quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A ORIGEM DO HOMEM, FRAUDE EM CIMA DE FRAUDE

BÍBLIA
1 NO princípio, criou Deus os céus e a terra.
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3 E disse Deus: Haja luz. E houve luz.
4 E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
5 E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã o dia primeiro.
6 E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
7 E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.
8 E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã o dia segundo.
9 E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.
10 E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.
11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.
12 E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
13 E foi a tarde e a manhã o dia terceiro.
14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi.
16 E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
17 E Deus os pôs na expansão dos céus, para alumiar a terra;
18 E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que era bom.
19 E foi a tarde e a manhã o dia quarto.
20 E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.
21 E Deus criou as grandes baleias e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram, conforme as suas espécies; e toda a ave de asas, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
22 E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.
23 E foi a tarde e a manhã o dia quinto.
24 E disse Deus: Produza a terra alma vivente, conforme a sua espécie; gado e répteis, e bestas-feras da terra, conforme a sua espécie. E assim foi.
25 E fez Deus as bestas-feras da terra, conforme a sua espécie, e o gado, conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
27 E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á para mantimento.
30 E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento. E assim foi.
31. E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom: e foi a tarde e a manhã o dia sexto. Génesis
Eis como a Bíblia apresenta a Criação, não argumenta, não especula é incisiva no relato do acto de Deus.
A questão evolutiva e especulativa:
A grande questão, subjacente a todo evolucionismo, é a da origem do homem: foi o homem criado por Deus? A afirmação darwinista de que o homem teria evoluído do macaco era, na verdade, uma negação mais ou menos velada do criacionismo, embora a tese evolucionista não explicasse de onde teria vindo a matéria. Para o vulgo, porém, ficava implícita a vitória do ateísmo e do materialismo, caso o darwinismo fosse verdadeiro. E ainda hoje é assim. Normalmente, se ensina o evolucionismo, para, nas entre linhas -- e muitas vezes nas linhas -- atacar a religião como anti-racional e anti-científica, e lançar os seus ensinamentos para a esfera da lenda ou do mito.
Desde o aparecimento da tese de Darwin, o que se procurou constantemente -- e sem êxito -- foi encontrar o elo perdido entre o macaco e o homem, entre o irracional e o racional. A busca frenética -- e tantas vezes fraudulenta -- de fósseis intermediários entre várias espécies animais visava apenas estabelecer uma premissa maior, necessária para montar o silogismo, cuja conclusão fosse: “logo, o homem descende do animal...E a Escritura mentiu”.
Inicialmente, Darwin e seus seguidores buscaram o elo entre o macaco e o homem. Quando ficou patente que esse elo não existiu, mudaram a sua argumentação: o homem e o macaco teriam tido um ancestral comum muito antigo.
Para o materialismo, a diferença entre o homem e o animal não é essencial. O homem seria um animal apenas mais perfeito, mas ele não se distinguiria do animal por ter uma alma espiritual. A inteligência humana seria o efeito de reações químicas e elétricas no cérebro humano. Sendo assim, os animais também teriam uma “inteligência” incipiente. Instintos e racionalidade não teriam distinção substancial.
Para Marx, o que diferencia o homem do animal não é a racionalidade, fruto da alma espiritual do homem. O que distingue o homem do animal é o trabalho. Engels definiu o homem como “o animal que trabalha”, o que é uma tolice, pois formiga e castor trabalham, e não são humanos. Para o marxismo, teria sido o trabalho que teria feito surgir, no homem, a linguagem, e, desta, a racionalidade. Portanto, no princípio estaria o trabalho e não o Verbo. No princípio, estaria o berro, a interjeição e não a palavra. No princípio não estaria a Sabedoria, e sim a matéria.
Para o materialismo, os animais antepassados do homem e do macaco -- os primatas -- teriam deixado de viver nas árvores e passado a ter vida no solo. Pouco a pouco, teriam abandonado o andar apoiado nos quatro membros e passado a caminhar eretos. Isto dera-lhes a possibilidade de usar as mãos. A seguir, teriam começado a usar paus e pedras como armas, e, depois, como instrumentos. Daí as denominações de “Homo Faber” e de “Homo Habilis”, dos quais teria nascido o que eles chamam de “Homo Sapiens”.
Na realidade, o que distingue o homem do animal é o sentido espiritual e racional. Por isso, o homem é sempre “Sapiens”, embora muitas vezes ele não tenha sabedoria...
A árvore genealógica do homem, segundo os evolucionistas atuais seria a seguinte:

As datações desses pretensos antepassados do homem são muito elásticas, variando de autor para autor, com diferenças, por vezes, gigantescas. Para os evolucionistas, a variação de algumas centenas de milhões de anos não impressiona muito...
Veja-se, por exemplo, que a datação do ancestral comum do homem e dos macacos varia de 4 a 3,5 milhões de anos. Parece pouco, se se olham apenas os algarismos. É uma diferença imensa de meio milhão de anos, isto é, de 500.000 anos!
Conforme o esquema geralmente apresentado, o parente mais próximo do homem seria o chimpanzé, porque teriam códigos genéticos com números muito aproximados.
Outros há, como Schwartz, que levando em conta certos aspectos morfológicos, consideram que o homem é mais próximo do orangotango do que do chimpanzé. Esta aproximação do homem com os macacóides procura salientar apenas semelhanças morfológicas entre eles, deixando à sombra o que os distingue realmente, que é a racionalidade consequente da existência de alma espiritual no homem. Salientam-se aspectos acidentais semelhantes, não se levando em conta, porém, que uma pequena diferença nos cromossomas significa uma enorme diferença específica, ou que uma semelhança acidental nada significa diante de uma diferença essencial. Reduzir a diferença humana com relação ao animal apenas ao número de cromossomas significa afirmar que a única diferença entre o homem e o animal é material. Ora, a principal diferença do homem para o animal é espiritual e não material.
No afã de provar que a evolução era uma verdade, alguns cientistas evolucionistas não titubearam em recorrer à mentira e à fraude. Nunca houve, na História da Ciência tantas fraudes escandalosas quanto se registaram na polémica evolucionista. O Batibius Haeckeli, o Homem de Piltdown, o Homem de Java, o Homem de Pequim, a mandíbula infantil de Ehringsdorf, foram algumas das fraudes mais famosas utilizadas para provar que o homem não foi criado por Deus, mas teve origem puramente animal.
Analisaremos inicialmente as fraudes evolucionistas no campo dos fósseis humanos, para, depois, examinarmos os fósseis apresentados como antepassados do homem, nos dias de hoje.

FRAUDES EVOLUCIONISTAS
a) O “Homem” de Java
O primeiro fóssil humano fraudulento apresentado como prova da evolução, e até hoje tido como autêntico por muitos autores, foi o famoso Homem de Java, também, chamado de Pithecanthropos Erectus (macaco-homem ereto).
Ele foi descoberto, em 1891, pelo holandês Eugène Dubois, em Java. Dubois agregou-se ao exército holandês, e inicialmente foi servir em Sumatra, onde iniciou também suas pesquisas paleontólogas. Nada encontrando em Sumatra que tivesse maior importância científica, ele se transferiu para Java, onde disse ter achado inicialmente uma calota craniana macacóide. No ano seguinte, e a 15 metros de distância do primeiro achado, Dubois disse ter encontrado um fémur humano. mais tarde ainda, ele achou três dentes, dos quais descreveu dois, que eram de macaco. O terceiro dente ele manteve durante longo tempo oculto, e nada disse sobre ele.
A calota craniana achada por Dubois tinha paredes finas e quase não tinha testa, indicando um ângulo facial muito agudo, típico de macacos. As arcadas supra-orbitais eram muito salientes, o que era outra característica macacóide. O cientista holandês calculou que a capacidade craniana deste fóssil teria sido de 900 centímetros cúbicos, bem menor, pois, que a do homem atual, que tem cerca de 1.500 cm cúbicos.
Juntando essa calota craniana macacóide, o fêmur humano e dois dentes de macaco que encontrara, Dubois montou um esqueleto, completando com massa o que faltava. Nasceu assim o Homem de Java, que ele chamou de Pithecanthropos Erectus. Pithé (macaco), por causa da calota craniana macacóide e pelos dois dentes de macaco. Anthropus (homem), por causa do fémur humano. Este fóssil foi então apresentado como sendo o elo intermediário entre o macaco e o homem, que os evolucionistas há tanto tempo desejavam encontrar para comprovar a sua hipótese, tornando-a tese científica demonstrada; um ser com características de macaco e de homem, ao mesmo tempo.
É claro que este procedimento de Dubois era anti-científico, porque não é legítimo juntar fósseis encontrados separados. Nada garantia que o fémur humano, encontrado a 15 metros de distância da calota craniana macacóide tivessem pertencido ao mesmo ser. Se escavarmos num local e encontrarmos um crânio de onça, e, 15 metros mais longe, acharmos um bico de arara, não poderemos concluir que outrora as onças tinham bico de arara.
Dubois descobriu ainda, perto de Wadjak, em Java, e na mesma camada geológica em que achara os fósseis anteriores -- portanto tendo supostamente a mesma idade -- dois crânios humanos com capacidade entre 1550 e 1650 centímetros cúbicos. Entretanto, Dubois guardou-se bem de revelar esta descoberta. Por mais de 30 anos ele a ocultou, porque ela demonstrava a falsidade de seu Pithecanthropos Erectus, que até hoje continua “vivo” e com “boa saúde” nos manuais escolares evolucionistas.
Foi só em 1922, quando uma descoberta parecida feita em Wadjak ia ser anunciada, é que Dubois repentinamente se apressou em revelar ter encontrado em Wadjak os dois crânios humanos. Em 1895, ele exibiu apenas a sua montagem do Pithecanthropos Erectus - um fóssil Frankstein -- no Congresso Internacional de Zoologia de Londres.
Apesar da atroada de triunfo dos evolucionistas -- que são bem hábeis em organizar torcidas e falsas unanimidades --a aceitação do Pithecanthropos não foi universal. Desde o princípio, houve estranheza e alguns cientistas se mostraram cépticos com relação a esse fóssil montado. Estranho-se principalmente que se tivesse juntado a calota craniana macacóide com um fêmur humano encontrado a 15 metros de distância uma do outro.
Interrogou-se Dubois a respeito do terceiro dente que ele - incompreensivelmente mantinha oculto. Afinal, Dubois teve que revelar que esse terceiro dente era humano. Na mesma boca, o Pithecanthropos teria tido dentes de macaco e de homem. Era uma conjunção estranha para um ser em evolução que deveria ter dentes semi-macacóides e semi-humanos, e não dentes de macaco e de homem, ao mesmo tempo... Era muita confusão para uma boca só.
A revelação de 1922 feita por Dubois de que, na mesma camada geológica de seus primeiros achados, encontrara também dois crânios humanos, provava que já existiam seres humanos no tempo em que vivera o dono da calota macacóide do “Pithecanthropos Erectus. logo este último não era antepassado do homem. O próprio Dubois acabou confessando, pouco antes de falecer, que a calota craniana que encontrara em Java era a de um gibão gigante. Assim, o Homem de Java faleceu antes que seu descobridor e mondador.
Von Koenigswald, famoso paleontólogo alemão, estudando os dentes encontrados por Dubois, chegou à conclusão que eram dois molares de orangotango, e que o terceiro dente - um pré-molar - era humano! Apesar disto, esses dentes continuam unidos com massa à famosa calota macacóide do Homem de Java, e continuam dando fraudulentas mordidas evolucionistas e materialistas no criacionismo.
O mesmo Von Koenigswald, pesquisando em Java, no local denominado Sapiran, nos anos que precederam a segunda guerra mundial (1936-1939), encontrou novos fósseis semelhantes aos que haviam sido achados por Dubois, e os chamou de Pithecanthropos II, III, e IV.
Marcelin Boule -- uma das mais altas autoridades em morfologia fóssil e adepto do evolucionismo -- classificou os fósseis de Sapiran como sendo do mesmo tipo que o Pithecanthropos de Dubois: eram símios (Cfr. Gish, op. cit. p. 182).
Boule e Vallois mostraram que, nos fósseis achados por Von Koenigswald, o pré-molar e os molares estavam colocados em linha reta, dando ao palato a forma de U, tipicamente simiesca, enquanto que, no homem, o palato apresenta um formato semelhante ao de uma ferradura.
Assim, o famoso Pithecanthropus era realmente um Pithé. isto é, era realmente um macaco, mas não era anthropus, isto é, não era homem.
Apesar das omissões maliciosas e fraudulentas de Dubois, apesar de suas confissões desmoralizantes, o fóssil que ele montou é mantido ainda hoje Erectus pela “teimosia” pouco sincera e nada científica do Evolucionismo. Também na História da Evolução fica comprovada a verdade recomendada por Voltaire a seus discípulos, para combater a Igreja: “Menti, menti sempre. Alguma coisa ficará...”
b) O “Homem” de Piltdown
A segunda grande fraude praticada pelos evolucionistas para fazer passar como verdade que o homem teve origem animal foi o famoso Homem de Piltdown (Eanthropos Dawsoni), encontrado por Charles Dawson, na primeira década do século XX.
Em 1908, um operário encontrou, em Piltdown, fragmentos de um crânio humano fossilizado, e contou sua descoberta ao médico Charles Dawson, que era também paleontólogo por amadorismo.
Foi nesse ano também que o futuro célebre jesuíta, Pierre Teilhard de Chardin - então simples seminarista -- foi encaminhado ao seminário de Ore Place, Hastings, perto de Piltdown. Teilhard estudara no seminário jesuíta de Lyon, onde conhecera e fora influenciado pelo pensamento do Padre Rousselot, cujas afinidades doutrinárias com o Modernismo o levaram a ser condenado em 1920. Nesse mesmo seminário de Lyon, Teilhard conheceu e se tornou amigo do Padre Auguste Valensin, discípulo de Maurice Blondel. Também o Padre Valensin esteve implicado no Modernismo. Teilhard chamava o Padre Valensin de “Pai espiritual”, e dizia que fora ele quem o ensinara a pensar. Foi Valensin quem levou Teilhard a corresponder-se com Blondel, um dos líderes do Modernismo, embora jamais tivesse sido condenado pela Igreja.
O Modernismo é uma heresia que tem exatamente o evolucionismo metafísico como fundamento de todo o seu sistema herético. Teilhard de Chardin foi o teólogo -- se se o pode chamar sua Gnose de Teologia -- que fez a ligação entre o Modernismo gnóstico e o evolucionismo Darwinista.
Chegando à Inglaterra, Teilhard conheceu logo Dawson. Consta que eles foram apresentados em 31 de maio de 1909, tornando-se imediatamente amigos pessoais e colaboradores nas pesquisas paleontológicas de campo. Juntos fizeram escavações em Piltdown. Exatamente foi durante uma escavação que faziam juntos, certo dia, em Piltdown, que Dawson teria achado a famosa mandíbula macacóide do “Homem de Piltdown”. (Cfr. Stephen Jay Gould, “Piltdown Revisitado”, in “O polegar do Panda”, p. 96). Essa mandíbula cuja descoberta foi atribuída a Dawson, havia dois dentes molares macacóides, mas cujo desgaste era tipicamente humano, e como jamais se desgastam os dentes de macaco. E Teilhard escavava já com Dawson...
Nessa mandíbula, muito bem conservada, faltava exatamente o côndilo, isto é, a protuberância óssea pela qual a mandíbula se encaixa no crânio. É pelo encaixe perfeito realizado através do côndilo com o crânio que se comprova que um maxilar pertence, de fato, a determinado crânio. Mas... “como se fosse de propósito, faltava o côndilo”, iria escrever, anos depois, o Padre Teilhard de Chardin...(Cfr. S. Jay Gould,” A conjuração de Piltdown, in “A Galinha e seus dentes”, p. 218).
“Como se fosse de propósito”... à mandíbula -- encontrada por Dawson, quando escavava junto com Teilhard -- faltava o côndilo...
Dawson juntou então os fragmentos encontrados do crânio humano e o maxilar macacóide, para montar assim -- Afinal!!! -- a prova de que o homem descendia do macaco, fazendo -- Afinal!!! -- a demonstração científica de que a teoria de Darwin era verdadeira.
Teilhard teria ainda descoberto, em Piltdown, alguns fósseis de mamíferos (um osso de rinoceronte e um dente de elefante) que ajudariam a comprovar a datação dos fósseis encontrados.
Dawson levou então todo o material encontrado para Smith Woodward, Conservador do Departamento de Geologia do Museu Britânico (História Natural). Em 1912, Woodward e Dawson apresentaram os fósseis, na Sociedade Geológica de Londres.
No ano seguinte - 1913 - Teilhard de Chardin, de novo escava juntamente com Dawson em Piltdown, encontrou um dente canino inferior. Era um dente simiesco, porém, como os molares do maxilar achado anteriormente, esse canino também apresentava um desgaste típico de dente humano.
Em 1914, começou a primeira guerra mundial, e Teilhard foi convocado para servir no exército francês. Durante os quatro anos que durou a guerra, ele atuou como padioleiro, no fronte.
Enquanto isso, Dawson escavava em outro local (Piltdown 2) que tinha as mesmas características geológicas de Piltdown 1, onde haviam sido achados os primeiros fósseis. No local 2 de Piltdown, Dawson encontrou dois outros fragmentos de crânio humano esparsos, e um dente simiesco, também gasto, à maneira humana.
Os novos achados eram tão providencialmente complementares dos primeiros fósseis encontrados em Piltdown que H. Fairfield Osborn, o principal paleontólogo americano daquele tempo, declarou:
“Se há uma Providência pairando sobre os assuntos do homem pré-histórico, ela certamente manifestou-se nesse caso, porque os três segmentos do segundo Homem de Piltdown encontrados por Dawson são exatamente aqueles que teríamos selecionado para confirmar a comparação com o tipo original” (S. Jay Gould, “Piltdown Revisitado” in “ O Polegar do Panda”, p. 97).
Mas que coincidência feliz! Realmente, muita sorte a de quem faz escavações com um Padre, especialmente se é o Padre Teilhard de Chardin!...
Desde a descoberta dos fósseis até a década de 50, o Homem de Piltdown foi trombeteado nas cátedras universitárias, nas conferências de intelectuais famosos, na mídia, e até nos púlpitos, como sendo A prova de que Darwin tinha razão: o homem era de fato filho de macaco e não filho de Deus.
Padre Teilhard de Cardin
Em 1949, Kenneth P. Oakley aplicou o teste de fluoração -- usado para a datação de fósseis -- às várias peças achadas em Piltdown. E oh surpresa! As peças tinham um teor de fluor muito baixo, o que indicava que haviam estado pouco tempo na terra.
Quatro anos depois -- em 1953 -- o mesmo Oakley, tendo a cooperação de J. Weiner e de W. E. Le Gros Clark, comprovou que o crânio de Piltdown e a mandíbula a ele atribuída tinham idades diferentes. A mandíbula era a de um orangotango e era muito mais velha que o crânio que era de um homem moderno.
Era uma descoberta de cair o queixo!
Examinando-se os fósseis mais atentamente, viu-se claramente que eles haviam sido “trabalhados”... Tanto o crânio quanto a mandíbula haviam sido tingidos. Os dentes, por sua vez, haviam sido limados e raspados para darem a impressão do desgaste típico dos dentes humanos. Por fim, comprovou-se que os fósseis de mamíferos (o osso de rinoceronte e o dente de elefante) encontrados pelo Padre Teilhard em Piltdown, haviam sido trazidos de outros locais.
Tudo não era senão uma imensa fraude!
A perfeição e os cuidados para enganar indicavam que o falsificador era um especialista e não um simples amador, como Dawson...
A culpa pela fraude foi lançada toda ela sobre Dawson, poupando-se o Padre Teilhard de Chardin. Padre não poderia ser falsificador.
Recentemente, porém, Stephen Jay Gould, deixando o “clericalismo” de lado, ousou levantar para si mesmo a pergunta se o Padre Teilhard era inocente nessa fraude gigantesca. Fez longas pesquisas que deram origem a um ensaio intitulado “A Conjuração de Piltdown”, editado em seu livro “A Galinha e seus Dentes” (pp. 201 a 220). Da pesquisa e do ensaio, o Padre Teilhard sai como inteiramente culpado. Jay Gould conclui que foi Teilhard o principal responsável pela fraude. Principal, mas não o único, pois se houve “conjuração”, necessariamente ela implica em vários culpados.
Descoberta e revelada a fraude, ainda em 1953, Oakley escreveu ao Padre Teilhard de Chardin perguntando-lhe a respeito de seu trabalho com Dawson, em Piltdown.
Teilhard respondeu recusando admitir que Dawson e Smith Woodward pudessem estar implicados na fraude. (Quem então seria o culpado?)
Na mesma carta, porém, pouco depois de escusar Dawson e Woodward, Teilhard cometeu um erro fatal que revelou quem era o verdadeiro culpado pela fraude. Na carta a Oakley, Teilhard diz que, em 1913 Dawson o levara ao local 2 de Piltdown onde haviam sido achados o molar isolado e restos do crânio. Ora, Dawson só teria feito essa descoberta em 1915, e não em 1913. Teilhard jamais poderia ter sido levado por Dawson ao local em 1913, pois então aquelas descobertas não tinham sido ainda feitas. Elas o foram em 1915. E neste ano de 1915 Teilhard não teria ido a Piltdown, pois desde 1914 servia no fronte francês, onde ficaria até 1918, no final da primeira guerra mundial. Teilhard mentira.
Jay Gould, tendo feito a constatação de que o Padre Teilhard mentira, foi pesquisar toda a sua correspondência -- primeiro editada, depois nos manuscritos originais -- procurando tudo o que ele escreveu sobre a descoberta de Piltdown.
Nova surpresa!
Jay Gould constatou que na própria edição das obras de Teilhard haviam sido eliminados todos os trechos sobre o Homem de Piltdown que existiam nos manuscritos originais. Havia sido feita uma censura meticulosa dos originais, para que nas obras editadas nada aparecesse que pudesse implicar o Padre Teilhard na fraude!
Stephen Jay Gould é americano e imaginou que o motivo que levou Teilhard a montar a fraude de Piltdown teria sido apenas o de se divertir com Dawson. Teria sido, inicialmente, apenas uma brincadeira do Padre com Dawson. Este, porém, muito ingenuamente acreditou de fato que fizera uma grande descoberta e fez Woodward aceitá-la. Quando os dois publicaram a descoberta do Homem de Piltdown, teria ficado muito difícil para Teilhard desfazer a “brincadeira”... O retorno ficou impossível e o mundo científico aceitou a fraude.
O que parece, na verdade, brincadeira é essa hipótese de Jay Gould. Basta conhecer um tanto que seja a doutrina modernista, defendida por Teilhard, basta conhecer, um tanto que seja, os métodos e trapaças modernistas, para compreender que a fraude teve causa bem mais séria do que uma simples brincadeira.
Desvendada a fraude, era de esperar que se deixasse de citar imediatamente o Homem de Piltdown como prova da evolução do macaco para o homem. Assim não foi, e, durante muito tempo ainda, foi possível encontrar manuais que ensinava, aos estudantes que o Homem de Piltdown provava que o homem vinha do macaco e que Darwin tinha razão.
c) O “Homem” de Nebraska
Este é um fóssil pouco conhecido, mas que teve, a seu tempo, repercussão nos Estados Unidos, onde foi encontrado. Em Nebraska, em 1922, foi descoberto um dente. Examinado por Henry Fairfield Osborn e outros, ele foi declarado como sendo de um ser que combinaria as notas características do chimpanzé, do Pithecanthropos e do homem. Era uma mistura extraordinária. Chamaram a este suposto cock-tail paleontológico de “Hesperopitheus Haroldcookii”, ou mais simplesmente, “Nebraska Man”.
Ele teve vida e fama científica muito curta. Cinco anos depois da descoberta, melhores análises tendo sido realizadas, ficou provado que o “Nebraska Man” não era de modo algum um ser intermediário entre o macaco e o homem. Era simplesmente um fóssil de uma espécie de porco! (Cfr. D. T. Gish, op. cit. pp. 187-188).
d) O “Homem” de Pequim
Um quarto fóssil, que até hoje é considerado autêntico, embora tenha uma história quase tão misteriosa e rocambolesca quanto o Homem de Piltdown -- inclusive também com a presença da suspeitíssima figura do jesuíta Teilhard de Chardin -- é o “Sinanthropus Pekinensis” ou Homem de Pequim.
Sua história bem complicada começa em 1921, quando dois molares foram encontrados, provenientes de Chou-Kou-Tien, uma aldeia perto de Pequim. Seis anos depois - 1927 - um terceiro molar foi dado ao Dr. Davidson Black. Foram estes três dentes que permitiram começar a falar-se do Homem de Pequim. As escavações no local ficaram entregues à direção do paleontólogo chinês Dr. W. C. Pei, que, em 1928, encontrou no mesmo local fragmentos de crânios e de maxilares inferiores. Black fez dessas peças uma descrição que as dizia mais semelhantes a fósseis de macacos do que de seres humanos.
A partir de 1929, o Padre Teilhard de Chardin -- o mesmo que é acusado de forjar a fraude de Piltdown -- passou a participar das pesquisas em Chou-Kou-Tien, na qualidade de conselheiro geológico...
Por coincidência, foi em 1929 também, que o Dr. Pei revelou a descoberta de um crânio bem conservado e semelhante ao do Homem de Java. Junto com os fósseis citados foram encontrados também muitos fósseis de diversos tipos de animal.
Três outros crânios foram achados em 1936, quando as pesquisas, desde 1934, ano da morte do Dr. Black, estavam a cargo do cientista americano, mas de origem alemã, Franz Weidenreich. Um desses três crânios foi examinado pelo famoso especialista em fósseis Marcellin Boule, no próprio local do achado, que o disse muito semelhante ao Pithecanthropos de Java. Boule escreveu: “Na totalidade, a estrutura do Sinanthropus é ainda muito parecida com a de um macaco” (Cfr. D.T. Gish, op. cit. p. 192).
Quanto à capacidade craniana desses fósseis, calculou-se que estavam entre 900 e 1200 centímetros cúbicos, isto é, entre a capacidade craniana do macaco e do homem atual. Também os maxilares inferiores, assim como os dentes, foram descritos como sendo parecidos com os de macacos, embora a arcada dental superior fosse em forma de ferradura mais do que em U, como é típica dos macacos.
As características dos fósseis de Pequim, sendo muito próximas das do Pithecanthropus de Java, Boule e Vallois deram-lhe o nome de Pithecanthropus Pekinensis, portanto, muito mais parecido com macaco do que com ser humano. Neste sentido, Boule e Vallois criticaram o Dr. Black por ter denominado o fóssil de Chou-Kou-Tien de Sinanthropus, isto é, Homem da China, quando tinha por base, nesse tempo, apenas dentes, quando seria necessário nomeá-lo apenas quando se tivesse o crânio.
Dos fósseis originais, o Dr. Weidenreich fez tirar um modelo de massa.
Ao começar a guerra chino-japonesa, os ossos teriam sido mandados para os Estado Unidos, e... despareceram. Deles tem-se apenas os modelos de massa feito por Weidenreich, os quais não são fiáveis, pois nem foram tiradas fotos dos fósseis que desapareceram.
O que aumenta ainda mais a suspeita a respeito desses modelos de massa é que, as primeiras descrições feitas deles por Black, e, depois, por Boule e Vallois, diziam que eles se pareciam mais com macacos do que com homens, enquanto que o aspecto dos modelos é inteiramente humano. Os modelos de massa não parecem ter reproduzido fielmente os fósseis originais, mas sim a concepção, as idéias, e o desejo de Weidenreich.
Onde foram parar os fósseis originais? Como desapareceram? Mistério...
A Ciência e o mundo tem hoje que acreditar na fidelidade dos modelos de Weidenreich sem ter os originais para comparação. O Sinanthropus passou a exigir um ato de fé!...
Não só o desaparecimento dos fósseis era um mistério, mas a divergência entre as descrições deles e a aparência atual dos modelos de massa levantam suspeitas muito justificadas. Além disto tudo, havia uma porção de problemas colaterais não resolvidos. Por exemplo, por que só se encontraram crânios, e nenhum osso longo, como os fêmures?
Com efeito, os crânios encontrados em Chou-Kou-Tien -- Todos! E eram quase quarenta! -- tinham um furo no occipital, indicando que haviam sofrido morte violenta. Ora, nas mesmas camadas geológicas, haviam sido achados instrumentos e armas de pedra, assim como sinais de fogueiras (Cfr. H. Brodrick, El hombre pré-histórico, Fondo de Cultura Economica, 1955, apud Atanásio Aubertin, Evolução da espécies, apriorismo e confissões gnósticas, artigo, 1962). Evidentemente, eram provas de que já existiam então homens.
Todos os que estudaram o caso - até mesmo Weidenreich - consideram que os fósseis de Pequim são de seres que haviam sido caçados.
Com muita propriedade perguntaram Boule e Vallois:
“Como explicar a quase completa ausência de ossos longos e esta espécie de seleção de partes ósseas, todas pertencendo ao crânio, e nas quais predominavam os maxilares inferiores? Weidenreich acreditava que estas partes selecionadas não chegaram à caverna [onde foram achadas] por meios naturais, mas que deviam ter sido levadas para lá por caçadores que atacavam principalmente indivíduos jovens, e escolhiam, de preferência, como espólios ou troféus, cabeças ou partes delas. Em si, esta explicação é plausível. Mas o problema é quem era então o caçador?” (Cfr. D. T. Gish, op. cit. p. 195).
Para Weidenreich, o caçador teria sido o próprio Sinanthropus! Ele teria sido, ao mesmo tempo, a caça e o caçador! Boule e Vallois, de modo mais plausível, afirmaram:
“O caçador era um verdadeiro homem” (Cfr. Gish op. cit. p. 196)
O problema ficaria resolvido se existissem nas mesmas camadas fósseis humanos verdadeiros. Ora, depois de muitas tergiversações, o Padre Teilhard confessou que, de fato, nas mesmas camadas em que foi achado o Sinanthropus, foram encontrados também fósseis humanos. Logo, o Sinanthropus não foi um antepassado do Homem, já que já havia homens seus contemporâneos.
O Padre Patrick O’Connell que estava na China no tempo da descoberta dos fósseis de Chou-Kou-Tien, em seu livro Science of Today and the Problems of Genesis, afirmou acreditar que o Dr. Pei destruiu fósseis originais antes que o governo chinês retornasse a Pequim, a fim de ocultar que os modelos feitos por Weidenreich não eram cópias fiéis dos fósseis. O’Connell salientou que muito pouco destaque se tem dado ao fato de que os fósseis de 10 homens modernos haviam sido achados no mesmo sítio de Chou-Kou-Tien, e que estes homens estavam relacionadas com os instrumentos de pedra numerosos encontrados nesse local. Conforme O‘Connell, o Sinanthropus é uma fraude.
e) A mandíbula infantil de Ehringsdorf
Este fóssil foi descoberto em 1916, em camadas do Paleolítico médio, e era da raça de Neanderthal. Era, portanto, um fóssil humano. O que nele causou muito interesse foi o fato de que, embora sendo humano apresentava uma característica dentária macacóide. Nesse fóssil neanderthalense, o dente molar era de raiz, enquanto o segundo pré-molar ainda era de leite. Ora, isto só acontece com a dentição dos macacos, e desde 1939 se provara que a dentição dos neanderthalenses era igual à dentição humana.
Os cientistas americanos K. Koski e S. M. Garnno demonstraram que esse molar era postiço. Haviam arrancado um molar de leite do fóssil de Ehringsdorf, e incrustado no seu lugar um molar de raiz.
Mais tarde, o paleontólogo francês Pierre Legoux, em comunicado à Academia de Ciências de Paris, demonstrou que toda a mandíbula era fraudulenta, tendo sido montada e apresentando flagrantes contradições entre as suas partes. (Cfr.Pierre Legoux,Comptes rendus de lÁcadémie de Sciences, tomo 252, p. 1821, ano de 1961, apud Atanásio Aubertin, art. cit.).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O SURGIMENTO DAS TEORIAS EVOLUTIVAS

Várias teorias evolucistas surgiram, destacando-se , entre elas, as teorias de Lamarck e de Darwin. Atualmente, foi formulada a Teoria sintética da evolução, também denominada Neodarwinismo, que incorpora os conceitos modernos da genética as ideias essenciais de Darwin sobre seleção natural.
A teoria de Lamarck Jean-Baptiste Lamarck ( 1744-1829 ), naturalista francês, foi o primeiro cientista a propor uma teoria sistemática da evolução. A sua teoria foi publicada em 1809, num livro denominado Filosofia zoológica.
Segundo Lamarck, o principio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais:
a) Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem.
b) Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e falta de uso, são transmitidas aos descendentes.
Lamarck utilizou vários exemplos para explicar a sua teoria. Segundo ele, as aves aquáticas tornaram-se pernaltas devido ao esforço que faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as penas durante a locomoção na água. A cada geração, esse esforço produzia aves com pernas mais altas, que transmitiam essa característica à geração seguinte. Após várias gerações, teriam sido originadas as atuais aves pernaltas.
A teoria de Lamarck não é aceite atualmente, pois as suas ideias apresentam um erro básico: as características adquiridas não são hereditárias.
Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos não alteram as informações genéticas contida nas células germinativas, não sendo, dessa forma, hereditárias.
A teoria de Darwin Charles Darwin ( 1809-1882 ), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente.
Os princípios básicos das idéias de Darwin podem ser resumidos do seguinte modo:
• Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, indenticos entre si.
• Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.
• O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.
• Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.
• Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.
• Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.
• Assim , ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.
A teoria sintética da evolução
A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores durante anos de estudos, tomando como essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e incorporando noções atuais de genética. A mais importante contribuição individual da Genética, extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu o conceito antigo de herança através da mistura de sangue pelo conceito de herança através de partículas: os genes.
A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Para melhor compreender esta definição , é importante conhecer o conceito biológico de espécie: agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos.
Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes, significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto, colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os indivíduos, com descendentes férteis. Por isso, são potencialmente intercruzantes.
A definição biológica de espécie só é valida para organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução assexuada, as semelhanças entre características morfológicas é que definem os agrupamentos em espécies.
Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro. Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio.
A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética dessa população, podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla.
A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos de uma população é fundamental para o estudo dos fenômenos evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a transformação estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda, alterações na freqüência dos genes dessa população. Os fatores que determinam alterações na freqüência dos genes são denominados fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto gênico, que sujeito a fatores evolutivos , pode ser alterado. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes nessa população. Assim , quanto maior é a variabilidade genética.
Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser reunidos duas categorias:
- Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da população: mutação génica, mutação cromossónica , recombinação;
- Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida : seleção natural, migração e oscilação genética.
A integração desses fatores associada ao isolamento geográfico pode levar, ao longo do tempo, ao desenvolvimento de mecanismos de isolamento reprodutivo, quando, então, surgem novas espécies.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A CIÊNCIA É CONTRA A EVOLUÇÃO.

Típico sistema termodinâmico, mostrando entrada de uma fonte
de calor (caldeira) na esquerda e saída
 para um redutor decalor (condensador) na direita.
 Trabalho é extraído, neste caso, por uma série de pistões.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O CONHECIMENTO:
- COMO PODEMOS CHEGAR A CONCLUSÕES CORRETAS ACERCA DAS COISAS ?
- SÓ SE SOUBERMOS TUDO ACERCA DE TUDO ! TODAS AS EVIDENCIAS!
- NÓS CRENTES TEMOS ALGO QUE NINGUÉM TEM ! A PALAVRA DE QUEM SABE TUDO : A BÍBLIA !
- NÓS CONHECEMOS ALGUÉM QUE ESTAVA LÁ NO PRINCIPIO, E ELE REVELOU PARA NOS O QUE ACONTECEU! Se a Bíblia e a palavra de Deus, e a ciência estuda a criação de Deus, não ha nem pode haver contradição entre a Sua PALAVRA e a Sua CRIAÇÃO porque ambos tem na mesma PESSOA a sua origem.

1. ARGUMENTO DA TERMODINÂMICA
* DEFINIÇÃO
* PRIMEIRA LEI: Energia
* SEGUNDA LEI: Entropia

Termodinâmica é um ramo da FÍSICA que estuda os processos de conservação e transformação de energia em toda a natureza . A PRIMEIRA LEI da Termodinâmica diz que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A SEGUNDA LEI da Termodinâmica diz que a quantidade DISPONÍVEL de energia para executar trabalho útil esta sempre decrescendo, desorganizando, indisponibilizando ( ENTROPIA ).

O homem quer resolver o problema das origens e acaba cometendo mais 2 pecados:

1. 1 - O pecado da soberba e da auto-suficiência pensando que pode resolver tudo. O velho Humanismo colocando o homem como centro e Deus de fora, é o pecado de Satanás.
1. 2 - O pecado de se atacar as conseqüências e não as causas. Ora se a causa da degradação da natureza e do sofrimento do homem por causa disso está no pecado, como pode o homem reverter a situação da maldição de Deus sem tratar com Deus ? É impossível. Ver Gén. 3:17 Sal 102:25-27 Isa. 51:6 e 2 Pe. 3:10-13.
Um aminoácido é uma molécula orgânica 
formada por átomos de carbono
hidrogéniooxigênio, e nitrogénio 
unidos entre sí de
maneira característica.
2. ARGUMENTO DOS AMINOÁCIDOS E PROTEÍNAS
A probabilidade de se formar uma molécula de proteína com 124 aminoácidos diferentes, o que seria uma simples proteína é...

20 124

Este número é tão incompreensível que seria equivalente a se encher todo o universo conhecido com elétrons e colocar seu nome em um deles e pedir que você vá acha-lo !
3. ARGUMENTO DAS "FORMAS TRANSITÓRIAS" (FRAUDES)
3.1. EXPLICAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA NECESSIDADE DA EXISTÊNCIA DAS FORMAS TRANSITÓRIAS COMO ALICERCE DO EVOLUCIONISMO.

3.2. HISTÓRIAS QUE OS EVOLUCIONISTAS NÃO CONTAM :
vejamos os vexames...

* HOMEM DE CRO MAGNON
* HOMEM RAMAPITHECUS
* HOMEM DE JAVA
* HOMEM DE NEBRASKA
* HOMEM DE PILTDOWN
* HOMEM DE NEANDERTHAL

Ex.: Piltdown Estas evidências foram aclamadas por peritos como provas dum homem-macaco que existira cerca de 500 mil anos atrás. Foram necessários 41 anos para que a fraude viesse a tona. Em 1953 John Winer e Samuel Oakley, depois de longo e minucioso exame, descobriram que o crânio era de um homem moderno (idade de 650 anos), o maxilar de um macaco de nossos dias e que os dentes foram fraudados com bicromato de potássio e sal de ferro para dar-lhes a aparência de objetos fossilizados. A facilidade com que as maiores autoridades neste assunto foram ludibriadas, demonstra claramente o poder da influencia de idéias mentirosas e fraudulentas entre os evolucionistas. Foi pesquisado que NOVENTA teses de doutorado foram desenvolvidas sobre esta FRAUDE DESLAVADA ! Mas porque? Por que gente de ciência se deixou passar por esta humilhação e vergonha? Porque havia muita gente que QUERIA acreditar que existiu um homem-macaco, eis o porque! E quando você QUER acreditar em algo, mesmo que seja mentira, você vai interpretar as evidencias para se encaixar no que você quer, não importando o que as evidencias clamem ao contrario!! Há um ponto importante que devemos lembrar. Muita gente pode dizer: "Bem, tudo que preciso e declarar estes fatos aos evolucionistas para convence-los!" Precisa-se entender porém, que os evolucionistas já tem uma ajustada " moldura " de pensamento. Quaisquer fatos portanto que você os de, eles tentam re-interpretá-los dentro das suas molduras de pensamento. Eles não vêem as evidencias do modo que você, porque eles tem pressuposições já formadas para se basear. Eis porque e importante se perguntar coisas simples e relevantes:
1. Você estava lá?
2. Como você sabe?
3. Você sabe tudo?
3.3. CONFISSÕES DECEPCIONADAS DE EVOLUCIONISTAS SOBRE A FALTA DE PROVAS:
- DARWIN (Origem das Espécies):
"...porque toda a natureza não esta em confusão, ao invés de vermos todas as espécies bem definidas..."
- Richard LEAKEY:
" O que nos descobrimos, simplesmente desdiz o que temos aprendido sobre evolução..."

RESUMINDO :
1. O homem Cro-Magnon não era nosso ancestral, mas apenas um homem.
2. O Ramapitecos não era nosso ancestral, mas apenas um orangotango...
3. O homem de Nebraska não era nosso ancestral, mas apenas um dente de porco
4. O homem de Piltdown não era nosso ancestral, mas uma mandíbula de macaco encaixada com o crânio de um homem...
5. O homem de Neanderthal não era nosso ancestral, mas apenas um homem..
Estas são as evidências ( muito infelizes por sinal ) da "evolução" ... E dando-se mais alguns anos este vai ser o destino de todos os outros que são sensações hoje em dia...
PONTO DE REFLEXÃO: Você pode acreditar em qualquer coisa desde que queira!
10 40.000 Este foi outro número que chegaram 2 astrónomos ingleses ( um deles sendo um dos mais destacados do mundo) como sendo a probabilidade da vida se formar espontaneamente no universo. Em outras palavras : IMPOSSÍVEL !!!
3.4. POR QUE SÓ HÁ VIDA NA TERRA?
1 - Deus como Criador colocou os planetas nas suas mais variadas formas de beleza, diferenças e desolações para que o homem compreenda que há um criador.
2 – A Terra foi criada para ser o nosso lar pela providência do Criador, dando conforto e condições onde nenhum outro lugar do universo conhecido possui!

Só ela foi criada com este objetivo. Gén. 1:1-31 Ela foi criada antes de todos os corpos celestes! Gén. 1:1 Ela é o lar da coroa de toda a criação: O HOMEM.

“E não quereis vir a mim para terdes vida..." Job. 5:40

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CRIAÇÃO VERSUS EVOLUÇÃO: O ANTAGOSNISMO.

3 COISAS IMPORTANTES APRENDEMOS COM ISTO:
1. - Podemos " quebrar a cara " se tirarmos certas conclusões sem as devidas evidências. As pressuposições dos tolos são erradas: Prov. 3:5-7
2. - Não podemos esquecer nem negligenciar os fundamentos: Sal. 11:3. Todo crente precisa ser fundamentalista!
3. - Precisamos de uma fonte de autoridade que não sejamos nós mesmos! Uma autoridade superiora: 2ª Cor 11:3 Uma Rocha mais forte do que nós.
Ponto da lição: se você não sabe de onde veio nem onde está, nem como você chegou aqui, garanto que uma coisa é certa: você não faz a mínima idéia para onde vai ! Origem e destino estão postos diante de nós! Quem está certo? A criação ou a evolução? Vamos investigar.

A História é contra a EVOLUÇÃO:" NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA. "
Génesis 1:1

A PERGUNTA QUE ECOA ATRAVÉS DOS MILÉNIOS: " É ASSIM QUE DEUS DISSE ?..."
Foi tudo criado em 6 dias ? Foi criado o homem do pó da terra? A mulher da costela? Houve o fruto? Houve o dilúvio? Vejamos o que o mundo tem para oferecer:

1 ATEÍSMO:
É a categórica negação da existência de Deus. É falso porque Deus existe. A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus porque o óbvio e não precisa de ser explicada, isso já está impresso no mais íntimo do nosso ser. Mesmo no mais depravado pecador esta convicção está impregnada. Negá-la é uma incoerência que cada incrédulo carrega sozinho.

2 MATERIALISMO:
É a explicação de todas as experiências da vida em termos da matéria e das leis físicas, negando a necessidade de crer em Deus como causa eficiente de todas as coisas. É falso porque a matéria um dia começou a existir.

3 DUALISMO:
È o ensino que há dois princípios eternos, até mesmo dois seres divinos: um mau e outro bom - em igualdade de força e em eterna oposição mútua. É falso porque no principio havia Deus somente. É só pensar um pouco para refutar essa tolice: Se há eterna oposição, como pode haver harmonia na natureza, no corpo humano, no universo ? Tudo teria que ser um CAOS sob a fúria dos deuses em guerra...

4 PANTEÍSMO:
Afirma que tudo é Deus e Deus é tudo, identificando Deus e natureza, insistindo na eternidade da matéria, e asseverando que a matéria pode POR SI PRÓPRIA ORIGINAR VIDA. É falso porque coloca Deus fora da sua criação. Se tudo é Deus tudo e tudo Deus, segue-se que Deus não é nada, pois nega-se a personalidade de Deus.

5 POLITEÍSMO:
È o culto e a crença em muitos deuses. Geralmente cada deus sendo responsável ou especializado em áreas diferentes ex.: deusa do mar (Yemanjá), deusa do amor (Vénus), deusa da fertilidade (Afrodite), santa disso, santa daquilo...Ver Act. 17:15 a 34. Ex. : Mormonismo , frases como " eu sou Deus " É falso porque só há um Deus criador.

6 HUMANISMO:
A American Humanist Association patrocinou em 1933 o Famoso Manifesto Humanista, cujos primeiros " artigos de fé " foram :
No. 1 - " O humanista se refere ao Universo como sendo auto-existente e não criado."
No. 2 - " O homem é parte da natureza e emergiu como resultado de processos contínuos."

O que é isto senão o velho ateísmo misturado com o evolucionismo ?! É O HOMEM QUERENDO SER DEUS! O homem desonra o Criador por crer que é deus.

7 EVOLUCIONISMO:
Teoria de que mediante processos naturais e por transformações graduais, todas as coisas derivam de materiais preexistentes. E falso porque céus e terra foram criados.O professor Charpley da Universidade de Harvard certa vez disse : " Algumas pessoas dizem "... no princípio Deus..." e eu digo no princípio hidrogénio". (que tolice!)

8 EVOLUCIONISMO TEÍSTA:
É a infeliz tentativa de crer na criação e evolução ao mesmo tempo. Equivale a crer que branco preto , norte sul ou que vida morte. É uma tolice! Esta crença desnecessária se espalhou no século 19 (DARDOS SATÂNICOS LANÇADOS – incluindo-se o texto crítico) como resposta ao evolucionismo, e como já dito, tenta reconciliar o relato Bíblico da criação com as crenças nos princípios da evolução. É como aquele sujeito que quer ficar na "moda" e se passar por sabido...

9 CRIACIONISMO:
É a crença no relato histórico e literal da narrativa do livro de Génesis, o qual afirma que Deus criou do nada (EX-NIHILO) todo o universo e todas as formas de vida "segundo as suas espécies..." em pleno desenvolvimento e em seis dias.

A longa história da guerra contra Deus:
• Desde a Reforma até ao século 19: Conflitos da igreja católica.
• Do século 19 até hoje: O racionalismo alemão; Unitarianos; seitas ; espiritismo; evolucionismo e a crítica textual.
• Consequências da teoria da evolução do século 19 até hoje: Racismo, Nazismo, Comunismo, Ateísmo.

domingo, 21 de novembro de 2010

NIGUÉM AFIRMA DEUS NÃO EXISTE SEM ANTES TER DESEJADO QUE ELE NÃO EXISTA

"Ninguém afirma: `Deus não existe' sem antes ter desejado que Ele não exista".
Esta frase, de um filósofo muito suspeito, por ser esotérico - Joseph de Maistre - tem muito de verdade.
Com efeito, o devedor insolvente gostaria que o seu credor não existisse. O pecador que não quer deixar o pecado, passa a negar a existência de Deus.
Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar a sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de Tomás de Aquino a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de rectidão intelectual.
Inicialmente, pergunta Tomás de Aquino se a existência de Deus é verdade de evidência imediata. Ele explica que uma proposição pode ser evidente de dois modos:
1) Em si mesma, mas não em relação a nós;
2) Em si mesma e para nós.
Uma proposição é evidente quando o predicado está incluído no sujeito. Por exemplo, a proposição o homem é animal é evidente, já que o predicado animal está incluso no conceito de homem.
Quando alguns não conhecem a natureza do sujeito e do predicado, a proposição – embora evidente em si mesma – não será evidente para eles. Ela será evidente apenas para os que conhecem o que significam o sujeito e o predicado. Por exemplo, a frase: "O que é incorpóreo não ocupa lugar no espaço", é evidente em si mesma e é evidente somente aqueles que sabem o que é incorpóreo.
Tendo em vista tudo isso, Tomás diz que:
a) A proposição "Deus existe" é evidente em si mesma porque nela o predicado se identifica com o sujeito, já que Deus é o próprio ente.
b) Mas, com relação a nós, que desconhecemos a natureza divina, ela não é evidente, mas precisa ser demonstrada. E o que se demonstra não é evidente. O que é evidente para nós não cabe ser demonstrado.
Portanto, a existência de Deus pode ser demonstrada. Contra isso, Tomás de Aquino dá uma objecção, dizendo que a existência de Deus é um artigo de fé. Ora, o que é de fé não pode ser demonstrado. Logo, concluir-se-ia que não se pode demonstrar que Deus existe. Tomás ensina que há dois tipos de demonstração:
1) Demonstração propter quid (devido a que)
É a que se baseia na causa. Ela parte do que é anterior (a causa) discorrendo para o que é posterior (o efeito).
2) Demonstração quia (porque)
É a que parte do efeito para conhecer a causa.
Quando vemos um efeito mais claramente que sua causa, pelo efeito acabamos por conhecer a causa. Pois o efeito depende da causa, e é, de algum modo, sempre semelhante a ela. Então, embora a existência de Deus não seja evidente apenas para nós, ela é demonstrável pelos efeitos que dela conhecemos.
A existência de Deus e outras verdades semelhantes a respeito dele que podem ser conhecidos pela razão, como diz São Paulo Rom. 1:19), não são artigos de fé. Deste modo, a fé pressupõe o conhecimento natural, assim como a graça pressupõe a natureza e a perfeição pressupõe o que é perfectível.
Entretanto, alguém que não conheça ou não entenda a demonstração filosófica da existência de Deus, pode aceitar a existência dele por fé.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DISSENSÃO CIENTÍFICA SOBRE O DARWINISMO

"Nós somos cépticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."

Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas científicas como a cosmologia, física, biologia, da pesquisa de "inteligência artificial", e de outras áreas fez com que os cientistas começassem a questionar o dogma central darwinista da seleção natural e a estudar com mais detalhes a evidência que a apoia.
Mesmo assim, os programas das TVs públicas, os documentos das políticas educacionais, e os livros-texto de ciência têm afirmado que a teoria da evolução de Darwin explica completamente a complexidade das coisas vivas. Ao público tem sido assegurado que toda a evidência conhecida apoia o darwinismo e que virtualmente todo cientista no mundo acredita que a teoria é verdadeira.

Os cientistas nesta lista contestam a primeira afirmação e se levantam como testemunho vivo contradizendo a segunda. Desde quando o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, centenas de cientistas têm se manifestado corajosamente para assinarem seus nomes.

A lista está crescendo e inclui cientistas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, das Academias de Ciências Nacionais da Rússia, da Hungria, da República Checa, do Brasil, e de universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras (UNICAMP, USP).

Uma Dissensão Científica do Darwinismo
"Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."

Clique aqui para o download do PDF da cópia da lista da Dissensão Científica do Darwinismo
Clique aqui para saber como você adicionar o seu nome à lista da Dissensão Científica do Darwinismo
Quem pode assinar a declaração?
Os signatários da lista da Dissensão Científica do Darwinismo devem ter o grau de Ph. D. numa área científica como a biologia, química, matemática, engenharia, ciência da computação, ou uma das outras ciências naturais; ou devem ser médicos e atuarem como professor de medicina. Os signatários também devem concordar com a seguinte declaração: "Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EVIDÊNCIAS: A PROVA DO MOVIMENTO

É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.
Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que se torna em carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao rio.
Nas coisas que mudam, podemos distinguir:
a) As qualidades ou perfeições já existentes nelas.
b) As qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.
As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.
As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.
Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.
M = PX ---->> AX
Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.
Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser – o fogo – que tenha calor em Ato.
Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser - a tinta - que seja vermelho em Ato.
Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.
Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.
Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida.
É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.
Tudo o que muda é mudado por outro.
Tudo o que se move é movido por outro.
Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato.
Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade – a potência de ter a perfeição x.
Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.
Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.
PX ---> AX PX (5) ---> AX PX (4) ---> AX PX (3) ---> AX PX (2) ---> AX (1)
Esta sequência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a sequência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças.
Noutras palavras, em qualquer sequência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.
Se a sequência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.
Portanto, a sequência não pode ser infinita.
Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo.
Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.
A sequência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.
E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito.
Que o universo é finito no tempo comprova-se (os que creem na evolução) pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo.
Logo, a sequência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.
Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus, devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas "coisas criadas", para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.
Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro. Portanto, esse 1º ente podia não ter nenhuma potência passiva, porque se tivesse alguma ele seria movido por uma anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.
Este ser é Deus.
Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer "eu serei bondoso", porque isto implicaria que não seria actualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.
Deus também não pode dizer "eu fui", porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu "Eu sou aquele que é" (aquele que não muda, que é ato puro).
Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: "Antes que Abraão fosse, eu sou" (João. VIII, 58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.
Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: "a quem buscais ?", e, ao dizerem "a Jesus de Nazaré", ele lhes respondeu:
"Eu sou". E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.
Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu: "Eu sou". E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.
Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso, a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o mesmo. A beleza não muda.
Quando os modernistas afirmam que a verdade, o dogma, a moral, a beleza evoluem, eles estão dizendo que Deus evolui, que Ele não é ATO puro. Eles afirmam que Deus é fluxo, é ação, é processo e não um ente substancial e imutável.
É o que afirma hereticamente a Teologia da Libertação. Diz Frei Boff:
" Assim, o Deus cristão é um processo de efusão, de encontro, de comunhão entre distintos enlaçados pela vida, pelo amor." (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, p. 169)
Ou então:
"Assim, Mary Daly sugere compreendermos Deus menos como substância e mais como processo, Deus como verbo ativo (ação) e menos como um substantivo. Deus significaria o viver, o eterno tornar-se, incluindo o viver da criação inteira, criação que, ao invés de estar submetida ao ser supremo, participaria do viver divino." (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, pp. 154-155)
É natural pois que Boff tenha declarado em uma conferência em Teófilo Otono:
Como teólogo digo: sou dez vezes mais ateu que você desse deus velho, barbudo lá em cima. Até que seria bom a gente se livrar dele." (Frei Boff, Pelos pobres, contra a pobreza, p. 54)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A CONTIGÊNCIA COMO EVIDÊNCIA DA CRIAÇÃO

Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.
Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.
Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.
Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário - que tem a existência necessariamente - tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.