quinta-feira, 5 de junho de 2008

TRABALHOS DOS NEUROTEÓLOGOS

Recentemente encontrei numa revista portuguesa e algumas francesas com reportagens que me suscitaram algumas reflexões que se seguirão. Dessas reportagens destaco três perguntas que estão na base dessas apreciações.

Porque Deus nunca desaparecerá?

Estará o nosso cérebro programado para acreditar?

A fé, remédio milagroso contra a ansiedade?
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Os trabalhos dos neuroteólogos começam agora a dar os primeiros resultados. É certo que precisam ainda de ser aprofundados, mas o que revelam é para já espectacular: na origem da propensão para a fé estará... a serotonina, uma substância que, no cérebro, transmite a informação de um neurónio para o outro (um neurotransmissor, portanto), e sobre a qual se sabe já que está implicada nas sensações de fome, de sede e de sono.

Uma verdadeira descoberta, que vem dar força a uma intuição que surgiu no início do ano 2000. Nesta data, os neuroteólogos tomaram conhecimento de trabalhos que aparentemente não tinham nada a ver com o assunto em causa: estudos, dirigidos por biólogos nos anos noventa, sobre os efeitos no cérebro das drogas ditas «psicadélicas» (LSD, etc.). Ora, estas pesquisas indicam que a serotonina pode criar estados similares aos produzidos por estas drogas, tais como modificações da percepção sensorial, alucinações, sensação de fusão com o mundo... ou seja, nem mais nem menos do que as sensações que os místicos dizem experimentar durante os seus estados extáticos. «Descobriu-se que o cérebro reage às moléculas do LSD e da psilocibina [molécula presente num «cogumelo mágico»] como se se tratasse de serotonina, porque as suas estruturas moleculares são muito parecidas com esta última», explica o biólogo Olivier Cases (Unidade Inserm 106, Hospital da Pitié-Salpêtrière, Paris). «Devido a esta semelhança, estas drogas conseguem induzir artificialmente uma libertação em massa de glutamato, um neurotransmissor que assegura a transmissão de informações sensoriais, fazendo-se passar pela serotonina.» O que, no fim de contas, provoca as alterações de percepção... Daí a pôr a hipótese de que as experiências místicas «naturais», ou seja, sem influência de drogas, poderiam ser provocadas pela serotonina foi um passo.

Mas ainda faltava demonstrá-lo! E em 2003 foi vencida uma etapa crucial neste sentido. Sob a orientação da neurobióloga Jaqueline Borg e da sua equipa (Universidade Karolinska de Estocolmo, Suécia), uma experiência que envolvia 15 voluntários estabeleceu que a tendência para ver o mundo como habitado pelo divino - uma tendência baptizada de «religiosidade» pelos investigadores - depende efectivamente da taxa de serotonina.

A NEUROLOGIA DÁ OS PRIMEIROS PASSOS

Recentemente encontrei numa revista portuguesa e algumas francesas com reportagens que me suscitaram algumas reflexões que se seguirão. Dessas reportagens destaco três perguntas que estão na base dessas apreciações.

Porque razão Deus está presente no pensamento do homem em todo o lugar, mesmo nos não missionados?

Estará o nosso cérebro programado para acreditar?

A fé, remédio milagroso contra a ansiedade?

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Esta descoberta deve-se a meia dúzia de neurobiólogos que, após cerca de cinco anos de pesquisa, conseguiram levantar o véu sobre essa "unio mystica" que Santa Teresa de Ávila, no século XVI foi provavelmente a primeira a descrever em pormenor: «É uma espécie de desfalecimento que retira a pouco e pouco a respiração e todas as forças do corpo. É em vão que queremos falar, não conseguimos formar uma palavra e, se conseguimos, não teremos força para a pronunciar. Toda a força exterior se esgota, mas a força interior engrandece. É assim o estado de duas coisas que estavam divididas e que agora são só uma.»

Mas esta extática sensação de fusão com Deus não é apanágio dos cristãos: os monges budistas também entram em transe quando meditam, assim como os místicos muçulmanos, que quando comungam com o divino fazem-no em transe. Apesar de extremos, estes fenómenos de «fusão mística» são universais e, daí, terem começado a ser estudados como qualquer outra manifestação humana. Uma pesquisa que se inscreve nas investigações mais gerais sobre os sentimentos religiosos e que abriram o caminho, há dez anos, à criação de uma nova disciplina, chamada «neuroteologia», cujo «objectivo é identificar os mecanismos cognitivos que regem a crença em Deus», explica o neurobiólogo Andrew Newberd, director da clínica de medicina nuclear da Universidade da Pensilvância (EUA) e pioneiro neste novo campo científico. «É claro que a definição de Deus que nós utilizamos não é a mesma que usam os teólogos, que reflectem de forma precisa sobre a natureza e os atributos de Deus. Para nós, este é simplesmente definido como uma entidade superior, quase sempre invisível, que está na origem do mundo.»

quarta-feira, 4 de junho de 2008

PROGRAMADOS PARA CRER

Recentemente encontrei numa revista portuguesa e algumas francesas com reportagens que me suscitaram algumas reflexões que se seguirão. Dessas reportagens destaco três perguntas que estão na base dessas apreciações.

Porque Deus nunca desaparecerá?

Estará o nosso cérebro programado para acreditar?

A fé, remédio milagroso contra a ansiedade?
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Estudos recentes na área da neurobiologia revelam que a estrutura, a química, a cognição...tudo no nosso cérebro nos impulsiona a acreditar. Mais ainda: poderá ter sido identificada uma «molécula da fé».

Acreditar em Deus? Em geral, é a palavra «Deus» que focaliza os debates. Como se o facto de «acreditar» fosse uma disposição perfeitamente aceite, para não dizer natural, no homem. E é justamente o caso! Após alguns anos de pesquisa, trabalhos realizados tanto por neurobiólogos como por especialistas na área da cognição demonstram que a nossa aptidão para crer em algo superior tem origem não no céu, mas no nosso cérebro. É que, à luz de modernos instrumentos de imagiologia cerebral, o nosso encéfalo parece que está idealmente estruturado para aderirmos à ideia de divino. A ponto de se poder falar de uma verdadeira predisposição do homem para o sentimento religioso. Começam a desvendar-se processos cerebrais que sustentam esta misteriosa faculdade. Com uma surpresa de monta: a descoberta do papel crucial de uma pequena molécula naqueles que têm fé!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A BÍBLIA E A ARQUEOLOGIA

1. Texto principal: - "E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha Palavra para a cumprir." Jeremias 1:12.

2. Textos e comentários de apoio.

2.1 Durante séculos, homens considerados de ciência, negaram a autenticidade da Bíblia e a sua inspiração divina. Voltaire (1694-1778) foi um desses expoentes da incredulidade: “Li algumas páginas da Bíblia. Sinceramente, este livro não é para o nosso tempo. Foram necessários doze homens para propagar por toda a parte o cristianismo, o erro cristocêntrico. Provarei, eu só, sou suficiente para apagar esse erro. Nos próximos cem anos, a Bíblia será um almanaque caduco.”

Voltaire no momento da morte, gritava para os que o rodeavam: “Não há aqui ninguém que me fale da vida depois da morte?”

2.2 Muitos eruditos negaram que o livro de Isaías entre outros, tivesse sido escrito antes de Jesus Cristo. Na Primavera de 1947, quando dois jovens beduínos guardavam um rebanho de cabras junto às grutas de Qunram. Um dos animais afastou-se dos restantes. Os jovens pastores dando-se conta do ocorrido, iniciaram a procura e não muito distante viram a cabra, como é conhecido são animais que gostam de subir aos rochedos em busca de alguma erva mais fresca. Atiraram algumas pedras na tentativa de a fazer voltar. Notam que uma das pedras provoca um ruído estranho e aproximam-se encontraram algumas grutas, na curiosidade própria da sua juventude, aventuram-se entrando naqueles espaços, depararam-se com dezenas de potes de argila, cheios de manuscritos.

Alguns destes manuscritos foram queimados, outros vendidos a turistas, mas alguns foram analisados pelos professores Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que descobriu não só o livro de Isaías, como a maior parte dos livros que formam o Cânon Judaico. Estes manuscritos foram escritos entre o 3° e o 1° século antes de Cristo.

2.3 A ordem de Deus foi obedecida, para preservar os Seus Escritos: - "Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Toma estas Escrituras, este auto de compra, tanto a selada, como a aberta, e coloca-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias." Jer. 32:14.

Depois disto houve ainda alguns estudiosos, tais como, Ewald, Kuenen e Wellhausen, que afirmavam que a escritura não foi inventada antes do século 6° a.C. A História e a arqueologia, nos últimos tempos, confirmaram justamente o contrário. Foram descobertos na Fenícia e na Palestina, caracteres alfabéticos, com origem no século 18 a.C. O primeiro Abecedário foi descoberto em Ras Schamara, na Síria (todos os livros de Arqueologia Bíblica trazem fotografias destes documentos).

2.4 Não há dúvida de que a ordem dada por Deus a Moisés (primeiro escritor bíblico), foi cumprida: - "Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus." Êxodo 17:14 (Moisés sabia ler e escrever).

2.5 Mesmo as pessoas de condição modesta aprendiam a ler e a escrever: - "Tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e lhe fez perguntas; o qual lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens." Juízes 8:14 (esta passagem foi escrita no século 13 a.C.).

2.6 Moisés depois de ter matado o egípcio, fugiu para o Sinai: Êxodo 2:11-15. (o conhecimento da egiptologia é geral). Moisés cresceu como príncipe no palácio do Faraó, é óbvio que tinha conheciemntos de escrita.

Léon Benveniste, um especialista em línguas semíticas, no seu famoso livro “L’alphabet est né au Sinaï” (O Alfabeto nasceu no Sinai). Defende que a origem do alfabeto, é no Sinai. Realmente foi aqui que Deus se encontrou com Moisés.

2.7 Por outro lado, o sogro de Moisés, de nome Getro, era sacerdote em Midian, no Sinai, ora o sacerdote (Êxodo 18:1 - "ORA Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito." ), era o que lia, era o especialista na leitura dos textos. Tudo indica, portanto, que a escritura neste tempo era já bem conhecida.

3. O poder da Palavra de Deus.

3.1 Como criou Deus os céus? - "Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. ... Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu." Salmo 33:6,9.

3.2 Há homens que voluntariamente querem ignorar o poder de Deus e a Sua existência? - "Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio." II S. Pedro 3:5,6.

3.3 Outros procuram impedir que a verdadeira Palavra de Deus penetre os corações, porque ela é a semente do reino de Deus: - "Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus. E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo. E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam. E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição. E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança." Lucas 8:11-15

3.4 Realmente ela, a Palavra de Deus, tem poder para transformar: Salmo 119:9 - "Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua Palavra."

3.5 Podemos nós dizer como o centurião? - "E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar." Mateus 8:8.

3.6 Que Deus nos dê sabedoria intelectual e discernimento espiritaul: - "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos." São Tiago 1:22

Pensamento: “ A Bíblia é fogo que consome, martelo que esmiúça, luz que revela, verdade que ilumina e espada que penetra.” Martinho Lutero

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DE PÉ HÁ 3.75 MILHÕES DE ANOS












O HOMEM ANDA DE PÉ HÁ 3.75 MILHÕES DE ANOS
Em 1976, na Tanzânia, Mary Leakey descobriu pegadas de passos de animais conservados nas cinzas vulcânicas consolidadas com 3.75 milhões de anos. Em 1978 e 1979, duas novas pistas foram descobertas. Uma delas é constituída por três séries de rastos deixados por hominídeos (Dicionário: «hominídeo – Lat. Homine, homem, pertencente ou relativo aos hominídeo, espécie dos hominídeos; o homem). Esta descoberta veio pouco depois dos vestígios de ossos de Hadar, estas pistas de passos provavam e provam ainda que há pelo menos 3.75 milhões de anos os hominídeos praticavam uma forma de bípede (Isto é assombroso. Há 3.75 milhões de anos o homem já andava em dois pés!)

O Mundo não se fez sozinho e num dia; Deus, para o criar, serviu-Se do tempo, por isso a Bíblia repete "tarde e manhã" ou seja parte escura e parte clara, referindo-se o dia. O tempo faz parte da Criação de Deus.
O dia, pressupõe um começo absoluto e corresponde a uma sucessão ordenada, consequente, um plano, a um desígnio, a um fim. O tempo representa uma história, um instrumento nas mãos de Deus. Se a isto se chama evolução, então, podemos definir uma evolução limitada, dirigida, que só é concebível no quadro da Criação. Deus não necessita de milhões de anos!
(Génesis 1:5) - E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
(Génesis 1:8) - E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
(Génesis 1:13) - E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.

(Génesis 1:19) - E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
(Génesis 1:23) - E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
(Génesis 1:30) - E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
(Génesis 1:31) - E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
(Génesis 2:1) - ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
(Génesis 2:2) - E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

(Génesis 2:3) - E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.

Pr. José Carlos Costa

TEORIA DA EVOLUÇÃO - REGISTO FÓSSIL

A história da terra faz-se, principalmente, estudando o registo de eventos passados que foram preservados nas rochas. As camadas de rochas são como as páginas do nosso livro de história.
A maioria das rochas expostas à superfície da terra são sedimentares – formadas a partir das partículas de rochas mais velhas que foram erodidas pela água ou pelo vento O cascalho, a areia, o silte e a lama (argilas) existem nos rios, lagos e oceanos. Estas partículas sedimentares ao depositarem-se podem enterrar animais e plantas, mortos ou vivos, no fundo dos lagos, dos rios ou dos mares. Com a passagem do tempo e a acumulação por deposição de mais partículas, frequentemente com mudanças químicas, os sedimentos desagregados transformam-se em rocha cimentada. O cascalho transforma-se numa rocha chamada conglomerado, a areia transforma-se em arenito, a lama transforma-se em calcários ou argilitos, consoante o tipo de lama, e os esqueletos e outras partes animais, bem como as diferentes partes constituintes das plantas podem transformar-se em fósseis.
Um esquema simplificado de uma paisagem actual e de algumas plantas e animais (potenciais fósseis) que poderão ser preservados como fósseis.
O cientista dinamarquês Nicolau Steno (1638-1686 ), foi um dos primeiros investigadores a redescobrir a verdadeira natureza dos fósseis. Estudou as posições relativas das rochas sedimentares. Formulou o Princípio da Sobreposição que consiste no seguinte: a acumulação dos sedimentos, em qualquer ambiente sedimentar, origina uma sequência de camadas ou estratos, em que as camadas mais antigas são cobertas pelas mais recentes. Logo, desde que as camadas sedimentares não tenham sofrido qualquer modificação na sua horizontalidade acumulativa original (lei da horizontalidade), as mais novas encontram-se por cima das mais velhas. Este Princípio da Sobreposição é fundamental para a interpretação da história da terra, porque em qualquer parte do planeta Terra indica as idades relativas das camadas das rochas sedimentares e dos fósseis nelas contidos.

Barreira constituída por uma formação calcária do Ordovícico de Lexington, Kentucky (USA), rica em conteúdo fossilífero. Estas camadas encontram-se na posição horizontal original. Assim sendo, podemos afirmar que A é mais antigo que B e B mais antigo que C. A é a parte mais antiga da formação e C a parte mais recente.







Camadas quase verticais, de uma formação calcária nas montanhas de Arbuckle, perto de Ardmore, Oklahoma (USA), que foram perturbadas da sua posição horizontal original pelas forças tectónicas que ergueram a montanha. Neste caso, sem prévios estudos cartográficos, tectónicos e paleontológicos, não se pode dizer se A é mais antiga ou mais recente do que B e C.

Apesar das observações e estudos de Steno, só no fim do século XVIII e início do século XIX, James Hutton (1726-1797) como estudioso dos processos sedimentares confirmou o princípio da sobreposição e estabeleceu o Princípio do Uniformitarismo também conhecido pelo Princípio das Causas Actuais, o qual se pode expressar das seguintes formas: 1) os fenómenos geológicos existentes na actualidade são idênticos aos que ocorreram no passado, 2) os acontecimentos geológicos do passado, explicam-se através dos mesmos processos naturais que se observam na actualidade, 3) " o presente é a chave do passado".

Para determinar a idade da maioria das rochas sedimentares, o estudo científico dos fósseis contidos nelas é fundamental. Os fósseis fornecem importantes evidências que ajudam a determinar o que aconteceu ao longo da história da Terra e quando aconteceu A palavra fóssil faz com que muitas pessoas pensem em dinossauros, isto porque, actualmente, os dinossauros são descritos e caracterizados nos livros, filmes e programas de televisão. Estes répteis foram animais dominantes na Terra durante um certo período do tempo geológico. Depois extinguiram-se, como aconteceu a muitas outras espécies de animais e plantas. As razões das extinções das diferentes espécies são matéria de debate entre cientistas, embora se possam fazer algumas especulações.
Apesar de todo o interesse nos dinossauros, eles representam uma muito pequena fracção das milhões de espécies que vivem e viveram na Terra. O grande volume do registo fóssil é dominado por fósseis dos animais com esqueleto e os restos microscópicos das plantas e dos animais, os quais estão gravados ou contidos nas rochas sedimentares. São estes fósseis que são estudados pela maioria dos paleontólogos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

PALEONTOLOGIA E ESTRATIGRAFIA

OS PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DA ESTRATIGRAFIA

(Estratigrafia, parte da geologia que estuda as camadas da crosta terrestre a fim de estabelecer a ordem normal de superposição e a idade relativa dos estratos – Dicionário KLS)

Cortando a Terra de alto a baixo como se de um bolo de quilómetros se tratasse, teríamos o que a imagem descreve.

É pois um “bolo” de camadas rochosas de 1500 a 2 000 metros, no Colorado, aparece com diferentes cores e estruturas claramente diferenciadas como pode ser observado à vista desarmada.














1- O principio da sobreposição.
É evidente para todos, admitindo a ausência de grandes convulsões orogénicas que as camadas mais próximas da superfície foram colocadas umas sobre as outras. As camadas mais recentes repousam sobre camadas mais antigas. Tal é o primeiro princípio, indiscutível, da estratigrafia: o principio da sobreposição.
Deve-se chamar a atenção: a estratigrafia não nos ensina nada da duração dos depósitos nem dos intervalos de tempo que tenham separado dois depósitos consecutivos. Se em bom rigor se pudesse afirmar que uma camada situada por baixo da outra lhe é posterior…mas de quanto tempo?

2- A escala estratigráfica comparativa.
No exemplo do Grande Canyon, pode-se comparar os sedimentos depositados uns sobre os outros num mesmo lugar. Por outro lado, deve-se ter em atenção que certas “épocas” geológicas não são reapresentadas. Ora a Biologia tem necessidade, para classificar as rochas numa ordem cronológica válida, de elaborar uma série completa, permitindo catalogar a uma única escala estratigráfica as rochas encontradas em todos os lugares.
Constituiu-se em abstracto uma escala estratigráfica, que nunca foi realizada em concreto na Natureza. Trabalhou-se por comparação diferentes tipos de sedimentos depositados aqui e ali. Mas nem em todos os lugares o cambriano (diz-se do, ou o primeiro período da era primária e o conjunto de terrenos e fósseis dessa época) se segue o ordoviciano (diz-se do segundo período, o segundo período da era primária, entre o cambriano e o siluriano), o siluriano e assim por diante até chegar ao crestáceo. Mas em certos lugares ao cambriano segue-se o siluriano.
O que leva a concluir que a noção de duração de tempo não é o mesmo. De facto é possível que em diferentes lugares, diferentes camadas de carácter morfológico semelhantes na deposição, foi feita em épocas diferentes. Pode perfeitamente deduzir-se, que em dois lugares relativamente afastados, duas camadas diferentes tenham tido lugar ao mesmo tempo. Descobertas confirmam o que acabamos de dizer e isto é do conhecimento público.
Por outras palavras, é possível que caracteres morfológicos idênticos não se expliquem necessariamente por idades contemporâneas de depósito. E nestes casos também é possível deduzir-se que se trata de condições idênticas (condições geográficas, identificadas as origens, etc.).

3- O período da continuidade.
As nossas observações encontram-se apoiadas pelo facto de em numerosos casos não se ter hesitado a classificar em épocas diferentes camadas geológicas apresentando exactamente o mesmo carácter morfológico. No entanto, o segundo princípio fundamental da estratigrafia, o princípio da continuidade, exige que duas rochas tendo os mesmos caracteres litológicos sejam consideradas como contemporâneas. Melhor ainda, acontece que uma e mesma camada geológica, tendo a sua continuidade idêntica na mesma região não seja datada da mesma época.
Isto acontece com os calcários dos Alpes, nas Montanhas de Sabóia, Pirenéus e em Portugal. “Vê-se portanto que o princípio da continuidade só tem valor se for admitido as variações litológicos e que a intervenção da paleontologia estratificada é nestes casos indispensável.” L. Moret, Précis de géologie, Paris, 1967, p. 347

A ÚNICA ´PROVA´ DA EVOLUÇÃO

A PALEONTOLOGIA, A ÚNICA “PROVA” DA EVOLUÇÃO

Um estudo mais aprofundado revela que desde Lamarck e Darwin e isto até aos nossos dias, todas as leis da biologia conhecidas estão em oposição aos mecanismos sucessivamente avançados para explicar a evolução.
A Biologia prova de forma absoluta a incapacidade das espécies actuais de se transformarem. Ainda assim, a evolução continua quase universalmente aceite. Porquê? A resposta é simples: os arquivos dos paleontologistas parece estabelecer as variações e a filiação continua das espécies, argumento para a evolução. C.O.Dunbar reconheceu que este argumento, na realidade, é o único verdadeiramente válido a favor da evolução. (Cf.C.O.Dunbar, Historical Geology, New York, 1949, p. 52, ver também J.Rostand, Les grands courants de la biologie, Paris, 1951, ps. 176,177.)
As formas de vida representadas nas camadas inferiores são geralmente mais simples, mais rudimentares que as encontradas nas camadas superioras, onde se encontram mamíferos, por exemplo.

Em 1978, estudava Teologia na Universidade de Teologia Adventista de Collonges, na disciplina Evolução ou Criação, tive como professor o Dr. Jean Flori. Numa das aulas fez referências a cortes em rochas que estavam em curso numa região perto de Chambérry, procurei uma ocasião favorável e fui ver, este foi desde sempre um dos assuntos que mais me fascinou.

Por ali andei e de facto pude verificar que nas camadas mais inferiores se encontravam fósseis de animais rudimentares. Quanto maior a complexidade e agilidade dos fósseis dos animais tanto mais se iam encontrando nas respectivas camadas superiores. Este facto impressionou-me muito. E admiti que era uma teoria extremamente difícil de refutar por oposição ao princípio da Criação apresentado pelas Sagradas Escrituras.

Por ali continuava a conversar com quem permitia alguma disponibilidade, quando em determinada altura encontro um simples trabalhador, que me permite o diálogo por minutos. Fez-me referência a um fóssil que se encontrava não muito distante daquele lugar, confesso fiquei completamente estupefacto! Uma árvore petrificada na posição vertical que acompanhava a rocha cortada e que por camadas era considerada de 3.75 milhões de anos.

Soube que este precioso fóssil estava a ser preparado para ser transportado para o famoso Museu Natural de História, Londres.

Em 1992, 14 anos mais tarde, tive o privilégio de realizar estudos em Cambridge, Inglaterra, alguns Domingos foram passados a visitar os famosos Museus de Londres. Um dia, e a pensar naquele precioso fóssil encontrado em Chambérry em França, fui a este Museu com a expectativa que ele estaria no melhor espaço. Não o encontrei, naturalmente incomodado, perguntei a um dos guias onde estava o referido fóssil. Esclareceu-me que se encontrava no Jardim do Museu, e assim é de facto, cortado em dois ou três partes, está colocado em diferentes lugares do jardim, sem referência, sem explicação. Que tristeza!

José Carlos Costa

FILIAÇÃO À EVOLUÇÃO

AS CONDIÇÕES PARA UMA POSSÍVEL FILIAÇÃO À EVOLUÇÃO

Para se poder afirmar que a Paleontologia é uma ciência incontornável à ideia da evolução das espécies a partir da vida rudimentar, ou melhor, a partir da matéria inorgânica (tese habitual nos meios evolucionistas), seria necessário que pudéssemos verificar na totalidade as seguintes condições:

1- Explicação plausível da aparição da vida a partir da matéria, espontânea, sem intervenção exterior.
2- Presença, nas camadas mais antigas, de organismos rudimentares que se pudessem identificar como tendo sido as formas últimas da origem anterior.
3- Surgimento progressivo e continuo das formas da vida indo do simples para o complexo num sentido irreversível.
4- Presença de forma de transição entre as Espécies, entre as Famílias, entre os Géneros, etc.
5- Presença de “séries evolutivas” indiscutíveis, dentro de uma e mesma família por exemplo, mostrando a passagem progressiva de uma forma para uma outra forma.
6- Exemplificação plausível de factores que pudessem transformar certas espécies deixando outras invariáveis desde o seu aparecimento nas camadas inferiores da terra.
7- Colocar em evidência nas leis naturais actuais o transformismo; ou ao menos, e por defeito, a demonstração da existência de factores naturais que tivessem sido reunidos no passado para permitir estas transformações, e a justificação da seu desaparecimento.

Não podendo um destes pontos ser demonstrado, então, a tese evolucionista não tem razão de pretender ser um facto, nem mesmo uma teoria altamente provável.

É crível que a maior parte dos paleontologistas continuam a afirmar que a evolução é um facto, muito provavelmente, mergulharam desde a sua juventude e ao longo dos seus estudos em meios evolucionistas e admitiram este dogma como indiscutível, não admitem por um instante sequer colocar em causa esta teoria. A pressão social é tal que as ideias-força acabam por assumir proeminência.