das suas vidas na busca das soluções para os grandes enigmas da humanidade e da melhoria da qualidade de vida de todos.
Por outro lado, não pode deixar de ser considerada a exagerada a actuação e comportamento de pessoas que, usando o nome da ciência, a esta causa um mau serviço, envergonhando-a. Alguns há que, em busca da fama e notoriedade, sacrificam princípios e alicerçam através da fraude e da mentira uma carreira que atenda à sua ambição, interesses e egoísmos. Pessoas como Ernest Haeckel, discípulo de Darwin e grande colaborador seu. Sem o mínimo de escrúpulos, não hesitava em recorrer a qualquer tipo de engano e fraude em defesa das suas teorias e ensinamentos.
A respeito de Haeckel existe um interessante testemunho: Cortava caudas, subtraía vértebras, e chegou ao cúmulo de reproduzir três vezes o mesmo cliché, de um mesmo embrião, atribuindo-o sucessivamente ao homem, ao macaco e ao cão, pretendendo assim demonstrar a semelhança entre eles. Tantas foram as fraudes por ele praticadas, e tantas as acusações que lhe foram movidas pelos seus contemporâneos, que








